segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A PROSA DOS NOVE

A PROSA DOS NOVE

Faz quinze dias que não entra sujeira aqui. Pensei em postar alguma coisa acerca do horário eleitoral, mas acabei dando preferência a outro escrito. Vejam como as palavras são traíras. Escrevi “não entra sujeira aqui” querendo ser engraçado com o Pocilga. Depois disse que tinha pensado no horário eleitoral, mas que dera preferência a outro escrito. Não ficou parecendo que tachei de sujo o horário eleitoral? Ficou, sim. Longe de mim tal intenção. Julgo importante e limpo aquele momento, podem acreditar. Às vezes ele se mostra limpo de bom senso, mas não há de se exigir perfeição em tudo.
Ah, o outro escrito. Que também não é sujeira, diga-se.
Ou é?
Sujeira pode até não ser, mas idiotice certamente o é. Seguinte. O Pocilga tem 135 postagens. Então cismei de transformar em livro
algumas prosas. Imbecilidade completa. Raciocinem. Escrevi três livros. A Senhora 2 e o Senhor 2 é o mais velho. Depois veio o Intuitor Bião. QUÊ?! foi o último. Pela aceitação pública, os três não dão um. Então por que escrever outro? É ou não é uma idiota imbecilidade? Ao contrário das pessoas que dizem escrever tão somente em virtude da íntima satisfação, faço meus rascunhos pensando no leitor. Escrevo e fico na torcida de que ele goste e me elogie. Não vou mentir! É evidente que sinto prazer no ato da criação, divirto-me à beça, mas isso não me basta.
Ou basta?
Se basta não sei, porquanto sou contraditório de nascença. Verdade é que as 21 postagens acabam de formar um livro. Agora vem a definitiva prova da estupidez. Pensei assim. Formar uma fila de textos e classificá-la de livro não fica legal. Mas o padrão é esse. O normal é enfileirá-los, sim, falava-me aquela voz chata. Como não sou normal, dei uma banana para a chatinha voz e contextualizei as prosas. Resultado. Os 21 textos somaram 50 páginas do word. O livro ficou com 105. Ou seja, 55 páginas são contextos, miolos de quartinha. Verdadeiro mostrengo.
Ou não?
Mostrengo ou não, certo é que estou fazendo uma faxina no bicho na tentativa de torná-lo menos monstruoso. Depois é só mandar publicá-lo. Quando? Aí são outros quinhentos. Vai depender, depender, depender. Ah, vocês sabem. A menos que vossa senhoria seja editor, doido varrido, e queira bancá-lo. Se se interessar, entre aqui nos comentários ou use o tcarneirosilva@gmail.com.
O nome do danado é A Prosa dos Nove. O que que tem? Tem as gêmeas K, Kílvia e Kélvia. Duas louraças, não digo estonteantes, porque detesto lugar comum. Mas são estonteantes. Tem o papagaio Chicó. Tem o Toinho, pegador todo. Tem um fim de semana na praia.  Tem... Tem, sim, senhor. Tem cada uma!

Setembro/14

TC