Imagino que já tenham lido o reflexivo
texto sobre o encontro da Verdade com a Mentira, já que bastante exibido na
internet. O autor, dizem, é indiano. Mas há quem diga que é brasileiro. Seja
quem for, a verdade é que o texto ficou capenga, pois não mostra o final da
história.
Vou colocar entre aspas o texto
famoso e abaixo o cheiroso desfecho da história.
“Segundo
uma lenda do século XIX, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira
diz à Verdade: "Hoje está um dia maravilhoso!" A Verdade olha para os
céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo
juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A
água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!” A Verdade, mais uma vez
desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas tiraram
a roupa e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as
roupas da Verdade e foge.
A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas
roupas de volta.
O mundo,
vendo a verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.
A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua
vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a
Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o mundo
não nutre nenhum desejo de encontrar a verdade nua”.
Como eu disse, essa história não
acaba assim.
O que acontece. Uma galera
grega, liderada pelo Sócrates, fica fazendo panegíricos a fim de resgatar a
Verdade. Resgatar não é bem o termo, já que eles não sabiam que a Verdade padecia
num poço. A Verdade num poço? Nem pensar.
Pois bem. Num desses panegíricos,
encontra-se a lindíssima e sábia Beatriz, a filha mais nova do Zeus. Aristóteles
se dirige à Beatriz:
E aí, Bia, dás notícias da
Verdade?
A Verdade está no Brasil, padrinho Ari. Numa cidade