sexta-feira, 17 de agosto de 2018

COISAS DE CERTO MATUTO



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            COISAS DE MATUTO


Lamento, Sr. Mião. Só me resta pedir desculpa. O senhor seria o próximo.
Acontece. Acabo de lhe tirar a culpa, minha jovem. Sua. Da clínica, não. Mas médica nem pensar. Prefiro um médico.
Por que não médica, Sr. Mião? Ah, desculpe de novo. Não devia ter feito a pergunta. Saiu sem eu querer.
Acontece. Concedo-lhe a indulgência, minha jovem. Presciência. Chama-se presciência a minha resposta. Por gentileza, pode cancelar.
Podia ser pela incomum linguagem, talvez pela voz de trovão, quiçá pela baixíssima estatura de cabeça raspada, quem sabe pelo bermudão na batata das pernas e o camisão quadriculado, mas possivelmente pelo conjunto da obra, certo é que o Mião estava acostumado a ver ambientes lhe dirigir sorrisinhos irônicos e a ouvir pelas costas o “que figura!”. E gostava da exclamação.
É. É, sim, costuma discordar Mião. Mião para os estranhos, já que os amigos o tratam por BIS. Chamam-no assim em razão do óbvio Baixinho Invocado. O S entra em virtude da extrema empatia que dele brota. Junta menino a fim de ouvi-lo. Mião só se chateia quando querem paparicá-lo e soltam a corriqueira expressão de que tamanho não é documento. Discorda assim:
Tamanho é documento, sim. Raciocinem, amigos.