sexta-feira, 23 de setembro de 2016

O INFERNO É AQUI MESMO?




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O INFERNO É AQUI MESMO?

Preso no trânsito, ele perdeu a paciência e pôs-se a gritar, esmurrando o volante:
– Diabo! Diabo!
Ouviu-se um estrondo, uma nuvem de fumaça invadiu o interior do carro e, quando ela se dispersou, lá estava, sentada no carro, a figura inconfundível: os pequenos chifres, os olhinhos malignos, o rabo. O Diabo, em pessoa, sorridente:
– Chamaste-me? Aqui estou.
Apavorado, o motorista não sabia o que dizer. Queria voltar atrás, foi engano, Senhor Diabo, eu não chamei ninguém, eu estava apenas protestando contra o trânsito; mas, como se tivesse adivinhado o seu pensamento, o demônio apressou-se a acrescentar:
– E vim para ficar. Você sabe, ninguém invoca impunemente o nome do Demônio. De modo que você pode me considerar seu eterno passageiro. Relaxe, fique tranquilo. Temos muito tempo para conversar.
O pobre homem não dizia nada. Olhava o tridente que o Diabo tinha ao lado e se perguntava em que momento começaria a ser espetado com aquela coisa. Isso sem falar no fogo do inferno que decerto em pouco tempo estaria aceso ali. Tentou disfarçadamente abrir a porta; como suspeitava, estava trancada. Demônios sabem como usar a tecnologia moderna contra suas vítimas. Suspirou, pois, e preparou-se para o sofrimento.
Lotado de crendices, o homem, o Dudu, deu-se conta

domingo, 18 de setembro de 2016

ASSALTOS DA LINDÍSSIMA KÉLVIA




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ASSALTOS DA LINDÍSSIMA KÉLVIA

Vou falar sobre a gata Kélvia daqui a pouquinho. Antes, permitam-me o desabafo a seguir. Tem a ver com a radicalização de certos críticos da literatura ficcional brasileira. Simplórios resenhistas, cairia melhor. Essa turma administra pavorosa fogueira literária e gerencia arrepiador pau de arara das letras. Adjetivos, gerúndios e advérbios vivem de couro esfolado de tanto espernearem na fogueira deles. Para essa patota, apenas substantivos e verbos têm vez. Texto enxuto, sem floreios linguísticos, direto ao ponto. Esse é o único mandamento dos torturadores. E ai de quem os contravir. Termos inusuais, a exemplo dos citados inusuais e contravir, e expressões envelhecidas, porém prazerosas, como de mais a mais, porquanto, conquanto, quiçá, são habituais frequentadores do maldito pau de arara.
Há poucos dias, num jornal do Sudeste, impiedosa resenhista mostrou-se cozinheira de adjetivos ao comentar este fragmento de um conterrâneo: “... a mulher era bonita, linda, charmosa. Com seus trinta e quatro anos, suas bochechinhas rosadas, seus olhos azuis...” A resenhista tachou o excerto de gordurento, vejam só, em razão da série “bonita, linda, charmosa”. Desperdício. Bastava uma palavrinha dessas, escreveu a moça.
Na frigideira da mestre-cuca não havia um pingo de gordura nos “com, seus, suas”. Questão de estilo, dirá alguém, mas, porra, nem sequer o comentário de esclarecimento a respeito das descomunais banhas? Ela podia ter deixado a série no freeze, já que nela não há gordura, e temperar o fragmento assim: “Era bonita, linda, charmosa. Trinta e quatro anos, bochechinhas rosadas, olhos azuis...”
A patranha da resenhista, gente, deixou-me pdv, de sc e com vontade de escrever pqp. Só não digito tnc porque tenho o g de gentleman e respeito as mulheres.
Não há gordura na série, minha jovem, porquanto bonita, linda e charmosa expressarem conceitos distintos., conquanto equivalentes na fala do dia a dia. Do ponto de vista do homem, bonita é a mulher de linhas faciais harmoniosas e ponto final. Para nós, linda é a mulher com todas as linhas harmoniosas, tudo no devido lugar, excesso de boniteza dos pés à cabeça. Já charmosa (puristas da língua condenam essa palavra) é a mulher simples, sedutora, graciosa, cativante. Atitude em detrimento do físico. Daí que a mulher pode ser bonita ou linda, mas pedante, de charme zero - a chamada cu doce. Ou nem tão bonita, contudo carismática, encantadora, de charme dez, também conhecida por dama.
Merece pena máxima a articulista por ter jogado na fogueira os inocentes adjetivos, porque, certamente, a personagem de seu conterrâneo preenchia os atributos de bonita, linda e charmosa.
Agora, fugindo do tema, mas o tema me puxando, lembrei-me da resposta dada por célebre escritora brasileira. O que não entra num livro seu? Resposta: Diálogos com travessões. A escritora deve ter motivos para detestar travessão. Respeita-se. Ao contrário dela, porém, adoro introduzir travessão no manuseio de certos personagens.
É isso. Ainda estão com paciência? Então conheçam a lindíssima Kélvia. Duas páginas e meia do word, nove minutos de êxtase. Vai encará-la? E que aquela escritora e certos resenhistas não me leiam, porquanto abunda aqui tudo o que para eles é excesso.
Ah, ia me esquecendo dum detalhe: o mais pronunciado adjetivo para mulher. Sabem qual é? É lindíssima. Lindíssima, ou muito linda, é a mulher linda e charmosa. Representa o pico da imaginação masculina. E, por vezes, o vértice da feminina.
Boa leitura, lindíssimas.

COM OS SENHORES, KÉLVIA
Meu nome é Kélvia,

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A SENHORA DO JOGO




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A SENHORA DO JOGO

Responda-me daqui a pouquinho. De quem é a culpa? Da invisível mão, dos dois paus-mandados dedinhos ou da impulsiva cabeça? Seria do conjunto da obra? Ou o trio anatômico não tem culpa de nada, porquanto o ato supostamente punível ter sido simples efeito de uma causa. A meu ver, o delito é sempre da causa, não da consequência. É da origem, não do destino. É o cúmulo da paspalhice absolver causa e punir consequência. É evidente que existem causas e causas, como evidente é que existam consequências e consequências.
Pois não é que ela – a causadora, a razão de ser - acabou induzindo o grande júri a condenar o ser da razão, a vítima?
Culpado pelo conjunto da obra, exceto pela mão invisível, assim decidiram os jurados.
Tudo começou na primeira encarada. Ali rolou aquele clima e ela me seduziu, ainda que eu tenha julgado atípicas as oscilações faciais: ora ela sorria, ora ela careteava. Majestosa e maquiavélica, já que, em sonhos, imaginando-a, fazia-me experimentar o místico prazer e, acordado, fazia-me sofredor, por vezes, em razão da indiferença.
Convivemos inúmeras estações nesse tumultuoso compasso. Tumultuoso, mas que não impediu de me deliciar com a dupla vertente dela. Rapidinhas, curtinhas, espaçadas, em média três vezes ao mês, é verdade, mas de extremo êxtase. Ela parecia um ser de outro mundo, tão singular excitação me impunha o corpo soneteado. Trocávamos intimidades, ficávamos proseando, ela reprovando com o não de cabeça, aprovando com o sim dos olhos, mas fazendo beicinho por eu não entender a sua veia poética. Estou por ver criatura mais enigmática.
A sarrabulhada começou quando lhe disse que queria um rebento, um formoso filho que atestasse a nossa relação, e ela contrapôs dizendo que eu não tinha condições de fazê-la parir um rebento assim. Pior. Jogou-me na cara a preferência por celebridades. Esses, sim, faziam filhos formosos, de futuro.
Não suportei a afronta. Injuriado, voei pra cima dela. Só não digo que a estuprei porque ela revirava os olhinhos. O rebento nasceu. Dei-lhe o nome de Toinho. Mas ela o renegou, tanto que não moveu uma palha para que o pimpolho tivesse o merecido reconhecimento. Botei-a na Justiça, é claro, acusando-a de ter abandonado o filho. De mais a mais, peticionei para que ela conversasse com os canais competentes a fim de que o nosso moleque tivesse um futuro.
Perdi, gente. O grande júri me condenou a... Já, já direi a pena.
Jamais imaginaria que aquela encarada seria o meu cadastro na confraria dos trouxas e que estaria encetando o protocolo da frustação. De nada valeram os argumentos de que a coisa só chegara àquele ponto porque ela me seduziria, fora a causa de tudo. Ele é quem foi seduzido por mim, é o causador do imbróglio, rebatia ela. Ela me seduziu e ser seduzido por ela dá no mesmo, retrucava eu. Não, contestava ela. E explicava: “ela me seduziu” é algo avassalador, de cara, pontual. Impensável para uma pessoa experiente como você, TC. Já “o ser seduzido por ela” é algo que vai se formando, analisando-se, ponderando-se, entendeu? Você se iludiu, TC. Aí ela voltou-se para o grande júri e foi impiedosa comigo:
Não queria esse filho, senhores, porque o TC não tinha condições de fazê-lo imponente. Sabia que o moleque sairia mal-amanhado. Para fazer filho em mim não basta querer, tem que saber. Não sou uma parideira qualquer. Renego essa cria, senhores. O TC me estuprou, essa é a verdade.
        Como disse, gente, fui condenado. Paciência. Só não gostei do discurso debochado quando ela se despedia de mim: perdeste, boy. Ganhei no jogo de palavras, artimanha em que és péssimo. E saindo, acenando, foi dizendo:
         És muito ruim de jogo, TC, eis outra verdade.
       Essa oração foi tremendo canto de carroceria em mim. Sou bom de jogo, pessoal. No de palavras talvez não, mas sou dez no de negociador, vendedor. Vendi muito saco de papel feito de saco de cimento, picolé, cocada, bolo e por aí vai. Agora, minha especialidade foi jogo do bicho. Fui o melhor cambista na minha época. Não é fácil vender sonhos. Vender tantos reais no cachorro é moleza. Principalmente quando o jogador chega com aquele palpite. Difícil é fazê-lo jogar no macaco, sob o argumento de que quem joga no cachorro joga no macaco. Difícil é com a dúvida pôr a esperança na mente do infeliz.
         Sou muito bom de jogo, verdade seja dita.
Bom, voltemos à literatura.
Ela me seduziu na primeira leitura. Instalava-se

sábado, 27 de agosto de 2016

LUIZINHO, O FOFO TERRORISTA NA RIO/16





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LUIZINHO, O FOFO TERRORISTA NA RIO/16

            - Tudo certo, Luizinho. Se ligue e faça o que os outros fizerem. Pode ir. O embarque tá fecha não fecha e o serviço de som já avisou que o avião tá num pé e noutro pra sair. Ligue quando chegar.
Quem fala assim é Rafael, filho da sobrinha de Luizinho, na manhã da sexta-feira, 5 do 8 de 16. Estão no Aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, a 24 quilômetros do centro de Natal.
Há motivos para o “tudo certo” de Rafael: além de ser a primeira vez que viaja de avião, Luizinho se embaralha todo na hora de juntar letras. Daí Rafael ter cumprido os procedimentos de embarque e ter fechado a orientação com o “Tudo certo e faça o que os outros fizerem”. Luizinho vai para o Rio de Janeiro assistir às olimpíadas. Luizinho é...
Luizinho é solteiro. Rapaz usado. Bastante rodado, diga-se. É pescador, pintor e pedreiro. E segurança, aqui, acolá. Mas está “encostado” pelo INSS. Mora em São Rafael, sertão do Rio Grande do Norte. Luizinho recebeu uns atrasados do Instituto, caiu na guerra de algumas sobrinhas, principalmente da sapeca Kítia, e acabou decidindo viajar para o Rio de Janeiro:
Vai, Urubu. Aproveite essa grana. A gente só lucra o que goza, homem. Nunca saísse daqui. Mais com dormida de graça. O Rio de Janeiro é lindo, Urubu. Ah se eu pudesse.
Com pequenas oscilações, esse era o discurso das sobrinhas de Urubu, o estranho apelido de Luizinho. Por que Urubu?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O BONACHÃO FELINTO





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O BONACHÃO FELINTO

“Sabe, gente boa, a mulher não tem culpa de nada. Não é ela a perdição do homem. A gente é quem se perde com elas. Raros são os homens que entendem as mulheres, compreendeu? Por isso ficamos plantando desavenças. A verdade verdadeira, gente boa, é que sempre fomos impiedosos com as mulheres”, reconhecia a estupidez masculina o experiente, ricaço e bonachão Felinto, trocando de pé na cadeirona de engraxate, mas com os olhos se estocando no rosto do vizinho de cadeira.
Esse reconhecimento se dá por volta dos anos oitenta, na Pracinha do Diário, em Recife.  Gente boa é como o bonachão Felinto chama o engraxate Diel. O vizinho de cadeira é conhecido por galego, mas é desconhecido ali, posto ser aquela a primeira vez que ali engraxava os sapatos. O engraxate dele é o Rui.
O bonachão Felinto está saindo da casa dos sessenta anos. Na poeira ficam os engraxates Diel e Rui, já que estão entrando na estrada dos vinte, e o cliente Galego, que destrava a cancela dos quarenta.
Cliente semanal do Diel, o tema preferido do Felinto era as aventuras com mulher. Diel concordava devolvendo risadas. O Rui ora ria, ora emudecia. A conduta ia depender das risadas ou da mudez de seu cliente. Naquele instante, por exemplo, Rui mantinha-se fechadão, porquanto fechadão mantinha-se o cliente novato. Bons negociadores mentais, a dupla.
Felinto, estocando mais e mais o olhar no vizinho, o galego, atendeu a um pedido do Diel:
     - Você gosta desse episódio, não é, gente boa? Eu também, porque tem um belo final, conquanto mostre a baixaria do homem, o nosso secular machismo. Passou-se assim, gente boa.
Adão, presidente de nossa confraria, convocou

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A CAIXA





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A CAIXA

Cerca de quatro horas de uma tarde chuvosa, mercadinho vazio, a poeta e belíssima caixa Laurinha abandona alguns objetos no balcão a fim de ler no celular as prosas de um amigo. Faz um favor, na verdade, porque Laurinha gosta mesmo é de poemas. Mas como aquela prosa fala de um amor repentino, ela julga encontrar ali pedaços de molambos poéticos.
Quiçá pelo som da chuva, mas certamente pelo tedioso texto, certo é que, ao não topar com os molambos poéticos, os olhos imploram repouso e as mãos invisíveis do sono começam a fechá-los. Fecha não fecha, Laurinha dá uma piscadela de apreensão com o pivete que, se caqueando, está se apeando de uma moto na calçada do mercadinho: assaltante ou cliente?
Peço aqui um parágrafo a fim de justificar a apreensão de Laurinha. É que na sua cidade, Natal, a população vive assustada em razão dos assaltos. A cada dia mais penoso se torna o equilíbrio entre prudência e naturalidade, já que prudência em demasia leva à neurose e, em excesso, a naturalidade implica negligência. E Laurinha não contava as vezes que tinha visto motos e bicicletas “assaltadoras” defronte do Mesa Farta. Achava até que havia se tornado cliente de alguma delas.
Assaltante ou cliente, conjecturava a poeta Laurinha, quando as pálpebras se fecharam de vez. E, como sempre acontece com os poetas, sono e sonho se enrouparam com a magia da realidade. Mas há quem diga que a poeta estava acordada e punha em prática os versos do Outro: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente”.
Agora, a meu ver, Laurinha não estava inteiramente desperta, mas sim em transe, ou em alfa, como nos explicava a querida professora Renata. Até porque

quinta-feira, 28 de julho de 2016

AS MOÇAS COM EXCESSO DE BELEZA E A DISPLICÊNCIA DO VILMAR




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AS MOÇAS COM EXCESSO DE BELEZA E A DISPLICÊNCIA DO VILMAR

Costumo lhes pedir que me enviem uma ficçãozinha a fim de que seja chafurdada aqui no cocho do Pocilga. Espero que não se aborreçam, pois vou continuar pedindo, ainda que a resposta continue sendo a apatia. Alguns ainda se justificam: Ah, Tião, não me ocorre uma ideia, não consigo passar da primeira linha, não sou lá essas coisas em português, tenho medo do ridículo.
Desinteresse, meu caro, essa é a verdade. Mas desinteresse que corre a quilômetros do desapreço a mim. Afinal, não podemos nos interessar por tudo na vida. Mas ideias ocorrem, sim; passar da primeira linha acontece, sim, com a persistência; ninguém, sim, é lá essas coisas em português. E temer tal tipo de ridículo é, sim, ridículo. Ler e escrever bem vem do hábito. É claro que precisamos ter certo conhecimento da gramática, mas daí antever alguém a nos repreender por causa de sutis inadequações gramaticais é ridículo. Mais ridículo ainda seria o azoreta repreendedor. Mesmo porque para escrever bem não precisa ser essas coisas na língua.
Agora, ridículas ao extremo são as respostas de um amigo quando lhe cobro um texto há um tempão prometido: porra, esqueci, Tião. Ou, não tive tempo, cara. Ontem, ao encontrá-lo numa livraria, encostei-o na estante de livros locais:
- Não precisa escrever não, Valmir. Passe a ideia que eu desenrolo.
“É mesmo, Tião. A gente já devia ter feito isso. Olha só, a história se passa”, concordou ele, falando baixinho, fazendo prolongada reticência.
- Se passa...
- Se passa aqui mesmo, em Natal. Bem, o marido deixa o celular de bobeira e vai tomar banho. A esposa acha de olhar a hora no aparelho e ver quatro fotos do nu frontal de um homem. Armadura na cabeça, venda nos olhos e abundante oferta na cintura completam o quadro pornográfico. E, abaixo das fotos, a mensagem: “Pra você”. Aí bateu a sofrença, cara. A mulher senta na cama e horrorosos flashes mentais lhe asseguram: o marido é gay. Na opinião dela, Tião, essa história de bissexualidade é balela. O marido gosta tanto de homem quanto ela e ponto final.
A mulher solta potente filho da puta e vai cantarolando para a cozinha. Antes, pega o celular dela e bate a foto do homem pelado. Também cantarolando, o esposo sai do banho e escuta:
- Quer ovos mexidos, amor?
A mulher era dura na queda, Tião. Descobre