segunda-feira, 4 de junho de 2012

PROSINHA EMBRIAGADA


Escrevi este texto ontem à noite, depois do jogo do Brasil. Relutei em publicá-lo, pois o danado está cambaleante de erros. Mas terminei cedendo à minha carraspana. Conto com a compreensão de vocês, meus nobres.
Se quiserem uma prosa melhor, leiam o CHICO, aqui embaixo.
É isso!

PROSINHA EMBRIAGADA

Não nego a nego nenhum: gosto de degustar uma gela, gente. Uma uma porra! Duas. Não duas diuturnamente, digamos. Mas, serei sincero, semanalmente sim. Hoje, todavia, tomei todas. Me melei, meus! Fiquei mais melado do que mau de malinheiro. Aí cuidei de caçoar com os senhores e com as senhoras.
A enganação é estar escrevendo embriagado este embuste de escrito. Com a canalha condição de conservar o contexto começado. Quero perceber, pessoal, como fica uma prosa parida dum pensamento procedente
dum porre. Restou-me, então, renegar a revisão. Já tô vendo uma variedade de vícios e... Porra é! Esses períodos estão mantendo a prevalência de certas letras. Caramba! Parece leseira. Terei mais cuidado.
O teclado tem um bocado de letras misturadas, galera. Já percebi que no primeiro parágrafo, em “mau de malinheiro”, o eme tomou o lugar do pê de pau e do gê de galinheiro. Mas não vou corrigir, é claro. Até por solidariedade ao galinheiro. Pegaram o galinheiro como bode respiratório, daí, quando o sujeito toma uma a mais, inventaram essa blasfêmia de que o colega tá mais melado do que o pau dele. Do galinheiro, evidentemente. Tem um fundamentozinho essa estória, mas não vou te contar não, bicho. Ou vou? Vou.
É o seguinte. Quando a gente tá meladão mesmo, chamando Jesus de Genésio, não consegue se equilibrar, não é verdade? Para dar um passo, o infeliz encurva o corpo e abre bem os braços, a fim de pegar um pouquinho de equilíbrio. Quer dizer, o pau d’água dá uma passada pra direita, outra pra esquerda, e dois pra frente. E essa é exatamente a postura de quem vai pegar uma galinha. Entendeu agora?
Nunca pegou uma galinha não? “Pegue aquela galinha ali, meu filho, que é pra gente almoçar”, falava assim a minha saudosa mãe. Esse povo da capital não sabe o que é isso não, mas tu do interior conhece isso de cabo a rabo, né não? Ou tu também quer dizer que nunca pegasse uma galinha? Pra cima me muá, meu! Pois veio daí, dessa pegação, o “mais melado do que pau de galinheiro”. Nossa! Que besteirada, gente!
Mas existem paus muito mais melados do que o dele, o do galinheiro, mas o pobre é quem paga o pato. Querem um exemplo, querem? Pau de sebo. No pau de galinheiro ainda há uns gominhos virgens, limpinhos. Quero ver isso num pau de sebo! O pau de sebo é melado do tronco à cabeça, meus nobres. Vocês conhecem pau de sebo, não? Os adultos botam uma mufufa na ponta dum pau de vinte metros, enfincam o danado e mandam a miudada subir a fim de pegar a grana. Pura sacanagem, colega.
Quer outros exemplos de paus melados? O diabo da cerveja dá uma michadeira da píula, meu nobre. Vou à casinha. Na volta eu digo a tu, tá?
Então... Onde é que eu tava mesmo? Ah, na variedade de vícios e nas letras misturadas.  Mas, como já te falei, não vou corrigir nem que a galinha e o galo tussam. Agora que o “cuidei de caçoar” é feio, isso é.
Tu quer saber por que tomei o porre, não é?
Por causa do jogo do Brasil e México, cara. Comecei cedinho, fazendo o aquecimento. Aí, meu nobre, no comecinho do segundo tempo, já tava vendo uns quatrocentos jogadores. Mas deu pra ver que nossa seleção é muito boa. É sim! Ora! Não vi os gol’s do Brasil, acredita! Tava cochilando, acho. O Leandro Damião, amigo, é fera. O Ganso, então! Agora deu a bexiga, não me lembro se o Ganso jogou. Senti falta do Pato, juro. Com o Pato ali teria saído mais uns dois goles. Goles? Bem lembrado! Agora o Neymar (é com y mesmo?) é um danado. O bicho cisca que só uma galinha (lá vem a pobre da galinha, porra!) Bom...
Que mais posso escrever. Vou ao banheiro de novo. Volto já. Droga de cerveja.

Um abraço,
Tião