domingo, 29 de dezembro de 2013

O TEMPO DO DRUMMOND

O TEMPO DO DRUMMOND

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí, entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente”.

As aspas acima representam os ósculos do Drummond. Você sabia, não? Sabia também que o picharam agora no Natal, em Copacabana, Rio de Janeiro, local onde o poeta vive poetanto o mar?
Pois é! O ano terminou mal para o nosso amigo Carlão. Pra mim também, conquanto tenha começado bem. Comecei 2013 sob as águas da bem-aventurança. Em janeiro,

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

MENSAGEM NATALINA DO PORCO CARNEIRO

MENSAGEM NATALINA DO PORCO CARNEIRO

Olá, nobríssimos e nobríssimas,

Fim de ano! Momento de abraçar, sorrir, agradecer. E de desejar, naturalmente. Espero que tenham um Natal supimpa e um 2014 porreta. Supimpa e porreta dizem tudo, mas gostaria de acrescentar um caldeirão de saúde, uma gamela de paz, uma bacia de prazer.

Que 2014 se transforme num gigante alguidar de sorrisos.
Beijocas natalinas (e natalenses),
Tião Carneiro

Ah, permitam-me uma informaçãozinha. Meu livro QUÊ?! está à venda no Amazon.
Agora você pode comprar o impresso no Clube de Autores e o e-book no Amazon.

Para adquirir o impresso, clique aqui em cima, na aba, “CLIQUE, LEIA, SORRIA E COMPRE O QUÊ?!”


Para comprar o e-book o caminho é este. Livros – Kindle store. Aí você digita quê?! que o bicho aparece. Então use o link http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss_2?url=search-alias%3Ddigital-text&field-keywords=que

domingo, 15 de dezembro de 2013

A DESPEDIDA

A DESPEDIDA

Não deve ficar mais aqui. Falo de coração despedaçado, mas pode ir. Vou ser franco. Metade de mim quer que você fique. Mas a outra metade acabou vencendo. A dúvida faz parte de minha natureza, você sabe disso.
“A dúvida, TC, é o primeiro sinal de inteligência”, assim você me falou, não faz um ano. Lembra-se disso, amiga velha?
Estávamos na cama, você a filosofar, dentro de mim, como era de seu feitio. Disse-lhe que não concordava, posto ver a dúvida como simples artimanha da mente - a aliada do tempo -, já que decidir é a primeira ação que a mente processa. Apenas se faz de morta, gozadora que é. Você gozou de mim e disse que entre dúvida, mente e tempo não existia conchavo algum. “Em comum aos três, TC, só a capacidade de atingir metas”, soprou-me no ouvido, despertando-me da libidinosa sonolência.
Ao como assim, você me respondeu desta forma.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A DERROTA DA FICÇÃO

A DERROTA DA FICÇÃO

             Sentei-me na preguiçosa, empurrei pra perto a mesinha de rodas, liguei o notebook, loguei-me à internet. Chane, o gatinho branco daqui de casa, acomodou-se logo embaixo da mesinha. Certamente imaginava que eu iria escrever alguma tolice.
Chane já foi chefe político, cobrador de prestações, gerente de hotel, cambiteiro e bibliotecário. Hoje, está na transição da sexta para a sétima vida, de mecânico para crítico literário. Neneta corta-lhe as unhas, dá-lhe banho, deixa-o branquinho, mas aí ele se soca debaixo do carro e vem todo oleado criticar meus textos. A comunicação do danado se dá quando leio em voz alta cada parágrafo que escrevo. Se gostar, ele esfrega o focinho em minhas pernas. Se apenas não gostar, finge que está dormindo, antevendo, por certo, o real sono dos futuros leitores. Agora se realmente detestar,

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A VARA DA MACIEIRA

A VARA DA MACIEIRA

Trata-se de Representação do MP.  Numa bancada, acomodam-se Adão e cinco companheiros. Noutra, Eva e cinco aliadas. Aguardam o magistrado. Respeitam o ambiente, mas os olhares lânguidos mostram-se zombeteiros, como se a desavença não lhes dissesse respeito.
Desconhecem por que o MP havia se metido naquele assunto. Tudo indica que quer mostrar serviço. Até a imprensa estava o tribunal!
O magistrado chega, acompanhado de risonho assessor, cumprimenta-os com paternal sorriso e ordena:
Pode falar, Adão. Por que brigaram?
Eva e essas aí fizeram uma calda de maçã, chamaram-na de paixão e jogaram a gororoba quente em cima de nós, Senhor.
E vocês não reagiram?
Como, Senhor? Presos pela chave de pernas, imobilizados pelo mata-leão, sufocados pelos descomunais apertos? Só nos restava gemer.
Mentira, senhor. Eles se imobilizaram, adormeceram e não conseguiram levantar. Gemiam, sim, mas no ronco, de desgosto. Penalizadas, apanhamos uma vara de macieira e ficamos passando de uma pra outra, cutucando eles. Daí, levantaram e tentaram nos matar de arrocho. Comemos o pão que o diabo amassou. Chegamos até a revirar os olhos, acredita, Senhor? Desculpe por ter metido o Coisa Ruim na resposta, Senhor.
Está desculpada, Eva. Você é danada de autêntica. Agora me diga:

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O REVÓLVER DO SENADOR



O Bião reapareceu, gente. O azoreta adora pegar no pé de escritores. Já azucrinou o Veríssimo, o Braga, o Drummond. Hoje ele trouxe belíssima crônica do Fernando Sabino. “Sabino, Tião, distorceu os fatos. Aquela história não foi bem assim. Sabino foi ingênuo. Vou falar pra você como se deram os acontecimentos”, disse o Bião. Imagina, chamar o Sabino de ingênuo. Vejam até aonde vai a cara de pau do bicho.
Vou transcrever a crônica do Sabino e em seguida a versão do Bião, está certo?



O Senador ainda estava na cama, lendo calmamente os jornais, e eram dez horas da manhã. Súbito ouve a voz do netinho de quatro anos de idade por detrás da folha aberta, bem junto de sua cabeça:
– Vovô, eu vou te matar.
Abaixou o jornal e viu, aterrorizado, que o menino empunhava com as duas mãos o revólver apanhado na gaveta da cabeceira.  Sempre tivera a arma ali ao seu alcance, para qualquer eventualidade, carregada e com uma bala na agulha.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

BABAQUICE

BABAQUICE

Discordo de quem afirma ser imutável o comportamento humano. “Sou assim e ponto final”, diz o partidário dessa tese. Penso desta forma. Somos poderosíssimos computador, cuja programação interliga-se por estes vetores. Programação genética, programação social e autoprogramação. Na primeira (intuitiva) não podemos mexer. Na segunda (ambiente cultural, escola, amigos) mexemos parcialmente. Na autoprogramação - o nome diz tudo – temos absoluto controle. Daí, porquanto tenho o domínio de mim, posso me programar para me comportar assim e assado. E, no mais das vezes, ajo assado e assim.
Agora, leitor, no meio do caminho há uma pedra. Chama-se babaquice. Não consigo deixar de ser babaca. Esforço-me, mas, quando menos espero, a babaquice já está na rua. Não tenho respostas

terça-feira, 19 de novembro de 2013

JANTAR FRIO

Olá, gente,
O Elilson, editor do blogue Rapadura Cult, lançou o projeto Cem Palavras – Contos. Nele, o leitor é desafiado a escrever um conto com no máximo cem palavras. Legal, a ideia. Benevolente, Elilson acaba de publicar a minha colaboração. Impiedoso, imponho-lhes o sacrifício de leitura tão insípida. Vingativo, não vai ler, é?

JANTAR FRIO

Bião levantou-se e repetiu: “Tá pensando mesmo em mudar de curso, é minha filha?” Novamente calado como resposta. A colher permanecia suspensa, a sopa esfriava, o pão era da mosca. Cláudia mantinha-se logada ao aparelhinho. Bião buscou o olhar da esposa. Fracassou. Havia meia hora Carlinda falava ao celular, o leite virando gelo. Procurou o filho. Carlinhos jantava na sala. Jantava, virgula. Imitava a irmã.
Enfezado todo, o conservador Bião riu, ficou nu, subiu na cadeira, esbravejou:
“Pelo amor de Deus. Quem tá falando com você, Cláudia?”
“A doidinha de minha namorada, pai”.
Cláudia respondeu, mas não tirou a vista do aparelhinho.

Tião Carneiro

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O MUNDO DE GABILA

O MUNDO DE GABILA

Claudionor, Gabila para os amigos, amarrou Florinda num pé de arueira e foi despescar as ratoeiras do paul. Saiu pensativo, pois não tivera sorte com os seis quixós da croa: nenhum preá caíra nas esparrelas. Continuou sem sorte, o coitado. Das doze ratoeiras, somente quatro haviam disparado. Ainda bem que os goiamuns eram de tamanho razoável. Vou dar uma pescadinha, pensou.
Gabila passava perto da arueira e ficou de orelha em pé com a venta acesa de Tupã. A jumenta, Florinda, também de orelha em pé, encostava-se num barranquinho. A jumenta tinha

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RECEITA PARA ESCREVER UMA PROSA CONFUSA



RECEITA PARA ESCREVER UMA PROSA CONFUSA

            Pensa que é fácil? Baita tarefa, a menos que deliberadamente a escrevamos confusa. Aí é moleza. Moleza, mas carente de graça, porque o leitor logo perceberá o lé sem cré, o tomé sem bebé, o tanto sem quanto, o quanto sem tanto, os pingos fora dos is. O texto indigesto a que me refiro é aquele cujo tema fica roendo os miolos do autor, o infeliz lhe dá os pertinentes paralelismos, mas do contexto acaba fugindo, seja por falta de substância, seja por incompetência, seja por simples birra.
Exemplo. Pensei em rascunhar alguma coisa sobre biografias não autorizadas, um dos assuntos do momento. Matutei, matutei e peguei a veredinha da curiosidade. Liberdade de expressão, privacidade, aspectos legais, disso não sairia sequer uma linha. Meu foco seria descrever a vontade que sente o leitor em querer acariciar as recônditas virtudes do biografado.
Peguemos um de nossos políticos governantes. Aquele, por acaso. Então,

terça-feira, 1 de outubro de 2013

BRUXARIA LITERÁRIA

BRUXARIA LITERÁRIA

          Não sei explicar. Mas suspeito de alguém. Ou de algo. Não do nosso amigo Algo, aquele que sempre nos diz, o que nos aconselha no pé do ouvido. O algo aqui é o do mal, o da coisa feita, o da macumba braba. Embora certo amigo tenha tido a petulância de me dizer que eu sofrera simples recaída de duas semanas.
Certo é que fiquei dois fins de semana sem olhar pra uma gela ou saborear uma branquinha. Daí o meu branquíssimo gelo inspirador ter travado o Pocilga nesses dias. E lhes poupado de textos emborrachados de besteirós (o último, supimpa, lembrem-se, foi colaboração da Silvana).
Dou-me muito bem com a dupla cambaleante. E dela faço apologia, sim. Quem quiser fazer mungangas que faça. Tô nem aí! Não é uma apologiazinha de sinceridade que vai fazer o sujeito encher a careta e cair na sarjeta. De qualquer jeito. De jeito nenhum, não é verdade? Vejam estas estatísticas e me digam se não tenho razão de aplaudir as estimulantes líquidas.
92,27% de minhas amizades foram costuradas com agulhas (Fritas no dendê, no mais das vezes) de papos cervejados.
90,38% de meus trabalhos são realizados

sábado, 21 de setembro de 2013

PEGAÇÃO MENTAL NO METRÔ

Insisto. Mande-me um texto pra gente curtir, meu nobre. Até ontem, apenas o Zé Alves e a Carmen Lobbo deram o ar da graça. Hoje, recebi uma supimpa prosa da leitora Silvana Bezerra. “Um continho, Tião”, escreveu ela. Continho uma píula. Um contão, gente. Leia e diga que estou mentindo, se tiver coragem.
Obrigado, Silvana e boa leitura a todos,
Tião

PEGAÇÃO MENTAL NO METRÔ

        Olhou para as sonolentas axilas do esposo e sorriu. Não o costumeiro, o vermelhão da espontaneidade, e sim um amarelão protocolar. Havia dias estava nas nuvens da insegurança, como a provar que o toque no ombro e o “moça” daquela moça tivessem bombardeado seu clima emocional. Tentava tirar aquilo da mente, mas chover no molhado era o que acontecia.
O marido se remexeu, ela acariciou-lhes as cabeludas coxas. Quis beijá-las, refugou. Aquilo não estava acontecendo. Seu homem ao lado, desnudo, em que singela carícia na orelha soltaria as rédeas do prazer e faria os cavalos da volúpia relincharem, e ela, ali, encurralada pelo sussurrado aviso de solidária ruiva. Como não beijar o Afonso, galã global, cobiçadíssimo pela mulherada? Desaprovou-se, foi ao banheiro, visitou as recordações. As lágrimas deram-lhe as boas vindas. Depois do respiro oceânico e da fungadinha básica, a volta para a cama. Na companhia, quinze dias atrás:
Apanhara o metrô na Estação da Luz. Minutos depois,

sábado, 14 de setembro de 2013

CINCO A CINCO

CINCO A CINCO

Esse era o placar quando voltei do mato. O jogo estava empatado e, naquele momento, últimos segundos dos acréscimos, o time dos infringentes tinha um pênalti a favor, porquanto um novato dos incontinentes metera a mão na bola dentro da área. Infringentes e Incontinentes, pessoal, faziam o clássico no campinho do Araçá, distrito de Extremoz. Infringentes, diga-se, não por viverem infringindo, mas por serem gente de Infrin, lugarejo parede e meia com o nosso, Contine. Da mesma forma, éramos incontinentes por sermos de Contine, e não por vivermos mijando nas calças. Por exigência da Sociedade Tutora de Futebol (STF), o jogo estava se realizando em campo neutro, no Araçá.
Mal chego, François foi logo esbravejando:
“Bicho burro, Tião, o Novato. O lance era só dele, cara, aí o prisiaca acha de meter a mão na bola. Cara experiente, bicho! Sei não, viu? Pra mim... A sorte da gente é que quem vai bater é o novato do Decano. O danado, dizem,

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

UM QUÊ DO CHICÃO E DO CEMITÉRIO ENDINHEIRADO

UM QUÊ DO CHICÃO E DO CEMITÉRIO ENDINHEIRADO

Apresento-lhe dois trechinhos do romance QUÊ! Se quiser estrangular a curiosidade, vá aqui em cima em clique na guia e-book QUÊ!
Um abraço e boa leitura.

6 –O ESCRITOR ARTUR RONAN DORE E A REPÓRTER VERA
De mais a mais, meus romances têm o intuito de acabar com a hipocrisia de esconder o lado erótico da vida. É absurdo o falso moralismo como é tratada a convivência sexual.

Cheguei à Pousada da Luz ao meio dia e quatro minutos. Na entrada, numa areazinha recuada, acomodava-se um jovem senhor, de óculos escuros, ao lado uma bengala. O Sr. Inácio nos apresentou: a ele, como o renomado escritor Artur Dore; a mim, como o Sr. Paulinho, proprietário da hospedaria. Trocamos breves palavras. Dali a minutos o Sr. Inácio levava-me ao apartamento e me convidava para almoçar. Almoçamos na pousada. Falamos sobre literatura e fizemos recíprocos pedidos: eu o chamar de Inácio, apenas, e ele me apresentar ao investigador do caso. Despedimo-nos, pedidos satisfeitos, porquanto eu ter agradecido com um “obrigado Inácio” ao ser apresentado à delegada Selma.
Vim para o quarto, liguei o gravador do celular e, por pretender romancear o mistério, comecei a descrever os acontecimentos. Neste instante, começo a escutar o papo com o motorista Chicão. De Cristal a São Mateus foram duas horas e vinte e dois minutos de valiosíssimas informações.
Chicão é tagarela. A princípio receoso, imaginava o falatório interferindo no senso de dirigir, mas logo o notei perito no volante. Chicão deu-me ciência de praticamente todos os misteriosos fatos da sexta-feira de São Mateus. Muitos desconhecidos da imprensa, a exemplo

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

AMOR, SEU DANADÃO, CADÊ VOCÊ?

AMOR, SEU DANADÃO, CADÊ VOCÊ?
           
Vicente Serejo, arretado cronista de o Jornal de Hoje, daqui de Natal, gosta de amar. Do contrário, não teria namorado o “O Amor acaba”, clássico de Paulo Mendes Campos, e nos acariciado com a publicação em sua Cena Urbana. Em seguida, afagou-nos com a exposição de “O amor começa”, contraponto de José Carlos Oliveira. Achou pouco o cronista Vicente e nos brindou com a “Crônica do amor que começa”, brincadeira de Xico Sá com a prosista dupla de escritores. Isso na semana passada e em edições consecutivas.
“O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova”, diz Paulo Mendes Campo. “O amor começa à noite, por exemplo, numa festa, embriagada mais pelos sentimentos contraditórios que lutam em seu coração do que pela quantidade de uísque que se permitiu beber”,  afirma Carlinhos Oliveira. “O amor começa, por exemplo, em uma noite de sesta-feira, a noite do pecado por excelência”, afirma Xico Sá. O trio é foda na matéria amor, não?
Escreveram mais:  “Para recomeçar

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O JURAMENTO DA POCILGA E O DO PORCO CARNEIRO

O JURAMENTO DA POCILGA E O DO PORCO CARNEIRO

De quando em quando, o Tião me azucrina. Pede que divulgue as besteiradas dele. Só porque meu nome é Pocilga, ele imagina que minha gamela acolhe qualquer porcaria. Mas, como amigo é pra essas coisas mesmo, como diz o Zé Alves, vejam a nova porcaria do Tião, conquanto de vocês conhecida. Ao menos da maioria. Mas será esta a última vez. Juro!
Vou dar as principais informações da obra. (Ops! Obra?)
Título do aporcalhado romance: QUÊ?! (Quer título mais imbecil?).
Vendas em formato digital e impresso: www.clubedeautore.com.br. Veja Guia aqui em cima e leia as 10 primeiras páginas. E compre. Mas só se quiser, viu?
Preço: Impresso 40 paus. Digital 10 mangos (e-book, porém possível de ler na raiz do computador). Mas vou logo dizendo, o acabamento do impresso ficou uma droga.
Ah, o azoreta mandou publicar um trechinho safadinho aqui embaixo.
Leiam.

...
- Vai cair água, Elizabeth. Vamos para o meu apartamento. Fernandinha está vindo ali. Vou pedir a conta.
“Seu apartamento? Seu Artur, Seu Artur...”, falou, meio nervosa, e deu uma golada na caipirosca.
Fernandinha, menina, a chuva está num pé e noutro para chegar. Vamos para o apartamento. Quer trazer a conta ou assino a comanda na portaria?
- Na portaria, Artur. Vão para o chalé, é, Elizabeth? Elizabeth, sinha danada!
- Vamos trabalhar, maldosa. Não acho correto entrarmos juntos, Artur. Morro de vergonha. Faremos assim.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DE VIZINHOS E VISIONÁRIOS

DE VIZINHOS E VISIONÁRIOS

Microconto, sabemos, é um gênero literário em que mais importante que explicar é sugerir, deixando para o leitor a tarefa de preencher as elipses narrativas e entender a história nas entrelinhas da história escrita.
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá”, do Monterroso, é tido como um dos mais famosos microcontos.
Outro famosíssimo (apenas 26 letras, meu preferido) é o do Ernest hemingway: Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.

No Brasil, são muito apreciados os micros do Dalton Trevisan.
Vou postar quatro criações minhas. As três últimas não são bem microcontos, mas... Mas? Entendeu o espírito do microconto? É isso! Vejam:

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SISTEMA, SEU DANADO - 2

O escrevente de prosa é um demente idiota, perdoem-me a rima. Falei escrevente, não escritor de verdade. Esses aí... Bom, deixemos no ar os nossos Machados. Escrever é vício, gente, conquanto alguém denomine de hábito o ato (e haja rima).
Vejam se concordam comigo. Fico quarenta e oito minutos olhando balancetes, caceteio-me, ponho-os de lado, dou uma balançada na encardida rede e passo dezessete minutos a escrever besteiras. Mas cumpro as metas, estão pensando o quê? Isso é ou não é sinal de idiotice? A alternância de atividades, e não cumprir as metas, pelo amor de Deus! Escrevo pra mim, simplesmente pra desopilar, sem pensar, pois, em agradar a seu ninguém. Mas se assim é, por que então postar as desopiladadas neste blogue? A fim de tornar mais escancaradas as besteiras, ainda as publico noutro espaço, no Canto do Escritor. Tão vendo só aonde vão as idiotices?
Quer mais? De tempos em tempos, comparo os acessos feitos aqui com os cliques de lá. Fiz isso agora. Fiquei intrigado. Observem. Fez um ano, postei aqui e lá o “SISTEMA, SEU DANADO”. Lá, a danada foi acessada 1.217 vezes. Aqui 17, pode? Caramba! Vou repostá-lo pra ver se o número sobe pelo menos pra vinte.
Vamos nessa? E meus e-book ali em cima? Hein! Hein! Hein!


SISTEMA, SEU DANADO!

Sabem vocês qual é a palavra mais poderosa da língua portuguesa? Não? Não é Comunicação, como sempre imaginei. Chama-se Sistema, pessoal, a tal poderosona. Ah, mas Sistema – com maiúscula, neste contexto - faz parte do sistema comunicativo, dirão, e com razão, os senhores. É verdade. Mas o que quero dizer é que Sistema é o mandachuva

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

REFLEXÕES DE UM ENGASGATO

Antes de se engasgarem com o texto, preciso lhe dar uma informação. Corra e clique aqui em cima, na guia de meu e-book, “QUÊ!” O bicho está esgota não esgota, galera. Fato inédito no mundo editorial, mas é verdade. Pela primeira vez um e-book fica esgotado. Fazer o quê? Tá rindo de quê?

REFLEXÕES DE UM ENGASGATO

            Há séculos venho pensando nisso. Hoje, motivado por amoroso fato de ontem, julguei ter chegado o momento, após julgar-me competente para me expressar. A ignorância deve ser afogada, a história tem o dever de esganar o mito, a verdade precisa respirar. Meu mutismo tem limites, pensei.
É imperioso tirar esse entalo da garganta.
Entendam-me. Não sou a criatura mais importante do planeta. Essa aparente cabotinice é explicável, já que vou me expor, desfazer-me de absurdas éticas, pôr no lixo as máscaras da pseudoeducação. Chegou a hora de dizer o que penso, mas que, pela incapacidade de me comunicar, guardava na gaveta do inconsciente. Meu temor é não encontrar as palavras certas. Mas hei de encontrá-las, sim. Não temo o juízo de valor de Vossas Excelências. Até porque, Vossas Excelências são

quarta-feira, 31 de julho de 2013

QUAL É O SEU INTERIOR?

Oi, gente,

A fim de que se livrem de meus textos áridos, publico abaixo uma lírica prosa da romancista potiguar Carmen Lobbo. Carmen é autora de Vidinha Besta, à venda no https://www.clubedeautores.com.br/.
Obrigado pela colaboração, Carmen.
Estou esperando a colaboração de vocês, meus nobres. Não querem brincar de escritor, não, é? Eu, hein!
Vejamos então o interior da Carmen. Calma aí, galera! São Paulo do Potengi, Macaíba, Bom Jesus, João Câmara são cidades pra lá de acolhedoras.
E o seu interior como está? Chovendo de curiosidade ou seco de indiferença?

QUAL É O SEU INTERIOR?
No final dos anos oitenta, eu uma criança de aproximadamente sete anos de idade, chegava à sala de aula em uma manhã de segunda feira na Escola Estadual 12 de Outubro (o nome da escola é a data do meu aniversário) e ocupava o meu lugar em uma carteira qualquer. Tímida a ponto de jamais se dirigir à professora, eu observava, com inveja, os diálogos travados entre tia Ivaneide e algumas alunas.
            - Onde passou o seu final de semana? – indagava a professora a uma aluna que, lembro-me bem, ostentava o penteado rabo de cavalo, ao que esta respondia:
            - No interior!
            - Que bom! E qual é o seu interior?
            - João Câmara – respondia a menina do rabo de cavalo.
            - E você – perguntava a Tia para outra aluna – onde passou o final de semana?
            - No meu interior – respondia a indagada, despertando o interesse da tia em saber qual era o interior desta, ao que a menina gordinha respondia – São Paulo do Potengi.
            Ora vejam: eu, pequena, tímida e assustada observava

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O PAPA FRANCISCO E O PAPARICADO DAVI

O PAPA FRANCISCO E O PAPARICADO DAVI

            Não! Não se trata de trocadilho o paparicado desse título. Davi é tão paparicado quanto o papa. Davi mora pertinho de minha casa. Se passar duas noites sem dar as caras por aqui, surge logo a queixa: “Menino, Davi não apareceu mais. O que estará acontecendo?” Davi é extremamente carismático, daquelas pessoas que nem bem o avistamos e já nos sentimos cativados, a exemplo do Papa Francisco. Sem papas na língua, Davi é um autêntico papagaio na tagarelice. Tal o xará bíblico, é astucioso, inteligente, querido. Notadamente pela mulherada. Inquieto, bisbilhoteiro, perspicaz, certamente será um grande cientista. Na área da zoologia, suponho, tamanho o amor pelos animais. A propósito...
A propósito de animais, um detalhe desse amor tem nos deixados apreensivos. Davi passa longos minutos conversando com o gatinho daqui de casa. Acocora-se – sua posição preferida quando quer estudar algo – e tome papo com o bichano. Acho até que

segunda-feira, 22 de julho de 2013

JORNAL DO PORCO E OS CACHORROS DE SANTA CRUZ DO ARARI

JORNAL DO PORCO E OS CACHORROS DE SANTA CRUZ DO ARARI

EDITORIAL, OU QUASE - LITERATURA (Escrito pelo aporcalhado editor, Tião)

Sempre gostei de redigir. Redigia alguns textos, julgava-os o sumo das tolices e, envergonhado, amassava o papel e punha no lixo. Escrevia à mão, diga-se. Certo dia, já no computador, engoli corda de uma amiga (Escreves bem, Tião, dizia ela) e tentei sair do redigir para o escrever. Ainda hoje desconheço se fui aprovado. Quiçá esteja tirando fino na redação e passando de raspão na escrita. Desconheço, mas antevejo o monossílabo de julgamento. “Não”, deverá dizer o inocente menino ao ler o papelzinho tirado da urna. Então você levanta o JÁ SABIA e dana-se a rir, não é, meu?
Certo é que passei a rediscrever e dei um chega pra lá na vergonha: comecei a enviar - por imeio - as prosas para alguns colegas. Mais ou menos dez, no fim de 2011. A turma lia, ria e me enaltecia. “Você é maluco, cara”. Adorava esse elogio. Tanto adorava que fiz o seguinte. Para facilitar o envio dos textos e conquistar leitores, cismei de criar um blogue. Os colegas aprovaram a ideia, falei com o professor e amigo Google. Em dez minutos o danadão criou este blogue, acreditam? Isso está fazendo vinte meses. Mas aí ocorreu

quinta-feira, 11 de julho de 2013

DIA INTERNACIONAL DO HOMEM A (DES)HOMENAGEM

DIA INTERNACIONAL DO HOMEM
A (DES)HOMENAGEM

              “E aí? Ele disse o quê?” É assim que o peste do Mião retoma uma conversa. Mião, vocês já devem conhecer, é meu primo e compadre. Além de colega das corriqueiras gandaias. É filho de meu tio Kião com D. Vião. Sou padrinho do filho mais novo, o Bufão.
Pois estava eu tirando uma madorna na encardida rede da área quando o Mião chegou. Nem o vi chegar, confesso. Minha mulher ralhava comigo, caneca de chá na mão. Eu, de olhos fechados, horizontalizado por causa da virose do momento:
- Levante dessa tipoia, homem de Deus, e vamos pro pronto-socorro. Derna cedinho da manhã que esse infeliz tá se queimando em febre, compadre Mião. Mas não quer ir pro médico. Nem sei pra que tem plano de saúde. Médico não morde não, homem! Tome pelo menos o chá.
- Meu compadre é uma mula teimosa, comadre. Fuma que só caipora e bebe feito gambá. Precisa se cuidar. Vivo pedindo que ele faça um checapue, mas o danado não tá nem aí. Se a senhora quiser, pego nos chifres dele, boto no carro e...
- Quê? Que conversa de chifre é uma, compadre Mião? Me respeite! E não venha não, viu? O senhor é pior do que ele. São farinhas da mesma fornada. Quantas vezes o senhor foi ao médico? Me diga!
Minha senhora deixou o chá sobre uma cadeira e foi à cozinha. Abri os olhos. Mião, no alto de seu metro e quarenta, socado num bermudão vermelho, camisa furta cor, chinelo de cabresto, cabeça raspada, balançava-se numa cadeira, copo de uísque na mão direita, na esquerda um cigarro, no rosto a desfaçatez. Autêntico papa-figo. Faltava-lhe somente a trouxa nas costas. Fiquei uns três minutos olhando o espantalho, doido pra rir. Ele também. Terminou falando, rindo:
- E aí? Ele disse o quê?
- Vai te lascar, Mião. Já tá tomando meu uísque, não é, seu safado?
- Calma, homem. O que a comadre acabou de falar tem tudo a ver com a indesejável visita de minha pessoa. Escuta esta. Dia quinze, segunda-feira,

sexta-feira, 5 de julho de 2013

UM TEXTO SINCERO

UM TEXTO SINCERO

         Não que os textos anteriores tenham sido insinceros. Nada disso, meus nobres. Mas ficção é ficção, concordam? E a presente postagem trata de informação. Seguinte. Em março passado, informei-lhes que havia posto o ponto final num romance. “QUÊ?!” é nome do bicho, lembram? E por que esse título? Porque, e lhes dei a informação, o texto, de 66.301 palavras, foi escrito sem o “que”. Comuniquei-lhes, ainda, que havia mandado os originais para algumas editoras. Cinco, pra ser específico.
        Pois bem, três editoras aceitaram publicar o bicho, desde que eu pague os custos. A tal produção independente. Aí é moleza. Qualquer editora publica, né não? Descartei-as de imediato. Uma editora não me deu resposta. Outra, até grande e famosa, propôs esta parceria: imprime 1500 exemplares. Pago 500 e ela distribui 1000. É uma aposta, pois segundo a avaliação dela, o livro tem potencial. Se precisar de mais exemplares, então corre tudo por conta da editora. Só que cada exemplar sai por 25 paus. Talvez até seja bom negócio, mas não pra quem tá matando cachorro a grito.
       Pois bem de novo. A fim de que a prosa não ficasse se espreguiçando no computador, hospedei-a (palavra feia, não?) no Clube de Autores. A matuta está dormindo lá. Nas versões impressa e e-book. Chique toda, a beradeira. A versão impressa custa R$ 88,52 e a digital, R$ 8,85. Agora me diga. Quem danado vai desembolsar 100 reais (tem o frete) por uma brejeira dessas? Só se o sujeito for daqueles doidos amassador de merda.
       Sugiro, então, o e-book, que além de baratinho é prático. Aqui, logo acima, criei uma guia, o atalho MEUS E-BOOK, SEU DANADO (só Deus sabe como) que leva você direto pra livraria do Clube. Vá lá, apresente-se à Sandrinha, leia as dez primeiras páginas do livro e compre. Também se não quiser comprar, a amizade continuará a mesma. A amizade, mas que você será tachado de mão de vaca, ah, isso é certo.
       Por último, talvez estejam se perguntando por que não procurei uma editora daqui de Natal. Procurei, sim.
       Pois bem, (esse é o último, juro) procurei um editor conhecidíssimo. No meio literário, é certo, de mim, não. O cara nem me deu bola. Parecia aéreo. Em seguida mandei os originais pra uma editora, também conhecida. Já fez três meses e nadica de nada de resposta. Não gostaram, é evidente. Daí eu ter ido bater em portas interestaduais. Ocorre, fazendo parêntesis, que não tenho cara – nem traquejo - de escritor. O cara que me viu, o aéreo, viu logo que eu não tinha pinta de prosador.  Os que não me viram, mas leram a sinopse, viram logo a brejeirice do texto e o deletaram.
      É isso. Mas não tô nem aí. Não quero ficar rico mesmo! Ah, tenho uma esperança. O Jânio da CJA. Fiquei de bater um papo com ele. Se a coisa for pra frente, e ele me editar, falo pra vocês, porquanto o impresso deve ficar bem mais em conta. Mas, vejam, não nos conhecemos. Não sei se a conversa fluirá quando ele apertar minha mão.
      É isso de novo, meus nobres.
      Valeu pelo plá. Agora vá ao MEUS E-BOOK (levante a vista que virá a guia). Tá vendo? Vale a pena ver  o tigre da capa. Criei a capa, acredita?
Fui!
Tião

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O PROTESTO DE D. INTERNETE

O PROTESTO DE D. INTERNETE

            Ele escreve prosa; ela, poesia. Conheceram-se, há cerca de quatro meses, num evento literário. Bateram dois dedos de prosa poética, tomaram três taças de vinhos, foram para o apartamento dela, trocaram pernadas. Ou melhor, começaram...
Agora ele estava ali, na livraria. Ela também, cerca de cinco metros dele. Bião, encabulado todo, fez que não a viu e usou uma das funções mais escrotas do celular: tirou o bicho do bolso e fingiu um papo à italiana, digamos assim, visto à eloquência dos gestos. Ovídia captou tudo, sorriu, pegou seu aparelho, pôs-se a murmurar simulação, caminhou na direção do fingido e tome involuntário esbarrão.
Descaramento total, beijinhos básicos, Bião confessou-se envergonhado por causa de certo comportamento e tratou de pedir desculpa.
O pedido de desculpa se referia àquele momento em que os dois trocavam pernadas. Ou melhor, começavam...
Bom, pra resumir o episódio, há quatro meses, horizontalmente febris, salivas misturadas,

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O SUSPENSE

O SUSPENSE

Há poucos dias, apresentei-lhes o Bastinho e a filha, a lourinha e bela Têmis. A postagem, A DANADA DA TRANSPARÊNCIA, está aqui embaixo. Bastinho, convém lembrar, é dono da Cantina Andiroba, localizada no Alecrim, simpático logradouro de Natal.
Pois bem, o Bastinho está num imprensado, gente. Começou assim, do nada. Insensível e monopolista (a mais próxima bodega fica a 200 quilômetros da dele), Bastinho aumentou em vinte centavos a dose de pinga. Pra quê! A galera pegou ar. Chiaram e foram pra rua protestar. Solidários, os que tinham o costume de beber vinho de jurubeba engrossaram o protesto, porquanto só queriam um pé para cair na gandaia cívica.  A coisa principiou mole, Bastinho endureceu o pescoço, contratou seguranças, mandou levantar o pau, pagou pra ver.
Aí o negócio endureceu. A revolta, pessoal, não é somente pelos vinte centavos. Vejam. Bastinho comprou moderníssimo telão a fim de que os clientes assistissem aos jogos da Copa do Mundo. Até aí tudo bem. Ocorre

domingo, 9 de junho de 2013

A DANADA DA TRANSPARÊNCIA VISTA POR ÂNGULOS DIFERENTES

O Pocilga tá de sacanagem comigo. Já são três prosas que desaparecem. O texto abaixo, postado no auge da polêmica sobre a Lei nº 12.527, simplesmente sumiu. Acho que alguém não gostou da lourinha Têmis. Vou postar de novo. Engraçado que só deletam os textos mais lidos. Eu, heim! Então! Se já conhece a Têmis, pule para o Bolo das Confederações. Do contrário, sinta-se por ela abraçado. Falar em futebol das Confederações, você pode jogar no BOLO até quinta-feira, 13 deste mês.
Um abraço,
Tião

A DANADA DA TRANSPARÊNCIA VISTA POR ÂNGULOS DIFERENTES

“Faça do jeito que tô mandando, minha filha, e não falamos mais nisso”, exigiu o irritado Bastinho.
- Não acho justo, pai.
- Você não tem que achar justo, Têmis. Só precisa abrir os olhos e fazer. Comece logo.
O entrevero entre pai e filha, Bastinho e a belíssima loura Têmis, ocorria na bodega da família. Bastinho vinha acompanhando o noticiário sobre a divulgação de salários do servidor público brasileiro, enunciado conhecido como transparência. Daí ele teve a ideia de aplicar a lei em seu estabelecimento, a Mercearia Andiroba. Mal Têmis acordou, Bastinho a chamou e pediu que ela elaborasse uma lista com os pinduras da freguesia.
Têmis passou a mão no cabelo assanhado, muniu-se duma folha de papel pautado, botou a mão no queixo, fez ar de queixosa, olhou pro pai:
- Boto o que primeiro, pai? O nome da pessoa ou o débito?
- O prego, minha filha. Inicie pelo mais velho, o da professora Martha. Depois bote o nome do trambiqueiro e o lugar onde trabalha.
Têmis pegou a caderneta do fiado

quarta-feira, 29 de maio de 2013

BOLÃO CONFEDANADO

Olá, seus danados,
Com o advento da lei seca brasileira e o... Detesto esse tal de advento, mas deixemos isso pra lá. Aliás, advento, através, multifacetado - e o próprio aliás – são termos apagados do meu vagabundo vocabulário. Com a promulgação da Lei Seca, dizia eu, passei a me concentrar alcoolicamente no boteco da Marluce, porquanto (adoro esse porquanto, gente) o barraco fica defronte da minha casa e a gela é gela mesmo. É só atravessar a rua e pronto. De bafômetro o risco é zero. O perigo é voltar na posição de pegar galinha e ser atropelado.
O botequim da Marluce tem cinco clientes. Eu, o Renato e o Diniz – R e D são genros da Marluce -, o Francisco da Assembleia Legislativa e o Kerginaldo da transportadora. De quando em quando aparece o China educador físico, o fecha-bar.
Certo é que formamos prazerosa confraria. Confraria dos manicacas, pra ser específico. Formamos é força de expressão, porquanto (adoro esse porquanto, pessoal) as eleitoras do simpaticíssimo ambiente julgaram-me incompetente para da confraria fazer parte. Sou simples azoreta penetra. Fazer o quê!
Muito bem. Cheguei sábado ao biombo, o presidente da congregação, o amigo... O... Ah, isso é irrelevante. Então! O presidente, conhecedor de minhas maluqueiras, encerrou uma assembleia extraordinária e me desafiou:
- E aí, cara! A Copa das Confederações começa dia quinze. Invente um bolinho pra gente se divertir.
Disse-lhe que bolava o negócio, mas teríamos que assistir aos jogos em algum barzinho de praia. Triste a hora em que disse tal coisa. O cabra, amigos, deu-me tremendo chutão na canela, com os beiços apontou pra mulher, encolheu-se todinho e emborcou um copo de cerveja. Nossa! Tive pena do miserável. Tive pena, bolei o bolo e combinamos fincar bandeira no boteco da Marluce.
Agora tô enviando o regulamento do danado pra vocês. É bom lembrar que manicaquismo não pega por imeio não, gente. A menos que você esteja querendo, é lógico.

Veja o regulamento do confedanado.

BOLO CONFEDANADO DOIS MIL E TREZE
            Considere, seu danado – ou sinha danada -, a seguinte pontuação e preencha a tabela abaixo com palpites duplos:

1-      Acerto do resultado (vitória ou empate) 10 pontos;
2-      Acerto do número de gols de cada partida: 5 pontos (pontuação cumulativa com o resultado);
3-      Erro do resultado e do número de gols – perda de 2 pontos ( pra deixar de ser burro);
4-      Acerto da seleção campeã 40 pontos (aposta facultativa);
5-      Erro da seleção campeã – perda de 15 pontos.

Outras informações
1-      Adesão: vinte danadinhos. Pagamento até treze de junho. BB, AG. 4847-X, CC 55219-4;
2-      Premiação: 75% pro danadão com a maior pontuação acumulada. 25% pro danadinho com a menor pontuação acumulada;
3-      Se houver mais de um ganhador, o prêmio será rachado entre os danados sortudos;
4-      Informe um imeio para que seja previamente enviado o tabelão com os palpites dos incautos danadinhos e o posterior acompanhamento da pontuação obtida.

 E aí? Vai? Se for, preencha a tabela e a envie para tcarneirosilva@gmail-com, tel. 8800-1610.
Té mais, possível danadão. A galera do exterior também pode participar. Valeu!

Tião Carneiro

NOME DO DANADO:

IMEIO DO DANADO:

INFORME A DANADA CAMPEÃ (aposta facultativa) --

GRUPO A – BRASIL, JAPÃO, MÉXICO, ITÁLIA

GRUPO B – ESPANHA, URUGUAI, TAITI, NIGÉRIA

TABELA DA CONFEDENADA DOIS MIL E TREZE

 Obs. Não esqueça de jogar em duas colunas, seu danado. Não consegui pôr as verticais nas colunas. Mas dá pra entender, não?
Nº do jogo
Data
CONFRONTO/APOSTA
 Col. 1
C.M.
   Col.2
 Gols marcados
Pontos ganhos
Pts Ac.
01
15/06
BRASIL X JAPÃO






02
16/06
MÉXICO X ITÁLIA






03
16/06
ESPANHA X URUGUAI






04
17/06
TAITI X NIGÉRIA






05
19/06
BRASIL X MÉXICO






06
19/06
ITÁLIA X JAPÃO






07
20/06
ESPANHA X TAITI






08
20/06
NIGÉRIA X URUGUAI






09
22/06
JAPÃO X MÉXICO






10
22/06
ITÁLIA X BRASIL






11
23/06
NIGÉRIA X ESPANHA






12
23/06
URUGUAI X TAITI






SEMI 13
26/06
1º do A X 2º do B






SEMI 14
27/06
1º do B X 2º do A






3º L. 15
30/06
Perd. J. 13 X perd. J. 14






Final 16
30/06
Venc. J. 13 X venc. J. 14