quinta-feira, 7 de agosto de 2025

O VIZINHO DA ESQUERDA

 


Desse vizinho, Jorgel e Josélia só conhecem o som alto de música sertaneja.

Do da direita, conhecem apenas um senhor que fica na calçada coçando minúsculo e ridículo bigodinho.

O vizinho da esquerda sempre liga o som alto por volta das dez horas da noite. Mas o som é desligado tão logo o casal chega à calçada a fim de reclamar. O peste advinha, brincam os recém-casados.

Jorgel e Josélia estão casados há dois meses. Moram naquela casa há uma semana. A casa precisa de boa reforma. Dizem que é mal-assombrada e tal, mas o baixo preço de compra tinha dado a coragem para o casal peitar assombrações.

Até que naquela tarde-noite de sexta-feira, o casal está se apeando da moto no momento em que o vizinho da esquerda está subindo num táxi:

“Quero falar com vocês”, gritou.

“Que homem mais feio. É todo mal repartido”, falou a Josélia, apoiando-se no marido, como a antever algo perigoso.

Deve vir se desculpar pelo som alto, sussurrou o Jorgel.

Preciso do PIX de vocês.

Quê? PIX? Pra quê? Nem nos conhecemos... Como assim PIX? Pensamos que o senhor estava querendo se desculpar pelo som alto. O senhor podia...

O PIX, homem. Todas as noites escuto vocês fazendo planos para a reforma da casa. Quero ajudá-los. Adoro vocês. Formam um casal lindo. Agora me dê o PIX.

Não podemos..., gaguejou o Jorgel, mas o desfecho do gaguejo foi brecado por encoberto beliscão, visto a Josélia imaginar o marido conjugando um verbo errado depois do podemos. Josélia trocou o suposto verbo:

Não podemos conversar dentro de casa?

Sim, sim. Vou dispensar o táxi e desmarcar um encontro com uma garota de programa

.

Pronto. Agora botem num papelzinho o PIX dos dois.

O vizinho dedava no celular o papelzinho lhe dado pela Josélia e comentava:

Josélia. Nome tão lindo quando você, vizinha. Jorgel. Nome tão viril quanto você, vizinho.

Não custava nada ler o iluminado “PIX” na tela do celular, fechar a boca e dar um “Obrigado Sr. Isaias”, mas o casal permaneceu de boca aberta e olhos aboticados nos valores: Jorgel R$ 25.533,77 e Josélia R$ 36.644,88. Mãos dadas, olhos no celular um do outro, o casal ouviu a explicação do feioso vizinho.

Essa grana é só para acalmar o espírito planejador de vocês. Não vão precisar dela pra reformar a casa, pois imagino que aceitarão a proposta que lhes farei em minutos.

Pelo amor de Deus... O senhor, senhor, senhor...

Isaias. Meu nome é Isaias, Jorgel. Sou paulista, filho de nordestinos. Tinha 9 anos quando meu pai abandonou minha mãe. Dias depois, a mãe morreu atropelada. Tenho 39 anos, 30 deles morando na rua. Desasnei lendo jornais velhos. Aí o povo de Deus que deixava sopão pra gente, sentiu minha queda pela leitura e começou a me dar revistas usadas e livros diversos. Acabei me apaixonando pela leitura. Nessa toada, aprendi francês, alemão e inglês.  Mas sou bom mesmo é em matemática. Transformo tudo dos sapiens em matemática. Sou discípulo do Pitágoras.

O comportamento humano, Josélia, é forjado no costume, que forma padrões, que criam rastros numéricos, que podem ser reduzidos entre o zero e o nove. Esse caminho monta o belo jogo da vida. O tabuleiro desse jogo chama-se agora, a moeda chama-se interesse, o ganho chama-se plenitude, a perda chama-se inquietude, o fim chama-se infinitude.

Pois bem. Há cerca de quatro meses, ganhei uma bolada na Mega-Sena e saí da rua. Então certa ordem psíquica mandou-me para Natal. Cheguei sexta-feira passada neste casarão, um dia antes de vocês chegarem. Mas morro de medo de morar sozinho, Josélia. Durmo num cômodo dos fundos, onde fumo baseados, preparo meu chá, bebo vinho, assisto a filmes pornôs e escuto música clássica. Não sei a que som alto se referiu, Jorgel, já que ouço músicas pelo celular. O som deve vir do vizinho da direita. Ou são dejetos do condicionamento de vocês. Outra coisinha: sou bissexual.

Ah, a proposta. Estou lhes propondo o emprego de secretário. O salário mensal de cada um será de R$ 102.324,56. A única condição é dormirem comigo. Darei mais detalhes depois do sim de vocês. Então...

Estou esperando o sim, gente. Alô, professor Jorgel. Estou na escuta. Você me ouviu, professora Josélia?

Dr. Isaias, o doutor há de convir que nosso encontro, seu relato, sua proposta, enfim, formam um contexto pra lá de surreal. Não dá pra responder assim de supetão. Podemos lhe dar a resposta amanhã? Além do mais, parece que o doutor advinha. Como sabe que somos professores? Mais. É impossível o doutor nos escutar fazendo planos para reformar a casa.

Não adivinho, Jorgel. Apenas sou perito em ler padrões comportamentais. O lado docente está na postura de vocês. E planejar reforma numa casa deteriorada é a coisa mais normal no mundo dos sapiens. A resposta não pode ser amanhã, Jorgel. O amanhã não existe. É tão só um referencial. O jogo da vida acontece agora. Se ficarem pensando até amanhã, serão ludibriados pelos condicionamentos alojados no inconsciente. Resultado desse padrão é o cérebro meter medo em vocês. Ele vai dizer que sou um piradão, que de esmola grande cego desconfia, que sou um magnata das drogas, essas coisas. O cérebro é um idiota acomodado que prefere a coisa ruim conhecida ao bom desconhecido.

Precisam, vizinhos, acionar a consciência para fugir desse idiota. O cérebro da inconsciência não é você, Josélia. Se depender dele, você não vai viver. Vai só existir. Ninguém sai do impasse da dúvida com o mesmo nível de consciência com o qual entrou. Precisa elevar a consciência, Josélia. Faça isso, e a consciência lhe dirá que cavalo selado não costuma passar duas vezes na frente de ninguém.

O doutor é bem persuasivo. Acho que podemos tentar, não é, amor?

Jorgel, meu querido, tentar, assim como o amanhã, não existe. Tentar é mais uma artimanha do cérebro. É desculpa para o ilusório amanhã. Ou vocês pegam o emprego ou não pegam. Podem trabalhar apenas um dia e informarem que não querem mais. Da mesma forma que posso dispensar vocês a qualquer momento. Mas, vejam, agimos. Ninguém tentou nada.

Bom. Vou transferir o agora para daqui a 10 minutos. Se não me procurarem em 10 minutos, vou entender que rejeitaram o emprego. Com licença.

Então. 3 desses 10 minutos o casal gastou se olhando. Jorgel rompeu o silêncio fugindo do mérito da proposta:

Não atino, amor, o porquê de o piradão nos informar que é bissexual e de ter usado a expressão “dormirem comigo”.

E o olhar de pua. O pretidão dos olhos parece nos furar. Ele é aluado, amor. É o jeito de ele se expressar, contrapôs Josélia. Quer saber, sorriu Josélia, levantando-se e pegando a bolsa.

Encontraram Isaias com uma caneca de chá na mão:

Obrigado, vizinhos. Vou adiantar o ordenado do primeiro mês, disse Isaías, mexendo no PIX celular. Vejamos agora a tarefa de vocês para amanhã. Contratem um serviço de churrasco, pois pretendo, no domingo, dar uma festa de boas-vindas para a vizinhança. Vou convidar o Dr. Rodolfo, o vizinho da direita de vocês, e as duas lésbicas da minha esquerda. Fiquem à vontade para convidar quem lhes convier. Na segunda-feira, contratem uma cozinheira, uma faxineira e uma professora de piano. Todas na faixa dos 30 anos e tão lindas quanto você, Josélia.

É isso. Agora façam um jantar pro nosso aconchego. A garota de programa, a Miraia, deve chegar em instantes. O que sugere pra janta, Josélia?

Jorgel é especialista em lasanha, Dr. Isaias.

Ótimo. Compre os ingredientes ali no Bonamezza, Jorgel. Mas, espere, faremos logo o brinde inaugural de nossa parceria, falou, indo ao cômodo dos fundos, voltando com uma garrafa de vinho e três taças.

Ah, Dr. Isaias. Não bebemos. Somos evangélicos.

Sério, Jorgel? Não entendo como algo tão elementar escapou de minha percepção. É uma pena, é uma pena, é uma pena. Mas compre os ingredientes da lasanha, sapiens infantil.

Jorgel vai. Mas, em segundos, chega um zap no celular da Josélia:

“O piradão vai nos dispensar, amor. A repetição de é uma pena, é uma pena, é o sinal. Faça alguma coisa. Não podemos perder a grana desse aluado.

Josélia ainda oferece tratos à bola quando o marido chega com as compras, prescrutando-a com o olhar. Com a chegada do Jorgel chega também a salvadora saída. Josélia dá escandalosa risada e fala entre sorrisos:

Meu marido tem essas ideias brincalhonas, Dr. Isaias. Ele apenas quis saber se o doutor adivinha mesmo. Por isso lhe disse que somos evangélicos. Não somos. Adoramos vinho, Dr. Isaias.

Brindemos, então, minha linda, disse Isaias, enchendo de vinho as taças. À nossa união, exclamou, beijando a face de cada um.

Trêmula, Josélia sentou-se. Não entendia como singelo beijo dado por um homem tão feio fora capaz de deixá-la tão acesa, a ponto de umedecer as entranhas libidinosas.

Jorgel, por sua vez, correu pra pia a fim de preparar a lasanha. Era hétero oficial, mas o beijo do pinel lhe acendera sentimentos inconfessáveis. Chegou a se benzer.

Miraia chega e se senta no colo do Isaias. O jantar consome três garrafas de vinho, inúmeras picardias e boas gargalhadas. O sono chega. Isaias e Miraia vão mostrar os aposentos onde o casal JJ vai dormir. O sono sai.

Ia dar três horas da manhã quando Isaias vai para o cômodo dos fundos. O casal JJ e a Miraia ficam dormindo. Isaias toma um chá e pega no sono.

O churrasco é uma festa só. Isaias faz um discurso e, numa fala infantil, revela que ganhara 400 milhões numa Mega-Sena. A Festa fica se repetindo em qualquer dia e hora da semana. A cozinheira, a faxineira e a professora de piano já dormem na casa. A Miraia também. Mas nem sempre dorme com Isaias.

Em certo churrasco noturno, cai uma bomba:

Isaias é filho do Sr. Rodolfo.

Rodolfo, o vizinho da direita do casal JJ, deu a explicação:

Nas conversas entre Isaías e ele, algumas particularidades começaram a se unir, então concordaram em fazer uma acareação de DNA.

Era de se esperar sorrisos, abraços, palmas, essas coisas, mas o entusiasmo dos circunstantes acabou não sendo essas coisas toda. Pelo contrário. O churrasco ficou morno.

Bom. Passam dois meses, Isaias diz a Jorgel que vai passar a tarde numa biblioteca. Isaias tem o costume de não sair de casa sem não dizer pra onde vai.

Mas Isaias não volta. Nem informa o porquê. Seu celular está desligado. Ninguém da casa dorme naquela noite. Nem na seguinte. Conjecturas e mais conjecturas. No entardecer do terceiro dia, porém, uma eufórica Josélia corre gritando pela casa. Isaias enviara este zap pra ela:

“Amada Josélia, reúna-se com Jorgel, Rodolfo e Miraia, às 19 horas e 33 minutos na sala de jantar. Soltarei uma granada telepresencial no grupo”.

Os celulares do grupo se iluminam nos minutos marcados. A granada vai explodir:

“Beijos, queridos. Preciso lhes dar ciência de certas coisinhas. Ouçam a primeira. Formulei o padrão numérico dos 10 sorteios administrados pela CEF. Ganho na modalidade que quiser e na variante que me convier. Vou enviar as fórmulas apenas para o e-mail da Miraia. Está tudo explicadinho e exemplificadinho, querida. Memorize as fórmulas e jogue imediatamente no mar os dispositivos. De imediato, repito. Espero que tenha noção do poder ao seu dispor, Miraia.

Estou nos Estados Unidos, no Texas, por onde dei o pontapé na missão de formular os padrões estatísticos das loterias do mundo inteiro. Tenho projetos assistenciais para empregar os recursos adquiridos. Conto com Jorgel, Rodolfo e Josélia no gerenciamento desses projetos humanitários.

Em minutos, queridos, a CEF sorteará os números da Quina e da Mega-Sena. Conheçam os números da Quina: 14-24-37-58-70. Da Mega-Sena: 4-5-6-15-30-50. É isso. Estarei com vocês em breve”.

Olhar distante, dedos tamborilando, mãos no queixo, o grupo parece ter ensaiado o simultâneo levantar-se da cadeira. São 20 horas e 33 minutos. O “em breve” do Isaías consome uma hora. Isaías acaba de chegar. Equilibra duas bandejas nas mãos: uma com chá, outra com vinho:

Boa noite, queridos. Sentem-se, por favor. Brindemos com este chá especial o nosso reencontro. Não estava no Texas, amados. Não, embora pretenda iniciar por lá a minha estratégia de equacionar os padrões lotéricos mundiais. Estava no sótão de meu cômodo preferido. Sabia da imperspicácia do grupo em me localizar, assim como a de não ver as quatro câmeras camufladas nesta sala, o que me fez analisar o satânico olhar de cada um. Era meu sonho reunir dois homens e duas mulheres estressados pelo extremo interesse material, como o de saberem antecipadamente os milionários números de uma loteria.

O olhar de surpresas não mente, visto não ter vindo do inconsciente ou do consciente, mas do instinto. Seja o da compaixão, seja o da danação. A bilionária notícia dos padrões lotéricos no e-mail da Miraia mostrou-me o olhar da danação de vocês quatro.

O olhar da Miraia construía a morte de vocês, já que ela temia ser morta em razão de guardar o bilionário segredo. O olhar do Jorgel e da Josélia se conectavam, como se dissessem “precisamos conversar”. O olhar do Rodolfo... Ah, esse olhar dispensa surpresas. Vive direto na danação. Rodolfo é um crápula de plantão. Vejam do que ele foi capaz:

Ciente de minha condição de rua, esse senhor foi bolando determinados contextos, tipo nome de minha mãe, bairro onde ela morava, cidade natal dela, essas coisas. Dava-lhe cordas para as cafajestagens, porquanto antever a intenção. Até que ele me “convenceu” a fazer o teste de paternidade. Desconheço quanto ele pagou ao corrompido laboratório, certo é que, testemunharam vocês, esse sacripanta era só sorrisos no churrasco em que me chamava de filho. Imagine, Miraia, do que esse senhor será capaz de fazer com você. Mas não vai acontecer nada, querida.

Lamento decepcioná-los, mas não sou maluco para enviar padrões de acertos lotéricos para a Miraia. Torná-los cientes disso, contudo, termina sendo irrelevante, já que perderão a memória desta conversa em escassos segundos. O chá que tomam, queridos, atingirá o efeito máximo em 40 segundos. Usarei esse tempo para ir ao banheiro. Na volta, tomaremos vinho:

Boa noite, queridos. Quero me desculpar pela displicência de viajar sem tê-los avisados. Brindemos o reencontro com vinho, amados? O senhor, Sr. Rodolfo, está fora do brinde. O senhor é um cretino da pior espécie. O senhor não pode ser meu pai. Tenho 79 anos. O senhor tem 61. A conta não bate. Devo a aparência de 39 anos ao uso de um dos meus chás. A propósito de chá, amada Josélia, suponho que você, assim como a Miraia, a cozinheira Claudinha, a faxineira Kelce e a pianista Mônica, estão desconfiadas de que estão grávidas. Estão, sim. E de gêmeos.

Vejo a incredulidade no rosto de vocês. Mas ela irá embora assim que absorvam este brevíssimo contexto histórico.

Durante milênios, habitaram o mundo os Habilis, Ergasters, Erectus. O último desses hominídeos chamava-se Neandertal. Grande parte dos neandertais viveu onde hoje situam-se Portugal e Espanha. Uma parte menor viveu nas américas, especialmente onde ficam hoje os Estados Unidos. Os neandertais europeus tinham a plenitude da imaginação e cultivavam extremada convivência coletiva. Perceber e despertar era a rotina deles.

A parte americana, porém, vivia num miserê só, digamos assim. O que acontece. Lotados de frustração, os neandertais americanos invadiram a parte europeia e saíram se apoderando de tudo, matando os irmãos, cometendo mil e uma estrepolia. Por fim, ganharam o mundo, descobrindo coisas, é verdade, mas dizimando qualquer nicho de hominídeos que viam pela frente.

Resultado: em razão do caráter desbravador dos neandertais americanos, antropólogos e historiadores (liderados pelo Heródoto) relevaram o lado sanguinário deles e começaram a denominar esse povinho de Homo sapiens, como se, do nada, o cosmo parisse uma legião de hominídeos dotados de sapiência, sabedoria, sensatez, essas coisinhas. Não tem sentido essa denominação.  Essas coisinhas – esta é a verdade – morreram com o extermínio dos irmãos desse povinho. E exterminados por esse povinho. Povinho que vê a vida começando pela extorsão. E não pela imaginação. Daí que, por ferir o bom senso e matar a lógica, é tremenda aberração histórica denominar os humanos atuais de Homo sapiens.

Não existe a espécie Homo sapiens. Existe a espécie Homo neandertal. E grande parte dos neandertais – grande mesmo - transporta o insano genes dos neandertais dizimadores, adquiridos por meio da milenar cultura genética. Cultura que foi se aperfeiçoando a ponto de a insanidade ser hoje um valor social: ser estúpido é ser chique. E a moda é ser intolerante. Orgasmo não é mais coisa de sexo. É coisa de excessos.

Não existe faxina que acabe a estupidez sapiens. Precisamos começar do zero, caso queiramos construir o bem-estar coletivo, ponto de honra dos cordiais neandertais. Pra isso, precisamos arregaçar as mangas – ou outras peças – a fim de botar no mundo a geração S. S de sapiens, naturalmente..

Estou fazendo a minha parte. Tenho o neandertal costume de fazer e tomar certos chás.

Não vejo mais incredulidade no seu rosto, professora Josélia.

Pode me deixar no aeroporto, professor Jorgel? Vou para os Estados Unidos.

 

E aí, leitores e leitoras neandertais raízes? Estão fazendo a parte de vocês? Tenho estoque de chá. Podem usar os comentários abaixo para me pedir. Não fiquem acanhados.

 

No 08 do 25,

TC


2 comentários:

Anônimo disse...

Não sei o senhor, mas anotei aquela combinação para jogar na mega sena, vai que dou sorte né.
Dei boas gargalhadas, que trama embaraçosa, até o bonamezza fez parte da história. Se ganhar na mega não se preocupe não vou propor absolutamente nada mas certamente irei tomar boas bebidas japonesas e tomar banho nas águas termais que lá existe. O churras deixa pra volta anônima K.

Damião dfs disse...

Eu também vou anotar a combinação de números pra jogar na Mega-Sena.