sábado, 21 de abril de 2018

A VINGANÇA DO X





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            A VINGANÇA DO X
           
            Não tenho como explicar a ridícula exposição. Simplesmente falei. Aconteceu na UFRN, onde cursava Economia. Na universidade, mas algo parecido, beirando à loucura, já tinha acontecido anos atrás, no ensino médio. Ou não é loucura brigar com letras? Pois é, tive uma briga feia com certo X de uma expressão aritmética. Mas isso é outra história.
A ridícula exposição a que me reportei foi consequência do imbróglio entre um colega e a nossa professora de Macroeconomia, a linda Mara. Lembrei-me da história porque ontem me encontrei com o colega, Pedro Avelino, o língua-santa. Vale a pena contar. Vejam o contexto.
        Por causa da beleza e do nome Mara, os marmanjos da classe chamavam a lindíssima professora de Maravilha. Às caladas, né, gente?
“Os pares eróticos da Mara me tiram do sério, Xis. Lábios, coxas, olhos... Minha Nossa Senhora! Sabe, Xis, as maravilhas do mundo eram pra ser par, oito, a Mara”, costumava brincar o língua-santa.
        Até que numa aula da sexta-feira à noite, Pedro, meio biritado, quis tirar uma dúvida:
         - Tenho uma dúvida, professora Oitava Ma...
      - Como assim Oitava, Sr. Pedro. O senhor ia completar com Maravilha, não ia? Estou sabendo que o senhor e o senhor Xis ficam nos corredores me apelidando de Oitava Maravilha e coisas mais de cunho sexual. Isso é bullying, Sr. Pedro. Está mais do que na hora de acabarem com essas molecagens. Fui clara, senhores?
         Silêncio, risinhos irônicos das meninas, escandalosa risada da Silvana, caro de tacho do Pedro. A professora fugia do comportamento afável. Falava fora de si. Entrei na conversa:
      - Está sendo injusta, professora. Desculpe a franqueza. Não andamos por aí dizendo isso. Não há bullying coisa nenhuma. Nem haveria, mesmo se a chamássemos de Maravilha, já que você é realmente maravilhosa. Talvez haja quando me chamam de Xis, mas levo isso na esportiva. Corro desses mimimis, professora.
Sucedeu, professora, que estávamos jogando conversa fora, eu e o Pedro, quando o tema das Sete Maravilhas apareceu no papo. Então brinquei e perguntei se ele sabia que as Sete Maravilhas do Mundo eram pra ser par. E só não foi em razão do machismo e do preconceito, professora. Pois bem, contei-lhe a história da criação das Sete Maravilhas. Essa história ficou na cabeça dele, professora Mara. Daí que, quando biritado, como agora, Pedro fica misturando as coisas, entendeu?
    - Ah, é? E que história é essa? Conte pra turma, senhor Xis. Desculpe, senhor Tião.
     Silêncio, risinhos irônicos das meninas, escandalosa risada da Silvana, cara de espanto do Pedro. Empalideci. E agora?
   “Estamos esperando, Xis”, brincou a Silvana, certamente imaginando que não tinha ocorrido a tal conversa com o Pedro, mas que eu haveria de encontrar uma saída.
          Olhei irado para a sorridente Silvana. Mas a ira despertou-me a criatividade e comecei a falar. Engraçado como uma coisa puxa outra e como a criação é parideira. Nunca me imaginei pai de tamanha mentira. A classe ouvia de queixo no chão:
        - Ocorreu o seguinte, professora Mara. O cara que criou as sete Maravilhas do Mundo era meio doidão. Ele queria um número par de maravilhas, entendeu?
Pensou no 6, mas o achou gorduchinho na traseira.
“Bundão. Serve não. Melhor o 8. Também não presta. Parece uma professorinha com as mãos nos quadris. Cintura de violão não dá. E o 7 ou o 9, apesar de ímpares”? 
O machista apanhou o 9, fê-lo grandão, pregou-o na parede e ficou a contemplá-lo.
“Também está descartado. Tem a cabeça muito grande. Acho até que