domingo, 11 de dezembro de 2011

MICROCONTOS

Recebi algumas mensagens de louvor aos microcontos publicados na abertura da postagem Factoides da Fogosa Fifi. Pena que a satisfação tenha chegado por imeio, visto os signatários não terem conseguido enviá-las pelo blogue, e assim compartilhá-las com vocês.  A dificuldade em  postar comentários, gente, tem sido recorrente em imeios enviados pra mim. Já pesquisei as ferramentas do blogue, repesquisei, fiz de tudo e não encontrei nada que impedisse o leitor de postar o comentário. Por que algumas pessoas conseguem e outras não é um grande mistério.
Duas leitoras pedem que eu publique alguns microcontos de minha autoria. Tenho poucos, conto-os nos dedos, minhas nobres.
O microconto requer leveza, concisão, precisão, originalidade, impacto, inteligência. Exige, pois, tudo de que não sou capaz.
O microconto precisa cativar o espírito do leitor a fim de que ele, o leitor, seja cúmplice do escrevinhador e deste aceite a extrema subjetividade do reduzido número de palavras. Habilidades distantes de mim.
O microconto requer uma prosa beijoqueira, sedutora, carinhosa. Como imaginar tais atributos num caipira das letras?
Agora, não resta dúvida de que "bolar" um  microconto é agradável exercício de percepção. Espero de você, leitor, tão doce atividade. Mande-me seu microconto (pelo blogue ou por imeio) que terei a satisfação de publicá-lo.
Tomei uma decisão: doravante iniciarei as postagens com microcontos, beleza? Mas nem sempre meus, tá certo, minhas nobres? Começaremos com quatro. O mais famoso, o do Monterroso, um que peguei na internet, outro de uma leitora, identificada, a pedido, apenas por MR, e por último o de minha autoria. Vamos a eles? Ah, certos autores dão títulos aos microcontos, outros não. Pertenço ao segundo grupo.

- Quando acordou o dinossauro ainda estava lá (Monterroso).

- Gosta de português? 
Portuguesa (Preferência masculina, Rubo Medina, Canto do Escritor).

- Sedutoramente, sorvia o duro picolé. Descontrolado, derretia-se, sim, o embevecido observador (MR).

- Oh! Nossa! Caramba! E nós nem nos... (Tião Carneiro).

Até mais ver,

Tião