quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O JURAMENTO DA POCILGA E O DO PORCO CARNEIRO

O JURAMENTO DA POCILGA E O DO PORCO CARNEIRO

De quando em quando, o Tião me azucrina. Pede que divulgue as besteiradas dele. Só porque meu nome é Pocilga, ele imagina que minha gamela acolhe qualquer porcaria. Mas, como amigo é pra essas coisas mesmo, como diz o Zé Alves, vejam a nova porcaria do Tião, conquanto de vocês conhecida. Ao menos da maioria. Mas será esta a última vez. Juro!
Vou dar as principais informações da obra. (Ops! Obra?)
Título do aporcalhado romance: QUÊ?! (Quer título mais imbecil?).
Vendas em formato digital e impresso: www.clubedeautore.com.br. Veja Guia aqui em cima e leia as 10 primeiras páginas. E compre. Mas só se quiser, viu?
Preço: Impresso 40 paus. Digital 10 mangos (e-book, porém possível de ler na raiz do computador). Mas vou logo dizendo, o acabamento do impresso ficou uma droga.
Ah, o azoreta mandou publicar um trechinho safadinho aqui embaixo.
Leiam.

...
- Vai cair água, Elizabeth. Vamos para o meu apartamento. Fernandinha está vindo ali. Vou pedir a conta.
“Seu apartamento? Seu Artur, Seu Artur...”, falou, meio nervosa, e deu uma golada na caipirosca.
Fernandinha, menina, a chuva está num pé e noutro para chegar. Vamos para o apartamento. Quer trazer a conta ou assino a comanda na portaria?
- Na portaria, Artur. Vão para o chalé, é, Elizabeth? Elizabeth, sinha danada!
- Vamos trabalhar, maldosa. Não acho correto entrarmos juntos, Artur. Morro de vergonha. Faremos assim.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DE VIZINHOS E VISIONÁRIOS

DE VIZINHOS E VISIONÁRIOS

Microconto, sabemos, é um gênero literário em que mais importante que explicar é sugerir, deixando para o leitor a tarefa de preencher as elipses narrativas e entender a história nas entrelinhas da história escrita.
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá”, do Monterroso, é tido como um dos mais famosos microcontos.
Outro famosíssimo (apenas 26 letras, meu preferido) é o do Ernest hemingway: Vende-se: sapatos de bebê, sem uso.

No Brasil, são muito apreciados os micros do Dalton Trevisan.
Vou postar quatro criações minhas. As três últimas não são bem microcontos, mas... Mas? Entendeu o espírito do microconto? É isso! Vejam:

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SISTEMA, SEU DANADO - 2

O escrevente de prosa é um demente idiota, perdoem-me a rima. Falei escrevente, não escritor de verdade. Esses aí... Bom, deixemos no ar os nossos Machados. Escrever é vício, gente, conquanto alguém denomine de hábito o ato (e haja rima).
Vejam se concordam comigo. Fico quarenta e oito minutos olhando balancetes, caceteio-me, ponho-os de lado, dou uma balançada na encardida rede e passo dezessete minutos a escrever besteiras. Mas cumpro as metas, estão pensando o quê? Isso é ou não é sinal de idiotice? A alternância de atividades, e não cumprir as metas, pelo amor de Deus! Escrevo pra mim, simplesmente pra desopilar, sem pensar, pois, em agradar a seu ninguém. Mas se assim é, por que então postar as desopiladadas neste blogue? A fim de tornar mais escancaradas as besteiras, ainda as publico noutro espaço, no Canto do Escritor. Tão vendo só aonde vão as idiotices?
Quer mais? De tempos em tempos, comparo os acessos feitos aqui com os cliques de lá. Fiz isso agora. Fiquei intrigado. Observem. Fez um ano, postei aqui e lá o “SISTEMA, SEU DANADO”. Lá, a danada foi acessada 1.217 vezes. Aqui 17, pode? Caramba! Vou repostá-lo pra ver se o número sobe pelo menos pra vinte.
Vamos nessa? E meus e-book ali em cima? Hein! Hein! Hein!


SISTEMA, SEU DANADO!

Sabem vocês qual é a palavra mais poderosa da língua portuguesa? Não? Não é Comunicação, como sempre imaginei. Chama-se Sistema, pessoal, a tal poderosona. Ah, mas Sistema – com maiúscula, neste contexto - faz parte do sistema comunicativo, dirão, e com razão, os senhores. É verdade. Mas o que quero dizer é que Sistema é o mandachuva

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

REFLEXÕES DE UM ENGASGATO

Antes de se engasgarem com o texto, preciso lhe dar uma informação. Corra e clique aqui em cima, na guia de meu e-book, “QUÊ!” O bicho está esgota não esgota, galera. Fato inédito no mundo editorial, mas é verdade. Pela primeira vez um e-book fica esgotado. Fazer o quê? Tá rindo de quê?

REFLEXÕES DE UM ENGASGATO

            Há séculos venho pensando nisso. Hoje, motivado por amoroso fato de ontem, julguei ter chegado o momento, após julgar-me competente para me expressar. A ignorância deve ser afogada, a história tem o dever de esganar o mito, a verdade precisa respirar. Meu mutismo tem limites, pensei.
É imperioso tirar esse entalo da garganta.
Entendam-me. Não sou a criatura mais importante do planeta. Essa aparente cabotinice é explicável, já que vou me expor, desfazer-me de absurdas éticas, pôr no lixo as máscaras da pseudoeducação. Chegou a hora de dizer o que penso, mas que, pela incapacidade de me comunicar, guardava na gaveta do inconsciente. Meu temor é não encontrar as palavras certas. Mas hei de encontrá-las, sim. Não temo o juízo de valor de Vossas Excelências. Até porque, Vossas Excelências são