segunda-feira, 27 de agosto de 2012

MINHA ÚLTIMA VEZ


MINHA ÚLTIMA VEZ

Já falei aqui acerca das lorotas de um amigo leitor. De quando em quando, mas normalmente aos sábados, a gente se encontra a fim de jogar conversa fora, molhar o bico e dar uma corujada em certos cenários. Por vezes ficamos chumbados, porque de ferro não somos, não é, gente? Sábado agora, em meio a levantamentos de copo, pitacos no danado do mensalão, imaginações nas vizinhas de mesa, o debochado chutou este aspeado:
“E aí, Tião. Li teu texto intitulado de Minha Primeira Vez. (http://www.pocilgadeouro.com/2012/08/minha-primeira-vez.html) Sabe o que acontece, bicho, estás ficando extremamente previsível com as pegadinhas sem graça. As buchudas literatices já deram o que tinham de dá, meu. De mais a mais – expressão que é a tua cara, Tião -, as barrigudas imagens nos dizem que o autor está acima do peso literário. Mas deixa isso pra lá. Vamos beber.”
O debochado respeitou

domingo, 19 de agosto de 2012

TIRANDO ONDA, FAZENDO HORA


MICROCONTOS


Como sabemos, microconto é um conto ameninado (acabo de descobrir a pólvora), embora a teoria literária não o reconheça como neto, filhote que é do conto adulto. No micro, mais importante que mostrar é sugerir, pois cabe ao leitor a tarefa de "preencher" as elipses narrativas a fim de entender a história por trás da história escrita.

Bom, escrito o desnecessário, e como forma de fazer hora para assistir à (   ) do Flamengo, já que o FLU (sacou?), vou tomar uma gela (força de expressão, é claro) e dar  umas arrotadinhas aqui embaixo. Beleza?

 

JULGAMENTO

Sentenças em fatias na bancada do imenso salão. En(gulas) ou se engasguem. Cumpra-se.
Veja mais em http://www.pocilgadeouro.com/2012/08/mensalao-seu-danado.html

TRANSPARÊNCIA
Mascarado atira no espelho quando vítima responde que a grana da internet tá com o Bill Gates.
Veja mais em http://www.pocilgadeouro.com/2012/07/a-transparencia-sob-angulos-diferentes.html

 

OLIMPÍADAS

Foi só abrirem os olhos, e os ouros desapareceram. Voltaram a dormir. Muiiiito!!!

LITERATURA

Na Livraria Empáfia. “Novidade. Temos bombas de inflar, de arrogar e de engordar reis de barriga”. Arre ego! Eu, hein!

PEGADINHA

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MINHA PRIMEIRA VEZ


MINHA PRIMEIRA VEZ

Acabei de ler uma prosa supimpa, cujo autor nos deixa de água na boca ao relembrar os alfenins saboreados na meninice. Uma doçura, pessoal. O doce do texto - e o texto do doce, naturalmente. Li, tomei água, naturalmente gelada, e danei-me para a minha meninez.
Ponho-me a matutar acerca de meus ameninados doces. Quero datas, mas de mim elas tentam fugir, como a brincar de esconde-esconde. Imaginam que minha mãe rebolou no paul do Araçá os chipes alfinetados nas fraldas de algodão. As fraldas do corpo, feitas de saco de açúcar, o futuro abandonou; os chipes da memória, produzidos de batata e caldo de cana, o presente aninhou.
Volto já ao assunto datas. Vou abrir alguns parágrafos a fim de explicar uma coisinha aos amigos do além mar. Esta pocilga é internacional, gente. Pensando o quê? Os brasucas podem pular os sete recuados seguintes, tá legal?
Pelo contexto, vocês, americanos e alemães, já notaram que sou da roça, caipiramente matuto. Resta-me apenas falar do Araçá, o interior onde nasci. Caipira, roça, matuto, batata, caldo de cana, alfenim, essas coisas o Dr. Gugo lhes explicará numa boa. Beleza?
Araçá, meus nobres, é distrito de Extremoz, cidade olho no olho com Natal.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

BEM, O AMADO


BEM, O AMADO

          Tenho alguns amigos pra lá de esquisitos. Essa esquisitice, aliás, é tão somente o troco passado a mim em razão de minha crônica excentricidade. Excêntrico dum lado, esquisito do outro, seguimos o dia a dia numa boa. Até porque se o cara não relevar certas coisinhas do amigo, amigo não é. Não é, amigo? Você não está abonando este texto sem futuro? Então!
Existe condenável bizarrice que não me larga o pé. A danada prende-me os pés e priva-me de visitar os amigos. Raramente os visito, apenas quando me dá na veneta, entenderam? Para você ter ideia, publiquei um livro, escrevi uma dedicatória ao amigo Canindé, mas cadê encontrá-lo a fim de lhe dar o mimo? Não sei onde o 365 (nº dele no Exército) está morando. Não nos vemos bote aí uns 15 anos.
Ao contrário de mim e, porque não, de Canindé, há um amigo, comum, por sinal, que me visita todos os dias. Muitas vezes, na hora mais inconveniente. Cinco horas da manhã e o cara, o Bem, já fica a me chamar. Bem é como o azoreta me trata. Não só a mim, mas também a todos que têm a graça de escutá-lo. Dia desses, discutimos feio. Tudo porque o magricela passou vários dias me chamando na base da cantoria. Com olhos remelados, levantei-me e lhe disse poucas e boas. Mas terminamos na paz, é evidente.
Outra maluqueira do avoado é dizer que viu a gente. Quando menos esperamos, ele chega de mansinho e diz que nos viu, como se tivéssemos algo a esconder dele.
Agora mesmo, 10 e 12 da manhã, acabo de digitar a expressão “esconder dele”, o amarelado de sobrancelha branca pousa no portão da área, lembra-se do dia anterior, ri pra mim e tasca:

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

MENSALÃO, SEU DANADO!


 MENSALÃO, SEU DANADO!

              O homem ajeita a gravata, a mulher dá uma mexidinha nos óculos. Repórteres se concentram, julgadores meditam. Esperam o presidente da corte. Nos lares, os homens dão aquela coçadinha básica, as mulheres ajeitam algo. Vai começar o julgamento do século. “O maior escândalo da história”, na avaliação de reconhecida autoridade republicana.
11 magistrados julgarão 38 pessoas.
O Mensalão é notícia internacional. Ousadia teve de sobra na praia da devassidão ética. Certeza da impunidade despiu das acusadas o senso moral. Banhavam-se sem o mínimo de pudor nas águas da desfaçatez. O poder de polícia foi corrompido por meio de depósitos mensais de ajuda financeira. Dinheiro vindo de maracutaias, afirma a acusação. Mentira, diz a defesa: recursos vieram de sobras de mesadas.
Tudo veio à tona com a Comissão Puritana de Investigação – CPI - dos 6 centímetros. Apurou-se que as 38 acusadas usavam saias com mais de 6 centímetros acima do joelho, coisa proibida por lei. Deitavam e rolavam nas areias de 1922. Puta patifaria pornográfica.