quarta-feira, 23 de outubro de 2013

RECEITA PARA ESCREVER UMA PROSA CONFUSA



RECEITA PARA ESCREVER UMA PROSA CONFUSA

            Pensa que é fácil? Baita tarefa, a menos que deliberadamente a escrevamos confusa. Aí é moleza. Moleza, mas carente de graça, porque o leitor logo perceberá o lé sem cré, o tomé sem bebé, o tanto sem quanto, o quanto sem tanto, os pingos fora dos is. O texto indigesto a que me refiro é aquele cujo tema fica roendo os miolos do autor, o infeliz lhe dá os pertinentes paralelismos, mas do contexto acaba fugindo, seja por falta de substância, seja por incompetência, seja por simples birra.
Exemplo. Pensei em rascunhar alguma coisa sobre biografias não autorizadas, um dos assuntos do momento. Matutei, matutei e peguei a veredinha da curiosidade. Liberdade de expressão, privacidade, aspectos legais, disso não sairia sequer uma linha. Meu foco seria descrever a vontade que sente o leitor em querer acariciar as recônditas virtudes do biografado.
Peguemos um de nossos políticos governantes. Aquele, por acaso. Então,

terça-feira, 1 de outubro de 2013

BRUXARIA LITERÁRIA

BRUXARIA LITERÁRIA

          Não sei explicar. Mas suspeito de alguém. Ou de algo. Não do nosso amigo Algo, aquele que sempre nos diz, o que nos aconselha no pé do ouvido. O algo aqui é o do mal, o da coisa feita, o da macumba braba. Embora certo amigo tenha tido a petulância de me dizer que eu sofrera simples recaída de duas semanas.
Certo é que fiquei dois fins de semana sem olhar pra uma gela ou saborear uma branquinha. Daí o meu branquíssimo gelo inspirador ter travado o Pocilga nesses dias. E lhes poupado de textos emborrachados de besteirós (o último, supimpa, lembrem-se, foi colaboração da Silvana).
Dou-me muito bem com a dupla cambaleante. E dela faço apologia, sim. Quem quiser fazer mungangas que faça. Tô nem aí! Não é uma apologiazinha de sinceridade que vai fazer o sujeito encher a careta e cair na sarjeta. De qualquer jeito. De jeito nenhum, não é verdade? Vejam estas estatísticas e me digam se não tenho razão de aplaudir as estimulantes líquidas.
92,27% de minhas amizades foram costuradas com agulhas (Fritas no dendê, no mais das vezes) de papos cervejados.
90,38% de meus trabalhos são realizados