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COISAS DE MATUTO
Lamento,
Sr. Mião. Só me resta pedir desculpa. O senhor seria o próximo.
Acontece.
Acabo de lhe tirar a culpa, minha jovem. Sua. Da clínica, não. Mas médica nem
pensar. Prefiro um médico.
Por
que não médica, Sr. Mião? Ah, desculpe de novo. Não devia ter feito a pergunta.
Saiu sem eu querer.
Acontece.
Concedo-lhe a indulgência, minha jovem. Presciência. Chama-se presciência a
minha resposta. Por gentileza, pode cancelar.
Podia
ser pela incomum linguagem, talvez pela voz de trovão, quiçá pela baixíssima
estatura de cabeça raspada, quem sabe pelo bermudão na batata das pernas e o
camisão quadriculado, mas possivelmente pelo conjunto da obra, certo é que o
Mião estava acostumado a ver ambientes lhe dirigir sorrisinhos irônicos e a
ouvir pelas costas o “que figura!”. E gostava da exclamação.
É.
É, sim, costuma discordar Mião. Mião para os estranhos, já que os amigos o
tratam por BIS. Chamam-no assim em razão do óbvio Baixinho Invocado. O S entra
em virtude da extrema empatia que dele brota. Junta menino a fim de ouvi-lo. Mião
só se chateia quando querem paparicá-lo e soltam a corriqueira expressão de que
tamanho não é documento. Discorda assim:
Tamanho
é documento, sim. Raciocinem, amigos.