terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CERTO INTRUSO NO HISTÓRICO JULGAMENTO




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CERTO INTRUSO NO HISTÓRICO JULGAMENTO

“Deixem-me ir lá, deixem-me entrar. Peçam autorização ao presidente da sessão. Liguem. Quero falar com as suas excelências”.
Expressava-se dessa maneira a exótica figura no entorno do Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre. Não usou essas palavras, diga-se. Saíram assim no Jornal do Porco (JDP) em razão da censura de meu chefe. Não havia nada afrontoso nos termos da exótica figura, mas a implicância do chefe cortou a naturalidade. Vivo às turras com o JDP. Não me demitiram ainda porque são reféns de minha perspicácia. Sou realmente um repórter especial. E era nessa condição que estava ali, já que acompanhava aquele caso havia bastante tempo.
O caso em questão começou em 2009, num lava a jato, em Brasília. Alguém se interessou por certa figura e pôs em ação as tratativas de entendimento. Coisa banal, pois desde que o mundo é mundo que ocorrem tais tratativas. Mas o mundo mudou com o nascimento da internet. Começaram a mimá-la a divulgação em massa, a pressão social, os grupos formadores de opinião, mas deformadores, em certos momentos, a linguagem imprecisa, a notícia em cima do fato. E, como ninguém é de ferro, a brincadeira e a fofoca.
Mudado o mundo, aquele alguém do lava a jato de Brasília se viu nas garras do Ministério Público. Garras que foram se alargando, se estendendo, se expandindo... Certo é que chegaram ao agora réu em julgamento no TRF. Julgamento histórico, com caravanas, marchas, manifestações e um aparato de segurança jamais visto no Brasil. Julgamento que vinha deixando a boca do país aberta, posto inimaginável figura tão carismática sofrer tamanha humilhação. Suavizada, registre-se, pela ausência do réu, já que desobrigado de comparecer por se tratar de um recurso judicial, condenado que fora em primeira instância.
Bom, dizia eu que o chefe mudou as palavras da exótica figura. Mas, aqui, distante da censura, posso ser fidedigno aos fatos. Fato é que a exótica criatura usou estas palavras:

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A CARTA DO VELHO






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A CARTA DO VELHO

Querido TC de meu coração,
Espero que ao receber essas mal traçadas linhas esteja a gozar de perfeita saúde junto dos que com você labutam. Um beijo no coração de todos e de todas. Por cá, eu e os agregados vamos indo como Deus quer e consente. Desculpe, TC, esse todos e todas. Tenho lido suas prosas, sei que não gosta dessa expressão. Mas saiu, meu rapaz. E, como vai acabar descobrindo, não posso apagá-la. Não só por estar escrevendo de caneta, mas também por uma questão lógica, cósmica mesmo.
Ah, cara, é hora de lhe pedir duas desculpas. A primeira é por você estar quebrando a cabeça para saber quem é o maluco que jogou, sem assinatura, tão cafona carta na sua caixa de correspondência. A segunda tem a ver com a linguagem. Sabe, TC, fico meio confuso na hora de redigir. Ora uso termos antigos, ora modernos, ora gírias. As tais das redes sociais mexeram em meus parafusos literários, TC. Destarte e contudo, continuo caminhando, sem olhar para trás, senhor de mim, entende?
Escuta só, TC de meu coração. Sou tão velho quanto se queira. Não o Siqueira seu amigo de boteco, mas o da sua imaginação. Pois bem, apesar de matusalêmico, não vivo alquebrado. Tô novinho em folha, bicho. Por que escrevi pra vosmecê?