quinta-feira, 27 de julho de 2017

CARTA DE AMOR – ESCRITA SEM O “A” DE AMOR



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Olá, gente,
Para saber o porquê desta carta, seria interessante que lesse a postagem anterior, a PARTEIRINHAS SACANAS, de 20/7. Mas como conheço a preguiça... Ah, desculpa. Vou dar umas dicas a fim de que se enamore pela carta. Trata-se de um livro que estou escrevendo e postando aqui. Ocorre que as parteirinhas malucas me obrigaram a parir dezenove textos esdrúxulos. Alguns sem vogais, outros sem o que, se, sua, minha, vários sem adjetivos, advérbios e loucuras mais. Elas dizem que escrevo mal e estão me punindo, entenderam? Mas me darão um prêmio se eu me sair bem.
Este é o texto sem o “A”, portanto.
É sério?
É. Comprove.
(E aí, meus quatros leitores cativos. Cadê o comentário sobre a abertura do livro, a postagem das Parteirinhas Sacanas? Apenas dois de vocês comentaram, meu? Misericórdia).


CARTA DE AMOR – ESCRITA SEM O “A” DE AMOR

Respeitosos cumprimentos, modelos do Olimpo,
Modelos pelo óbvio, pois exibem deleite, requinte, meiguice, esplendor. Do Olimpo, porque produzir seres divinos é privilégio dele. Vênus, sim. Vênus de pele, osso, ouvidos, olhos, peitos, pescocinho, colinho, joelhinhos, pezinhos, dedinhos. E de complementos íntimos como libido, desejo, ciúme, enlevo, gosto, ledice. Tudo e todos mexendo comigo. E com outros homens, por evidente. Nossos suores e frios eróticos provêm de seus sorrisos libidinosos, Vênus. Percebem esse poder e os consequentes mexidos?
Olhem só, no último domingo, o dos insólitos pedidos linguístico, fez cinco meses que nos conhecemos. No boteco 891, quero dizer. Porque em sonhos... Sonhei muito com vocês, Vênus.
Escreve bem, meu nobre. Que início, que fim, que lirismo. Tirou-me o sono. Precisei me entupir de certos doces, legítimos substitutos dos doces certos. Deixou-me de pelos erguidos, TC. Esses e idênticos

quinta-feira, 20 de julho de 2017

PARTEIRINHAS SACANAS, VIU?






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Olá, gente,
Tenho falado aqui da loucura que é escrever. Habitou-se, dançou. Não se livra mais. Parece coisa feita. Vejam. Escrevi quatro romances. Cada um mais cada um, entenderam? Leitores dos livros e do blogue? Conto nos dedos. Mas isso não conta. O que conta é o prazer de criar. Então! Vou escrever o quinto romance. Começa aqui embaixo. Vou criando e postando, compreenderam? Vocês quatro (tenho quatro leitores cativos) serão testemunhas do parto. Se o romance já tem título? Não. Espero que me ajude a criá-lo.
Vejamos a abertura do livro. Três laudas do word.

PARTEIRINHAS SACANAS, VIU?

Estávamos na terceira caipirinha quando a Silvana suspendeu o blá-blá-blá e olhou-me fixamente. Vem coisa aí, pensei, acionando a prudência verbal.
Essa prevenção há tempos me acompanha. De tanto tomarem-me a palavra, terminei me disciplinando para não me comportar de maneira semelhante. Não apenas não corto a palavra de ninguém, como demoro uns segundinhos para me pronunciar. Além de manifestar respeito, estou dizendo ao interlocutor que a fala não foi de afogadilho, porquanto sopesada. Algumas vezes me desvio dessa norma, mas nunca perante olhar tão perscrutador quanto aquele da Silvana.
Olha só, TC. Vamos botar as cartas na mesa. Sou assídua leitora de seu blogue. Amava seus textos, cara. Tanto que passei a recomendá-los para as amigas. De postagem em postagem, evoluímos dos comentários virtuais para este encontro semanal, aqui, no Boteco 891. Tem ideia de quantos meses a gente bate ponto aqui, Silvinha?
Cinco meses, acho.
Esse tempo coincide com o declínio de suas prosas, TC. Desculpe a expressão, mas seus textos viraram uma bosta, rapaz. Você não mais descreve cenários, aboliu o travessão dos diálogos, fala muito de barzinho e sexo, repete termos em demasia e assim vai enrolando. Ontem nos deixava arrepiadas e aperreadas, hoje nos deixa ensonadas e enojadas. Alguém deve ter influenciado você. Resultado: perdeu a, a... Como é que você fala, Silvinha?
Espontaneidade. Tornou-se técnico, artificial, TC.
Isso mesmo. Desconheço se as estatísticas do blogue refletem essa situação, TC, mas, daquelas amigas, apenas a Silvinha continua seguindo você. Como falei, a qualidade de seus textos afundou tão logo passamos a nos encontrar. Talvez não tenha nada a ver, na nossa cabeça, porém, existe uma explicação para esse declínio. É, é, é...
O reticente é levou-me a estimulá-la.
É... É o quê?
Bom, percebemos a coisa no primeiro encontro. E a partir dali só aumentou. Relevávamos, mas a repetição virou problema e nos fez tomar uma atitude. Sabe, TC, penso assim. Engordamos um problema ao alimentarmos com a omissão. É claro que o problema pode tornar-se barrigudo se a solução não depender da nossa atitude. Mas a maioria dos problemas