sábado, 12 de maio de 2018

EMMA E FUMONI






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Imagem Google


Lembrete ao leitor habitual do blogue.

                Sou eterno mininão. Gosto de me divertir. Daí é que costumo fazer um bolão nas Copas do Mundo. Para a Copa da Rússia dei o nome de Zabivaka, o mascote dela, e o enviei para os amigos. O pano de fundo da postagem a seguir é exatamente o futebol. Sabedor disso, você não terá dificuldades em interagir com a prosa. Caso tenha ficado curioso e quiser participar da brincadeira, mande um e-mail para tcarneirosilva@gmail.com que terei o maior prazer em enviar a tabela de jogos e o regulamento do bolão, ok?
            Conheçam agora a Emma e a Fumoni.

            EMMA E FUMONI

Ouvi o barulho do carro estacionando e me virei. Era quase meio-dia.
"Es ist er, Emma. Wahrheit. Ich bin aufgeregt, Anchieta”, consegui ouvir o alemão do casal quando descia do automóvel. Caminhavam na minha direção, numa felicidade só. Fiquei assustado com o “É ele mesmo, Emma”. “Verdade. Estou me sentindo excitada, Anchieta”.
Por que falaram em alemão, por que a moça se excitara e por que tamanha felicidade?
- Como vai, amigo. Prazer enorme encontrá-lo aqui, macho.   
- Nossa, você é do jeitinho que eu imaginava.
Falavam agora em português. Ele, no inconfundível sotaque cearense; ela, tentando disfarçar a origem berlinense. Nunca os tinha visto mais gordos, como diziam no meu interior. Estavam me confundindo com alguém, é claro. Isso não me impediu de ser sociável e ficar de pé. Terminamos nos abraços e beijinhos. Mas o beijo da moça não me chegou social. Chegou insaciável, isso sim. O meu no rosto dela foi normal. No dele não rolou, confesso. Quis comentar com a loura acerca de meu jeitinho, mas o beijão dela dispensava comentários.
Bom, estávamos no MPBar, meu barzinho preferido. E onde sempre o inusitado me localiza. Gesticulei pro Nilsinho pedindo uma cerveja e fiquei a matutar:
É golpe. No mínimo