segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

INDECISÃO


Colaboração do leitor José Alves, em comentário à postagem Rabuda Bem-estar.
Não pôs título. Por minha conta e risco, vou titulá-la de indecisão.

INDECISÃO

Me perdoem se falo desse jeito 
Mas a coisa tá muito complicada
Eu até não queria dizer nada
Mas eu acho que tenho o direito
Me esforço prá não ter preconceito
Muitas vezes me acho abusado
Sei que o mundo é diferenciado
Mas as vezes me sinto agredido
Acho até que o povo está perdido
Numa grande incerteza mergulhado

Quando Deus fez o mundo Ele deixou
A existência do homem e da mulher
Deu preparo a eles e deu fé
Com direito para reproduzir
Falou claro sem nunca iludir
Que o homem é a sua semelhança
Mas o tempo trouxe muita mudança
E Ele deve está entristecido
Mas apesar do que o mundo tem vivido
Para Ele ainda resta esperança

Imaginem num local de trabalho
Aonde cada um tem sua tarefa
Não se sabe se é Zé ou se é Zefa
Se a pessoa é Bastinha ou Bastião
Sé o ente é Joana ou se é João
Se fulano na verdade ainda presta
Se sicrano é o único que resta
Aderir a essa confusão
A patroa pode virar patrão
E ainda tem chefe que atesta

Tudo isso trás um complicador
É preciso que se tenha cautela
Não se sabe se é ele ou se é ela
Necessário se faz ter precaução
Veja só na hora da refeição
A confusão que isso pode causar
Ninguém sabe direito a quem vai dar
E um erro pode causar uma febre
Podemos trocar gato por lebre
E daí a fama se espalhar

Uma certeza temos quanto ao tempo
Para nós ele é sempre passageiro
Assim sendo se decida ligeiro
Assumindo a sua posição
Tome logo a sua decisão
Comprovando ao mundo a que veio
E aí viver com o peito cheio
De alegria amor e disposição
Separando claramente o  sim do não
E sem ficar na coluna do meio

Seja qual for a sua profissão
Trate logo de seguir sua linha
Caso queira se inspirar na minha
Lhe garanto que faço o que é certo
Fico sempre com o olho bem aberto
A minha ação dispensa comentário
Não tem moleza no meu vocabulário
E não se trata de uma questão de fé
O meu negócio está sempre de pé
Quem preferir que fique no armário.

Confesso que sou um otimista
Boto muita fé no ser humano
Todos somos passíveis de engano
Mas a verdade sempre prevalece
E nessa coisa que sobe e que desce
Não comparo minhas palavras às suas
Podemos seguir por outras ruas
Eu garanto que eu sei o que é bom
Para isso Deus me deu um dom
Pois melhor que uma mulher só duas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro Tião, Bom carnaval. Aprecie com moderação.
A COISA É DA SANTA NATUREZA
(Zé Alves)

Tem uma história que fala da cachaça
Uma bebida também feita em engenho
Ingerida aumenta o desempenho
Uma grande emoção a gente passa
Com cuidado não haverá desgraça
Você vê a vida com clareza
Com excesso pode causar tristeza
Moderada só nos traz alegria
Se tivesse uma agora eu bebia
Pois a coisa é da Santa Natureza

É preciso que nos controlemos
E que o consumo seja moderado
Toda bebida carece de cuidado
O ideal é que nos alegremos
Pois neste mundo em que nós vivemos
Saúde e paz são sempre uma grandeza
Não abandonemos o bom senso e a firmeza
Mesmo que estejamos numa gastronomia
Se tivesse uma agora eu bebia
Pois a coisa é da Santa Natureza

Mantenha sempre uma postura firme
De cidadão responsável e direito
Não deixe a bebida lhe impor defeito
Ela tem algo de forte e traiçoeiro
O importante é que o tempo inteiro
Cultivemos a nossa luz acesa
Da bebida não nos tornemos presa
Isso vale aqui e em Alexandria
Se tivesse uma agora eu bebia
Pois a coisa é da Santa Natureza

O ser humano é de carne e osso
E um golinho não faz mal a ninguém
Com cautela ele até lhe faz é bem
E você não fica no abandono
Mas cuidado prá não ficar sem dono
E ter que enfrentar uma dureza
Se acontecer você não terá certeza
Do que se passou com você naquele dia
Se tivesse uma gora eu bebia
Pois a coisa é da Santa Natureza


Apesar de ser um produto natural
Todo cuidado com ela ainda é pouco
Pode deixar alguém em estado de louco
Se não conhece melhor não arriscar
Porque sem ela podemos passar
Mas de uma coisa pode ter certeza
De boa origem tem muita pureza
Mas não façamos dela apologia
Se tivesse uma gora eu bebia
Pois a coisa é da Santa natureza