segunda-feira, 2 de abril de 2012

QUE COISA!



Pensava em dedogitar uma crônica sobre aniversário. Comecei com o “Batista estava”, mas vi logo que a crônica ia furar quando reli o primeiro parágrafo. Em vez de recomeçar, danei-me a viajar. Viajando, viajando, saiu este mostrengo. Não sei classificar este texto, gente. Talvez passe de raspão num continho, tire fino num romacinho, beije um personagem de alguma novelinha. Mas crônica certamente não é.
Quiçá uma besterinha? Ou besteirona? 14.534 caracteres. Quem se habilita? Aguardo resposta.

QUE COISA!

Batista estava completando quinze anos naquele dia. Acordou com o carinho materno: “Meus parabéns, filho. À noite tem um bolinho, viu?” Batista sentiu o beijo, abriu os olhos, balançou a cabeça, percebeu as lágrimas da mãe, apertou-lhe o braço. Remexeu-se. No beliche e na mente:
Dormira mal. Pegara um cochilo quando os galos iniciaram a cantoria, como se deles tivesse apanhado o sobejo do sono. Batista andava meio inquieto ultimamente. Mas perder o sono fora a primeira vez. Tudo por causa da lourinha. Depois daquele encontro, Batista começou a sentir aquelas sensações ruins. Ruins, porém boas. Ruins, porquanto se tornava secretamente nervoso. Boas, posto que de extrema satisfação o formigamento que lhe impunha o nervosismo.
Simples gesto, seguido de peculiar agradecimento, escoltado
por jocosa exclamação, estavam, o conjunto, sim, propendentes a mudar a vida do Batista. E da família, por decorrência.
Batista ia passando na frente daquele portão quando...
Há aleatórios eventos que, pelos fatos deles decorridos, dão a impressão que foram planejados. Se pensarmos bem, as coisas mais importantes de nossa vida aconteceram assim. Ou não somente as mais importantes? Será que tudo não procede do aparente acaso e apenas deslembramos dos de consequências comuníssimas?  
Certo é que a Gorete estava no portão de casa recolocando a bateria do celular, a pecinha fugiu-lhe da mão, bateu no batente, pulou para a calçada e ia mergulhar na aguinha do meio fio se não fosse a perna do Batista que passeava por ali naquele momento. Pernas e mais tudo do Batista, naturalmente.
Batista apanhou a bateria e entregou à dona. A moça afastou uma mechinha de cabelo que lhe caía nos olhos, sorriu, mirou o Batista, como se o avaliasse, agradeceu e entrou:
            “Valeu! Que coisa!”
            Meu Deus! Que garota linda, pensava o Batista, andando e olhando pra trás. Tão linda quanto besta. Sorriu, mas se fechou todinha depois de me olhar de cima a baixo. E ainda me chama de coisa. “Que coisa”, disse ela, por certo vendo em mim uma coisa qualquer.
            Gorete morava a dois quarteirões da casa do Batista. Mas o dia do achado da bateria fora a primeira vez que o Batista a avistara, embora passasse na frente da casa dela todo o santo dia, quando ia para escola e dela vinha. Começara com a bateria o aperreio do Batista. O romântico olhar da Gorete, ainda que bruto tenha sido o som do “valeu”, deixou o Batista perturbado. Ignorada energia o arrastava para certos pensamentos, como se acionada por potente pilha de imaginação. O que o Batista jamais iria esquecer, ainda, e porém, era a mãozinha da Gorete afastando dos olhos o tufuzinho de cabelo.
            Já não estudava direito, já não comia direito, já não dormia direito, já não fazia nada direito. Direito, mesmo, o Batista só fazia sonhar. Sonhando em vê-la, Batista passou a fazer uma cerinha sempre que chegava à calçada da Gorete. No mais das vezes, parava, escorava-se num poste e fingia estar falando ao celular. Em vão: a cota de distração da Gorete acabara no dia do escorrego da bateria. Nada sabia da Gorete, apenas que ela existia.
Os dias passando, o desgosto pelo “que coisa” ficando, os sentimentos amorosos do Batista se enraizando, mas uma dúvida aflorando. Será que ela tem namorado? Bonita assim é capaz de até noiva ser, martirizava-se o Batista. Qual será o nome dela?
Até que certa noite, o Batista conversa com dois colegas na porta de casa, o João banguelo passa de bicicleta:
            “Olha o nojento. Deve ter sido esse peste quem levou o celular da Goretinha. O infeliz não respeita nem o bairro onde mora”, falou um deles.
            - Quem é Goretinha?
- A lourinha filha do advogado. Parece que ela vivia no interior. Mora ali naquela casa bem bonita da 32, tá ligado? Ia pro colégio, uma hora da tarde, o sujeitinho arrebatou-lhe o celular e correu. Tu não sabe não, cara? A garota mais gostosa do bairro, homem! Mas que cara é uma, Batista!
Realmente. A cara do Batista mais parecia o jeitão de um cachorro quando querem lhe tirar o osso. Matutava, taciturno: então ela estuda à tarde e o nome é Gorete! E esse imbecil me diz que é a garota mais gostosa do bairro. Terá sido mesmo o João Banguelo quem levou seu celular? Vou atrás do Banguelo, tomo o aparelho e entrego a ela. É isso. Já sei o que vou fazer para mudar o “que coisa” dela.
Batista sabia que não dispunha de meios para recuperar o aparelho. Mas a intenção de mudar a ideia que a Gorete tinha dele injetara-lhe o desejo. Não apenas isso, mas, infelizmente, fizera plantar nociva estratégia em sua mente. Podemos achar fora de moda a obsessão amorosa do Batista. Mas só podemos achar, nunca julgar. Quem se atreve a julgar a paixão?
Dia seguinte, uma hora da tarde, lá estava Batista nos arredores do lar da Gorete, arrepiando-se ao ver a blusinha do colégio Khalil Gibran saindo de carro, no banco do carona. Todas as tardes o Batista espreitava a Gorete. Vibrava quando a amada ia de ônibus. Seguia-a até a parada, camuflando-se. Voltava somente depois de assistir ao embarque, pois invariavelmente a adorada fazia o gesto maior, o sublime afastar dos cílios os rebeldes lourinhos. Nos últimos meses, esta era a rotina do Batista. Chegava da escola, almoçava, cuidava de ver a Gorete, tirava uma soneca e caminhava cerca de dois quilômetros a fim de vê-la sair do colégio, do Khalil Gibran. Bolava um encontro casual, ensaiava uma declaração sentimental, mas se escondia na hora agá, desmascarado pela timidez. E, como castigo, andando dois quilômetros de volta.
Esse programa, aliás, começava a trazer problemas domésticos, haja vista os pais se sentirem desconfiados das constantes saídas. O que mais a mãe do Batista temia eram as companhias dos filhos. E aquela sistemática ausência mais que justificava o temor, embora o Batista vivesse dizendo à D. Joanita que jamais lhe daria tamanho sofrimento.
Fulo da vida o Batista ficou há cerca de dois meses, num sábado. Dava uma voltinha pela rua da Gorete quando a viu saindo de casa andando na direção dele. Ia para a autoescola, provavelmente. É hoje, imaginou, tenso, trêmulo, titubeante. Gorete o viu - ou ele a viu o vendo - e se pôs a falar ao celular. Passou por ele falando, gesticulando e não deu o menor sinal de que o reconhecera. Batista lembrou-se do próprio fingimento telefônico e reconheceu na falta do sinal da Gorete o gesto de quem falava com o além com o intuito de evitá-lo. Você ainda há de me elogiar, Gorete, pensou, pensando no que nos últimos dias vinha pensando.
Um detalhe, porém, deixava o Batista feliz. Pelo visto, a Gorete não tinha namorado. Não contava as vezes que a vira no colégio, mas sempre na companhia das amigas. Beijando alguém, ou sendo beijada, só se na casa dela.
Um fato, aliás, tornou o Batista eufórico. Coisas da mente, talvez. Quinze dias atrás, domingo, foi o aniversário da Gorete. Soube porque ia passando na hora dos gritinhos de “Gorete, Gorete, e com quem será, com quem será”. Batista deu três corujadas lá pra dentro. Numa delas, a Gorete o viu, presenteou-o com o arrumadinho no cabelo, sorriu. Mas logo lhe deu as costas. Tudo tão rápido que o Batista ficou duvidando se realmente tinha visto a colírica aparição.
Conquanto responsável pela insônia do Batista, aparição mesmo, ao vivo e em cores, acontecera ontem à noitinha:
- Talvez duas pregas sejam suficientes, não é, D. Joanita?
- Pois diga! Aqui vai precisar de um monte de pregas, minha filha.
- A senhora acha?
Gorete! Não é possível, pensou o Batista, dando um pulo do beliche donde assistia ao Fluminense vencer o Vasco. Em dois segundos estava na sala:
- Oi!
Gorete, quase sem olhar para o Batista, devolveu o “OI” gordo com inaudível e chupado “oi” e voltou a conversar com D. Joanita.
Mais dois segundinhos e Batista estava de volta ao beliche. Desligou a televisão e tome pensar, tome frustração e... Tome insônia.
Batista remexeu-se de volta, olhou o celular: 7h12. Apesar de sonolento, sentia-se preparado para o que passara a noite planejando. Queimaria a aula e caminharia a fim de calcificar as ideias. À tardinha, esperaria a Gorete no colégio e se abriria. Caso ela o quisesse, ou ao menos esperança desse, voltaria exultante pra casa. Do contrário, procuraria um jeito de ganhar dinheiro fácil – e nessa área ele conhecia algumas figuras –, compraria roupas de grife e, lordemente vestido, daria um jeito de se apresentar à Gorete. Não hesitaria em fazer algo forte, até mesmo sair em jornais, desde que a Gorete notasse que ele não era uma coisa qualquer.
Batista levanta-se, asseia-se, vai tomar café. Apenas ele e a irmã, a Joana, estão em casa. O pai sai às sete horas para a oficina, onde faz bico de mecânico. A mãe pega o ônibus da fábrica de confecções ainda mais cedo. Batista estuda pela manhã, a Joana à tarde. Vivem brigando nos últimos meses. Porque o Batista pede que a Joana abra os olhos para os namorados, a irmã diz que o irmão tem ciúme dela. Há três dias a irmã não fala com ele. Daí o Batista se dirigir à cozinha pensando em preparar o café e ficar surpreendido com a arrumação da mesa.
Encabulada e surpreendido se olham, a Joana abraça o Batista, põe-lhe um boné na cabeça, beija-o, senta-se e acena pedindo que o irmão sente-se à mesa. Olham-se de novo e caem na risada:
- Brigado, irmã. Maneiro esse boné, Joá. Valeu! Escuta, Joá. Sou muito feio?
- Não, Titi. Sinceramente não. Você é um gato, Titi. Fora de brincadeira.
- Tô a fim de uma mina ali, mas tu sabe como sou vergonhoso, né, Joá. Que é que faço, digo a ela o quê?
- Que ela é linda e que você a ama. Somente isso. Conheço a sortuda, Titi? Ela mora por aqui?
Batista deu-lhe um sorriso de resposta, beijou-a, saiu. Sem rumo, de acordo com o planejamento. Queria andar, ensaiar a conversa que pretendia ter com à Gorete quando ela saísse do colégio à tardinha. Não poderia falar com a Gorete em outro local, conquanto nem de ônibus ela andava mais – fora presenteada com um carro, supunha o Batista, pois agora ele só a avistava dirigindo um pálio azulzinho. Seu futuro seria decidido nesta conversa. Batista estava decidido a seguir aquela decisão.
Adorava a família, prometera à mãe que jamais pegaria o caminho da marginalidade, mas tudo iria cair na lixeira da mente se a Gorete o ignorando continuasse. Dizer à Gorete que ele não era qualquer coisa seria a grande meta, pouco lhe importava o meio.
Caso fosse rejeitado, viria direto pelo colégio onde estudava e aceitaria a proposta que o Borrego por diversos momentos lhe fizera: entregar certas encomendas. Além de outras paradas, naturalmente. De mais a mais, procuraria a amizade do xodó da irmã, pois tinha certeza de que ele conhecia essas coisas como ninguém. Cinco meses nesse trabalho renderia grana suficiente para comprar roupas de grife e assim a Gorete pressentir que ele não era um sem futuro, um joão-ninguém. Borra-botas, sim, pois no episódio da bateria a Gorete até que lhe sorriu, só se fechando quando viu os trajes dele, que, embora decentes, deixavam a desejar no quesito etiqueta. Por isso o “que coisa”.
Uma chuvinha obrigou o Batista a se proteger na marquise duma loja, onde se encontrava uma moça, na mão um celular. Impaciente, a moça botou o aparelho num batentinho, abriu a bolsa, tirou um a sombrinha, abriu-a e saiu sem o celular. Batista apanhou o celular, pensou em chamar a moça, mas, como treino para o futuro, preferiu guardá-lo e sair, mesmo na chuva. Mas ainda hoje o Batista não entende o porquê de ter corrido e entregado o celular à jovem.
Bem, ensaiando a declaração amorosa sugerida pela irmã, quando se deu conta o Batista estava na pracinha defronte do colégio da Gorete. Caramba, aonde vim parar, surpreendeu-se, pois pensava estar ali apenas à tarde, quando imaginava ter a definitiva conversa com a Gorete.
Batista comprou água mineral e sentou-se num banquinho de cimento. Então o acaso voltou a agir. Gorete precisara ir ao colégio naquela manhã. Saiu de lá acompanhado de um rapaz que há tempos lhe fazia a corte. Passaram perto do Batista e sentaram-se no banco atrás dele. Batista os viu, mas concluiu que a Gorete não notou a sua presença, até porque vinha de cabeça baixa, e ele estava de boné. Portanto, “que coisa” ele não fora tachado naquele momento. Batista apurou os ouvidos no papo do casal:
- Já te falei, Adauto. Não pode haver nada entre nós. Somos tão somente amigos, Adauto. Tenho namorado e o amo muito. Homem algum me afastará dele, tá ligado? A menos que apareça alguém que eu o veja especial. E esse alguém não é você, Adauto.
Ela tem namorado, enciumou-se o Batista, a frustração cartorizada. Não quis ouvir mais nada. Não precisaria da conversa vespertina. Saiu de fininho, andar banzeiro, olhar atento e botou para trás o bico do boné, na típica pouse dos malandros. Pegaria o 71 e iria ao colégio em busca de se tornar o especial da Gorete.
- Ei, garoto lindo! Quer uma carona? Estou falando com você, Batista. Quer uma carona?
- Meu Deus! É a Gorete. Não acredito! Eu! Tá falando comigo?
“Sim, homem de Deus! Vamos. Suba logo!”, respondeu a Gorete, repetindo o sorriso e o ajeitar dos cabelos do momento da bateria, deixando de queixo caído o apaixonado do queixo caído Batista.
Mas... Mas... Mas...
“Que tanto mas, homem. Deixe-me tirar o carro daqui”, disse ela, beijando o rosto do apalermado Batista e estacionando o veículo mais adiante.
- Mas como é que você sabe o meu nome, Gorete?
- Sei tudo de você, meu anjo. Mudasse minha vida, gato. Eu tinha um recalque, Batista, que me impedia de namorar. Mas quando o vi, e nossos dedos se tocaram... Nossa! Uma multidão de diabinhos danou-se a coçar as minhas intimidades, então o olhei de cima a baixo e percebi que você estava também se alvoroçando, ruborizado. Ali eu tive a garantia de que minhas tormentas iriam sumir. “Que coisa”, falei, por que nunca tinha sentido sensação tão boa.
Apaixonei-me, pedi a uma colega que procurasse saber quem era você e sua família, mas queria a prova de seu amor. Adorei os seus telefonemas falsos na frente lá de casa, amei as suas escoltas até a parada de ônibus, mais que amei e adorei a sua vigilância na saída do colégio. O tempo passando e eu gostando daquilo. Mas o sentindo inibido por meu comportamento de rejeição, comecei a pensar em acabar com a brincadeira.
 Dia e noite imaginando você, perdi cinco quilos. Porque queria vê-lo, conhecer a sua mãe e ajustar três bermudas, chamei aquela amiga e fui bater em sua casa.  Tratei-o secamente, fique penalizada e decidi que hoje me revelaria a você, na saída do colégio, à tardinha. Passei a noite sem dormir, Batista. Vim pregar os olhos quando o sol assinou o ponto. Como precisava apanhar uma declaração do colégio agora de manhã, então eu...
Bem, pego a declaração, o babaca do Adauto me acompanha, reconheço-o sentado no banquinho, apesar do boné, abaixo a cabeça – não queria que me visse com um homem – sento-me atrás de você e digo ao Adauto que amo muito o meu namorado.
Sabia que você estava ouvindo a conversa, mas fiquei apreensiva ao vê-lo praticamente fugindo dali. Daí que achei por bem antecipar a revelação vespertina e corri a fim de encontrá-lo e dizer que o tal namorado é você, gato.
Armação do destino, dos astros, não é, Batista? Teu signo também é virgem, Batista?
- Sim, sim. Tô completando 15 anos hoje, Gorete.
- Não brinca? Jura? Meus parabéns, gatão.
Gorete parabenizou e beijou o Batista. Ou melhor, sufocaram-se pela boca.
Que legal, Batista. Somos dois virgens, pois. Mas, como te falei, eu tinha um problema que me deixava deprimida, impedia-me de namorar. Tenho 18 anos e sou virgem, gato. Mas tu, não, né? As meninas já deram em cima de tu, não?
Ante o acabrunhamento do namorado, a Gorete riu, ajeitou o cabelo e, depois de encontrar alguma coisa no celular, a voz deixou o sortudo Batista prostrado de tudo o que é bom:
Vamos embora, vamos pro motel, meu gato.
- O quê?! Motel?
- Sim, garoto lindo. Veja, amor. Podemos até ficar aqui nos esfregando, os corpos se imantando, o tesão aumentando. Mas aí as libidos vão ficar mangando da gente. No motel conversaremos à vontade e daremos o revide caso as desavergonhadas comecem a rir, posto que as surraremos sem nó e piedade. Achei um no celular, pertinho daqui, na praia. Não se preocupe, tenho grana. Sou meio cangueira na volante, mas com a sua ajuda chegaremos lá numa boa: enquanto você acelera e empurra as marchas, eu aprumo e debreio, tá ligado? Freio? Precisamos de freio, por acaso? A não ser que seja o da inibição, concorda, gato?
E para o motel se foram os inocentes.
E eis que na impaciência dos primeiros amassos, o Batista puxou a franjinha loura da Gorete...
E eis que a peruca da Gorete ficou nas mãos do aturdido Batista:
“Meu Deus! Minha Nossa! Que coisa! Você é...”, aperreou-se o espantado Batista, recuando, fixando a vista no semblante da Gorete, tentando pular da cama, supondo que a Gorete estava armando com ele.
Batista tentou, mas da cama não saiu. Convencido pela Gorete, dali a cinco minutos nem pensamento ensebado passava entre os dois.
Nove meses mais tarde, meus nobres precipitados, nasceram os gêmeos Armando e Amanda. Interessante é que depois daquele dia o cabelo da Gorete voltou a nascer. A doença que obstruía o nascimento do cabelo dela não suportou os “que coisas” do Batista.

Foi assim, sim.
Tião Carneiro.