terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O ESPELHO NA ARCA

 



O ESPELHO NA ARCA

Voltando de uma peregrinação, um homem compra na cidade um espelho, objeto que não conhecia. Nele acredita reconhecer o rosto do pai, e leva-o, encantado, para casa. Coloca-o em uma arca no primeiro andar, nada diz à sua mulher e, de vez em quando, nas ocasiões em que se sente triste e solitário, vai “ver o pai”. A mulher percebe que o marido sempre desce do quarto com um aspecto estranho. Espia, vê que ele abre uma arca e fica observando por um bom tempo. Assim que o esposo sai, ela abre a arca e nela vê uma mulher. Fica louca de ciúmes e briga com o marido. Uma bela discussão de casal. O marido continua afirmando que é seu pai quem está escondido na arca. Por sorte, uma freira passa pelo local. Ela quer resolver o conflito e faz com que lhe mostrem a arca, objeto do litígio. Declara, quando torna a descer:

“Não há nem um homem nem uma mulher na arca, apenas uma freira”.

 

Pretendia parar esta prosa na freira, mas o curral da precisão está me pedindo que solte o nome dos bois. Vamos lá.

A freira