quinta-feira, 31 de julho de 2014

O PRAZER SUPREMO E AS SENHAS DO HOMEM

Olá, gente,
Postei um texto ontem, cujo título era a SENHA. A postagem ficou truncada. Comeu um bocado de texto. Estou republicando a estrambelhada com novo título. Fiquem à vontade para fazer dela o que quiserem. Mas se for ler, tenha paciência. A bicha é grandona, tem quatro páginas. E desaconselhável para algumas pessoas.
Obrigado e boa leitura. Ou boa não leitura.
Tião Carneiro


O PRAZER SUPREMO E AS SENHAS DO HOMEM

            Escrever é uma danação. Um vício de descabeçado. Vivo falando nisso há tempos. O sujeito começa rabiscando e quando menos espera está viciado. Tirem a prova dos nove: são 9 e 9. Acabei de jantar. Passeei no jornal, fiquei enjoado. Andei pela televisão, enjoado fiquei. Viajei num livro, aí é que fiquei mesmo. Entediei-me legal. E em apenas 39 minutos.
              Entediado todo, ligo-me a uma redinha, ligo o computador, ligo-me na literatura.
             O jeito é escrever algo. Mas que algo?

quarta-feira, 16 de julho de 2014

SABE DE NADA, INOCENTE!

SABE DE NADA, INOCENTE!

Pela primeira vez, Linda pensou na gravidade da situação. Coçou os ruivos, remexeu-se na cama, foi ao banheiro. Estaria ficando louca? Seria possível estar consciente da própria loucura?
Linda riu.
Não. Não estou pirando. Simplesmente estão tomando um arzinho fresco os meus mais escondidos pensamentos. Será isso mesmo? Será que todo o mundo vive sujeito a inconfessáveis aparições mentais? Vou colher a opinião de algumas amigas, pensou Linda, ao mesmo tempo em que abandonava a ideia, posto ter tido consciência da definição do termo inconfessável. Com certeza as castiças dirão que não sabem. Não sei e o parente esqueci são eficientes porta-vozes do cinismo. Nenhuma delas saberá de nada. São todas inocentes. Inocentes!
Linda tornou a rir.
Linda levantou-se do vaso, olhou pra cima,

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A FUGA

A FUGA

Não. Mas não, mesmo. Decidi. Não vou escrever hoje. Tampouco amanhã, nem depois, nem depois, nem, nem. Só não digo mais nunca porque estou me lembrando do amigo Jânio. Dizia ele, quando eu falava o mais antes do nunca: “Tião, nunca mais diga mais nunca”.
A origem dessa decisão é que estou tonto desde a tardinha de terça-feira, oito deste sete. Não adianta torturar a mente. A tontura me apagou, bloqueou tudo. Menos a desconcentração. Tenho a consciência de que é preciso falar, escrever, desabafar. Há muita coisa a ser dita. Só dizendo,

segunda-feira, 7 de julho de 2014

EM PRIMEIRA MÃO:

Só respirei Copa nos últimos dias. Daí o Pocilga estar desatualizado. Mas nem por isso deixou de ser acessado. Ganhei até um leitor(a) de Luxemburgo, a quem agradeço. Assim como agradeço a toda galera além-mar que tem me lido. Em especial aos alemães, holandeses e argentinos, semifinalistas que somos nesta Copa/14. Por que não mandam um imeio para tcarneirosilva@gmail.com? Passe um imeio e dê seu palpite, leitor.
Bom jogo pra vocês. Leiam agora esta prosinha sem futuro.


EM PRIMEIRA MÃO:
(OS JOGOS FINAIS DA COPA TERÃO DOZE ATLETAS EM CADA SELEÇÃO)

Tenho me divertido bastante nesta Copa. Não só pelo futebol, pelo qual sou apaixonado, médio volante que era do Araçá Futebol Clube. E era bom. Bom? Bom, talvez. Talvez razoável, digamos assim. Razoável? Razoável, não. Ah, sei lá. Sei que nunca fiquei fora duma partida e o jogo só começava quando eu chegava. Com a bola, é evidente.
Tenho me divertido bastante nesta Copa, dizia eu. Sobretudo, reforço, com os ajuizamentos dos torcedores. Sempre me diverti com as análises a respeito de resultados futebolísticos. Comentários de barzinhos e de redes sociais, então! Adoro ler internautas. Comentaristas de televisão também. Os últimos, vê-los e ouvi-los, é claro. Tem cada uma que dá dez. Nossa! Como esse pessoal muda rápido de opinião. E como são passionais. Nada contra a paixão futebolística. Futebol - assim como outras balizas e bolas - é realmente apaixonante. Mas