quinta-feira, 21 de setembro de 2017

POCILGA DE OURO - DO PORCO TIÃO CARNEIRO: Os Gatos

POCILGA DE OURO - DO PORCO TIÃO CARNEIRO: Os Gatos: Imagem Google Oi, pessoal, Leiam mais um texto de meu livro ainda sem nome. Cumpri uma das exigências das malucas Silvana e Silvin...

Os Gatos




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Imagem Google


Oi, pessoal,
Leiam mais um texto de meu livro ainda sem nome. Cumpri uma das exigências das malucas Silvana e Silvinha. Lembram-se delas? Espero que com um minuto de leitura tenham percebido as atipicidades das piradonas.

Os Gatos I

Faz um mês que os vi.
Ele, na rua, vê o gato branco que, do meio fio, o vê como pai. Ou será uma gata? Ah, são dois. Um gato e uma gata. Ele faz festa para os belos. Beijou-os. Nossa, que lindo.  O trio está rindo! Senão, por que a chama nas ventas, o fulgor nos olhos, o hirto nos pelos?
Eu, do outro meio fio, faço dele uma cama, sento e me ponho a chorar, tal qual mãe de crias um.
Ele, pah! Bate foto dos gatos.
Eu, também pah! Bato foto dos três gatos. Três, pois o moço também é um lindo gatão.
O gatão não me olha. Ou fez que não olhou. Sai rindo, andar lesto, senhor de si. Olhar de quem viu e gostou. Até olhou pra trás!
Um dos gatos fica calmo, dá dois cheiros nas patas e pisca pra mim. O outro, a gata, olha-me e mia.
Fico triste, se bem que a sorrir, pés presos, a mercê de sonhos.
Tola, tonta, não corro atrás do gatão. A mente tira a ação que o corpo requer e me manda pra casa. Não à casa do botão da blusa do gato senhor de si, mas sim o teto de meu lar. Vou pra casa, mesmo sem o roçar da linha dele, mas com o coçar da barbela de meu anzol. Vou pescar na cama, cama onde vivem meus planos, planos que me fazem gemer, gemer de... Pois é. Gemer de.
Qual será seu nome? Quantos anos terá? Vive de quê? Quando o verei? E assim, fé nos passos, temor na sola dos pés, os passos iam. E vinha a fome. Fome de calor nas pernas, de brasa nas coxas, de chamas nos pelos. E de suor, sim.
Não quero saber disso. Quero mesmo