sábado, 27 de agosto de 2016

LUIZINHO, O FOFO TERRORISTA NA RIO/16





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LUIZINHO, O FOFO TERRORISTA NA RIO/16

            - Tudo certo, Luizinho. Se ligue e faça o que os outros fizerem. Pode ir. O embarque tá fecha não fecha e o serviço de som já avisou que o avião tá num pé e noutro pra sair. Ligue quando chegar.
Quem fala assim é Rafael, filho da sobrinha de Luizinho, na manhã da sexta-feira, 5 do 8 de 16. Estão no Aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, a 24 quilômetros do centro de Natal.
Há motivos para o “tudo certo” de Rafael: além de ser a primeira vez que viaja de avião, Luizinho se embaralha todo na hora de juntar letras. Daí Rafael ter cumprido os procedimentos de embarque e ter fechado a orientação com o “Tudo certo e faça o que os outros fizerem”. Luizinho vai para o Rio de Janeiro assistir às olimpíadas. Luizinho é...
Luizinho é solteiro. Rapaz usado. Bastante rodado, diga-se. É pescador, pintor e pedreiro. E segurança, aqui, acolá. Mas está “encostado” pelo INSS. Mora em São Rafael, sertão do Rio Grande do Norte. Luizinho recebeu uns atrasados do Instituto, caiu na guerra de algumas sobrinhas, principalmente da sapeca Kítia, e acabou decidindo viajar para o Rio de Janeiro:
Vai, Urubu. Aproveite essa grana. A gente só lucra o que goza, homem. Nunca saísse daqui. Mais com dormida de graça. O Rio de Janeiro é lindo, Urubu. Ah se eu pudesse.
Com pequenas oscilações, esse era o discurso das sobrinhas de Urubu, o estranho apelido de Luizinho. Por que Urubu?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O BONACHÃO FELINTO





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O BONACHÃO FELINTO

“Sabe, gente boa, a mulher não tem culpa de nada. Não é ela a perdição do homem. A gente é quem se perde com elas. Raros são os homens que entendem as mulheres, compreendeu? Por isso ficamos plantando desavenças. A verdade verdadeira, gente boa, é que sempre fomos impiedosos com as mulheres”, reconhecia a estupidez masculina o experiente, ricaço e bonachão Felinto, trocando de pé na cadeirona de engraxate, mas com os olhos se estocando no rosto do vizinho de cadeira.
Esse reconhecimento se dá por volta dos anos oitenta, na Pracinha do Diário, em Recife.  Gente boa é como o bonachão Felinto chama o engraxate Diel. O vizinho de cadeira é conhecido por galego, mas é desconhecido ali, posto ser aquela a primeira vez que ali engraxava os sapatos. O engraxate dele é o Rui.
O bonachão Felinto está saindo da casa dos sessenta anos. Na poeira ficam os engraxates Diel e Rui, já que estão entrando na estrada dos vinte, e o cliente Galego, que destrava a cancela dos quarenta.
Cliente semanal do Diel, o tema preferido do Felinto era as aventuras com mulher. Diel concordava devolvendo risadas. O Rui ora ria, ora emudecia. A conduta ia depender das risadas ou da mudez de seu cliente. Naquele instante, por exemplo, Rui mantinha-se fechadão, porquanto fechadão mantinha-se o cliente novato. Bons negociadores mentais, a dupla.
Felinto, estocando mais e mais o olhar no vizinho, o galego, atendeu a um pedido do Diel:
     - Você gosta desse episódio, não é, gente boa? Eu também, porque tem um belo final, conquanto mostre a baixaria do homem, o nosso secular machismo. Passou-se assim, gente boa.
Adão, presidente de nossa confraria, convocou

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A CAIXA





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A CAIXA

Cerca de quatro horas de uma tarde chuvosa, mercadinho vazio, a poeta e belíssima caixa Laurinha abandona alguns objetos no balcão a fim de ler no celular as prosas de um amigo. Faz um favor, na verdade, porque Laurinha gosta mesmo é de poemas. Mas como aquela prosa fala de um amor repentino, ela julga encontrar ali pedaços de molambos poéticos.
Quiçá pelo som da chuva, mas certamente pelo tedioso texto, certo é que, ao não topar com os molambos poéticos, os olhos imploram repouso e as mãos invisíveis do sono começam a fechá-los. Fecha não fecha, Laurinha dá uma piscadela de apreensão com o pivete que, se caqueando, está se apeando de uma moto na calçada do mercadinho: assaltante ou cliente?
Peço aqui um parágrafo a fim de justificar a apreensão de Laurinha. É que na sua cidade, Natal, a população vive assustada em razão dos assaltos. A cada dia mais penoso se torna o equilíbrio entre prudência e naturalidade, já que prudência em demasia leva à neurose e, em excesso, a naturalidade implica negligência. E Laurinha não contava as vezes que tinha visto motos e bicicletas “assaltadoras” defronte do Mesa Farta. Achava até que havia se tornado cliente de alguma delas.
Assaltante ou cliente, conjecturava a poeta Laurinha, quando as pálpebras se fecharam de vez. E, como sempre acontece com os poetas, sono e sonho se enrouparam com a magia da realidade. Mas há quem diga que a poeta estava acordada e punha em prática os versos do Outro: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente”.
Agora, a meu ver, Laurinha não estava inteiramente desperta, mas sim em transe, ou em alfa, como nos explicava a querida professora Renata. Até porque

quinta-feira, 28 de julho de 2016

AS MOÇAS COM EXCESSO DE BELEZA E A DISPLICÊNCIA DO VILMAR




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AS MOÇAS COM EXCESSO DE BELEZA E A DISPLICÊNCIA DO VILMAR

Costumo lhes pedir que me enviem uma ficçãozinha a fim de que seja chafurdada aqui no cocho do Pocilga. Espero que não se aborreçam, pois vou continuar pedindo, ainda que a resposta continue sendo a apatia. Alguns ainda se justificam: Ah, Tião, não me ocorre uma ideia, não consigo passar da primeira linha, não sou lá essas coisas em português, tenho medo do ridículo.
Desinteresse, meu caro, essa é a verdade. Mas desinteresse que corre a quilômetros do desapreço a mim. Afinal, não podemos nos interessar por tudo na vida. Mas ideias ocorrem, sim; passar da primeira linha acontece, sim, com a persistência; ninguém, sim, é lá essas coisas em português. E temer tal tipo de ridículo é, sim, ridículo. Ler e escrever bem vem do hábito. É claro que precisamos ter certo conhecimento da gramática, mas daí antever alguém a nos repreender por causa de sutis inadequações gramaticais é ridículo. Mais ridículo ainda seria o azoreta repreendedor. Mesmo porque para escrever bem não precisa ser essas coisas na língua.
Agora, ridículas ao extremo são as respostas de um amigo quando lhe cobro um texto há um tempão prometido: porra, esqueci, Tião. Ou, não tive tempo, cara. Ontem, ao encontrá-lo numa livraria, encostei-o na estante de livros locais:
- Não precisa escrever não, Valmir. Passe a ideia que eu desenrolo.
“É mesmo, Tião. A gente já devia ter feito isso. Olha só, a história se passa”, concordou ele, falando baixinho, fazendo prolongada reticência.
- Se passa...
- Se passa aqui mesmo, em Natal. Bem, o marido deixa o celular de bobeira e vai tomar banho. A esposa acha de olhar a hora no aparelho e ver quatro fotos do nu frontal de um homem. Armadura na cabeça, venda nos olhos e abundante oferta na cintura completam o quadro pornográfico. E, abaixo das fotos, a mensagem: “Pra você”. Aí bateu a sofrença, cara. A mulher senta na cama e horrorosos flashes mentais lhe asseguram: o marido é gay. Na opinião dela, Tião, essa história de bissexualidade é balela. O marido gosta tanto de homem quanto ela e ponto final.
A mulher solta potente filho da puta e vai cantarolando para a cozinha. Antes, pega o celular dela e bate a foto do homem pelado. Também cantarolando, o esposo sai do banho e escuta:
- Quer ovos mexidos, amor?
A mulher era dura na queda, Tião. Descobre

sábado, 23 de julho de 2016

COMICHÕES DE DEDINHOS SACANAS




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COMICHÕES DE DEDINHOS SACANAS

E aí, pessoal,
Amanheci com os dedos uma comichão só. O jeito foi aliviá-los com esta postagem de microcontos. Curtinha, 11 bichinhas sem futuro.

Microconto, por óbvio, é um conto pixototinho. A ideia é que com o mínimo de palavras – uma linha, está de bom tamanho - seja apresentado um contexto ficcional incomum. Embora o microconto não seja reconhecido como gênero literário específico, fica manifesto que as suas características são diferentes das de um "conto simplesmente pequeno". No microconto o essencial é sugerir. A intenção é convocar o leitor para ser cúmplice do autor, atribuindo-lhe a tarefa de rechear o textinho com a sua vivência. O conto vive mandando o microconto se enxergar, deixar de se amostrar, mas o bicho não toma jeito. Aqui, acolá aparece um metido a lhe fazer afago.
O microconto requer leveza, concisão, precisão, originalidade, impacto, inteligência. Exige, pois, tudo de que não sou capaz. Mas como sou metido...
O microconto é uma prosa beijoqueira, sedutora, carinhosa. Como imaginar tais atributos num caipira das letras? Mas como sou metido...
Agora, não resta dúvida de que "bolar" um microconto é agradável exercício de percepção. Espero de você, leitor, tão afetuosa atividade. Mande-me seu microconto (pelo blogue ou por imeio) que terei a satisfação de publicá-lo.
            Vejam como sou metido:

1)       Nossa! Psiu! Ei, ei, corram, corram...
           
2)      Virou-se, viu aquilo. Ficou com pena. E com uma raiva!
           
3)      Parem com isso. Farei uma paradinha só no Brasil, certo? – Brasil? Mas, Senhor...

            4)  Todos estão caindo, amigo. – E não eram malabaristas?


            5)   Gritava e se sacudia? Um ferro espetando a barriga, queria o quê? - As coisas dela, ué!


            6)   Enfim adormeceu. Mas ele não arredou pé dali.


            7)   Compro a sombra duma mulher madura. Não tem no Google. Requisito: boa em ninar.
           

            8)   Vendo a sombra duma mulher de vez. Vantagem/desvantagem: exigente e linguaruda.


            9)   Faço amor em bisnaga. Alugo-lhes baratinho. Estoque em extinção. É pegar ou largar.


            10)  Entendi. Mas, bom, é. Enfim...

            Obs. Falta só um. Clique no leia mais.

domingo, 17 de julho de 2016

ESTRATAGEMAS DO SEXO




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Com este escrito, o Pocilga alcança a marca de duzentas postagens. Em quatro anos e oito meses, uma ruma de emes e bês foi aqui depositado. Coisa de í. I de idiota e de ingenuidade. Por que escrever ficção, enviá-la pro mundo e ter como gratificação apenas o risinho irônico do desprezo? A repetição do ato carece de inteligência, não? O i da ingenuidade nasceu de meu otimismo. E há algo mais ingênuo e idiota do que certos otimismos?
Veja. Tinha dois livros publicados quando criei o Pocilga. Pensei assim. Sabe de uma coisa? Vou criar um blogue a fim de apresentar esses livros. Além de explicar como comprá-los, as postagens servirão de propaganda. Até hoje, vendi um exemplar por esse canal. Eficiente propaganda, por óbvio. A verdade é que a verdade está sendo muito grosseira com a boa-fé deste matuto. Por que não larguei a idiotice? Porque fiquei viciado nela. Tanto que peguei uma pilha de emes, pês, enes, is, bês, os, cês, es, tês, as e símbolos outros, saí comendo pelas beiradas e acabei escrevendo mais dois livros.
Idiota!
Como já notaram, é comum nos meus textos os descontraídos bate-bola entre sexo e falso moralismo. Entendo que a compreensão desse assunto evitaria enes desconfortos no nosso dia a dia. Um montão de indivíduos esconde tal assunto no quengo, acham-no gasturento, mas a fila no guichê do sexo só faz aumentar.
Na postagem de hoje, a de número duzentos, a assídua dupla continua batendo bola. É um conto, mas com coração e tudo mais de novela. Agora, são cinco páginas, de vinte a vinte e cinco minutos de leitura, um pecado para muita gente.
Caso não seja “muita gente”, leia e divirta-se com os Estratagemas do Sexo.

ESTRATAGEMAS DO SEXO

“De todos os supostos desvios da natureza, o que faz mais refletir, o que mais parece bizarro aos filósofos de botequins, aos falsos moralistas, que querem analisar tudo, sem nada compreender, é o gosto que mulheres de certo temperamento concebem por pessoas de seu sexo”, assim se expressava a uma das amigas a autêntica moça, de quem falarei em seguida. E prosseguiu, a sem papas na língua:

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PEDAÇOS DE MIM – PARTE DOIS (Três inocentes textinhos curtos)





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A leitora Silvana enviou-me um imeio dizendo que havia adorado o post Pedaços de Mim (o terceiro aqui embaixo) e perguntou se eu seria capaz de mostrar outros pedacinhos. Taí, Silvana, especialmente pra você.

PEDAÇOS DE MIM – PARTE DOIS
(Três inocentes textinhos curtos)

A AGONIADA

Cada dia com a sua agonia, assim fala a voz das ruas. Mas é raro a moça ter agonia nova. Tem, sim, uma permanente.
Agonia no coração, mas agonia, embora seja agonia boa.
Ora acha que sim, ora acha que não. Quanta indecisão. E decidir é uma droga.  Porque nada é inconsequente e tudo terá o seu peso. Seja o que Deus quiser ou a prudência é o que Deus quer? Razão ou emoção? Que pedaço dela vencerá? Dela, mas pode ser dele, assim como pode ser seu. Calar ou falar? Talvez o último verbo, porquanto a decisão corajosa está em ela pronunciar entre sete e oito palavras. Será que cinco ou seis não resolveriam? E aquelas três famosas?
As palavras têm mais força que rachaduras em usinas nucleares. Até porque rachaduras e imperfeições outras nascem de palavras. Mal ditas, mal escritas, mal lidas, mas de palavras.
Palavras e tom de voz são os pais da antipatia. Poucas pessoas sabem disso. Poucas sabem a hora de falar, raríssimas gostam de escutar. Muitas não percebem o risco de pisar a mina atômica. Pisam e saem espalhando animosidades, distribuindo desavenças.
Hoje a agonia da moça está numa agonia só. Receio e confiança trocam bofetadas. Coração nervoso, mãos trêmulas, falta de ar nos pulmões. Eis as testemunhas do combate.
Onde vai parar isso? Protocolo podia muito bem só ser útil para eventos externos, nunca para as coisas do coração. Não precisa banda de música para a amizade se transformar em atração e o companheirismo em paixão. O protagonista poderia ser o amor, nunca o temor.
Será que ele - também pode ser ela – sabe que imaginação é diferente de visualização? Sabe ele que imaginar é visualizar o ainda não visto e que visualizar é imaginar o já visto? A moça sabia que ele sabia que ela vivia o imaginando. Mas ela não queria apenas imaginá-lo. Queria visualizá-lo.
Será que ele não vive me imaginando também?
Sem respostas, a jovem rabiscou de lágrimas os olhos e ficou olhando pra cima. Confusão mental, silêncio. Estarei fantasiando?
A moça sente frio, uma dor espantosa, vê-se sorrindo sem causa. A esperança morreu?
Tomara que não, pensou. Pedaços de soluços tilintando na cama, ela abraçou-se com o travesseiro e dormiu.
Queria sonhar com pedaços dele.

O COZINHEIRO

Naquela noite, de ressaca, toscanejando na encardida rede, sonhei que assava a minha namorada numa fornalha a lenha.
Ela adora a minha comida. Diz que o tempero é inigualável e excitante. Espera horas a fio por uma picanha ao ponto, uma quiche de linguiça, um espetinho de camarão ensopado no leitoso azeite de dendê. Nem pensar em desapontá-la. Pavio curto, é capaz das piores loucuras quando contrariada. A atenuante é que rapidamente se recompõe. Mas fica incomum sequela carnal, cujo sintoma é a rouquidão ocasionada pelo alvoroço da libido.
Eu visto o avental, e ela fica acompanhado meus tantos de quanto e quantos de tanto jogados nas panelas e afins. Entre uma dedada no celular e um risinho sobre algum vídeo, ela libera perguntas e afirmações acriançadas, tipo donde você veio, seu moço, e pode ficar certo de que ainda o dilacero com a minha plaina afiada. Não dou bola para os devaneios, pois, naquele momento, sou seu escravo. Mas quando cumpro a tarefa culinária, ela passa a ser escrava de mim.
Amamos a rotina das sextas-feiras à noite: ela lambe os beiços, solta o risinho gaguejado e ajoelha-se aos meus pés. Vai além do agradecimento. É submissão pura.
       Não diz nada. Nem precisa. É assim que ela antevê o sabor da minha arte e dá vida à imaginação gulosa.
O ápice do ritual acontece quando coloco um pedaço de torta de limão em sua boca.
            Só que (tenho um pé atrás com esse soque), naquela noite, vejo-a esperneando na fornalha. Quanto mais esperneava, mais lenha eu botava no forno. Queria que ela ficasse bem tostadinha. Pensava em comê-la à milanesa e chupar as cartilagens em que se transformariam os ossos. E assim fiz. Só achei um pouco enjoativos. Por isso acordei. Ela dormia profundamente.
Encharcado de suor, fui chorando pro banheiro. O coração estava todo despedaçado.
Soluçava quando escutei os gritos:
- Amor! Cadê você, amor? Você me cobre de beijos e corre, é?
Não disse nada. Corri, caí na cama e comecei a beijá-la.
Pedaços de mim e dela começaram a se lambuzar.

A CHURRASQUEIRA

Homem é muito sem noção mesmo. Sonhei assando você num forno a lenha. Tostadinha, comia você e depois chupava os ossos. Assim falou o meu namorado, num restaurante, jantar à luz de velas. Fechei a cara, porém não resisti à curiosidade e perguntei. E aí? Gostou? Adorei, respondeu, despedaçando o romantismo. Mas logo o emburramento passou. Fomos para o chalé eu mordiscando a sua orelha.
Estávamos em uma praia paraíso, num chalé celestial. Na noite seguinte, optamos