CONVERSAS DE BAR (NO DE ZÉ
LITE, ZÉ LISO E NOUTRO ZÉ)
Estou
preparado para matar no peito o putaquepariuquesujeitinhomaisirritante chutado
pelo meu fã-clube. Fã-clube, infelizmente, pequenininho: entre três e cinco
leitores. Felizmente existe você, a quem estou me apresentando. Primeira
leitura, fico na torcida para que me faça entender. Espero que me entenda, mas
que não demore muito para se aliar ao time dos entre três e cinco, o dos
bocas-sujas.
Sabe
por que do pqp de meu fc? Porque vou botar barzinhos no texto. E esses entre
três e cinco odeiam a contextualização alcoólica. Dizem que estão cambaleando
de tanto beberem meus escritos. A cada postagem, enviam-me imeios me melindrando.
Merdíferos mesmos (a ruma de me, meu, é proposital. É de mé).
Precisa
ser mais criativo, seu pinguço. Porra de tanto bar! Ambiente suas gamelas em pocilgas
originais. Aproveite e encurte os textos sem fim, costumam dizer os entre três e
cinco. Masoquistas, concorda?
Fazer
o quê? Não tenho culpa se são nos barzinhos onde bebo as mais inebriantes
histórias para uma prosa desarticulada. Repito: nos barzinhos. Tenho culpa
disso? Tem culpa mim, seus entre três e cinco? Com respeito a encurtar os
textos, só me dá vontade de...
Vou
falar uma coisa pra você, leitor ainda puro. Só pra você, porquanto aqueles, os
adeptos duma siglazinha, já devem ter reprisado o pqp, me dedado um del e me
mandado um tnc.
Isso
aqui pra nós. Faço prego em três ambientes alcoólicos: bar do Zé Lite, no
centro da cidade, boteco do Zé Liso e no barzinho do Zé Lima, ambos no meu bairro.
Acomodo-me, peço uma gela e fico de butuca nas conversas. Tenho as ouças
treinadas, confesso. Sem a menor cerimônia, acrescento.
No
bar do Zé Lite as histórias rendem bons textos. A desvantagem é que o pessoal
conversa baixinho demais e vai muito ao banheiro. Certamente se livrar de
verbos da primeira conjugação, a exemplo de arrotar. Aí o fio da meada do esperado texto termina
escapulindo. Pense numa galera educada! São
tantos desculpe e com licença que enche o saco de qualquer cristão. O que mais
se bebe lá? Uísque neo-libe e vinho imperial. Importados, diga-se.
Lá no Zé Liso é tudo espontâneo. Arroto, chupada de
dente, dedo nos buracos da venta e “hum, hum” tapando o nariz são manifestações
rotineiras. Tem histórias lindíssimas, mas, geralmente, impublicáveis.
Principalmente depois de três ou quatro rodadas de cachaça e vinho de jurubeba,
acompanhadas de um mocotozinho ao ponto.
Satisfaço-me, mesmo, no barzinho do Zé Lima, embora o
bicho seja ruim de prego que Nossa Senhora. Aqui há comida e bebida para todos
os gostos, mas os carros-chefes são tripa de porco e cerveja. Tudo
nacionalíssimo, naturalmente.
Falar
em prego, e pregando aqui alguns parágrafos de interrupção, há poucos meses,