Palavras - 10 e 12 da manhã, tomo um cafezinho, acendo um cigarro, ligo o notebook: o parceiro trava. Fumante passivo, meu sócio costuma me cancelar nesses momentos. Levanto-me da rede e vou pegar o jornal, a Tribuna do Norte. Volto: o parceiro está solto. Dou uma corujada na Folha e no Estadão, entro no Instagram e encontro Fernanda Torres falando das sandálias havaianas, enquanto, abaixo, nos comentários, picuinha e narrativa disputam uma partida de imbecilidade apitada pelo patético. Dou uma rolada na tela, aparece o deputado federal Sóstenes Cavalcante. O deputado fala da bufunfa de 430 mil reais encontrada no apartamento dele. Papel-roteiro na mão, o deputado gagueja a explicação: a bufunfa viera da venda de um imóvel. “Minha Nossa Senhora”, escuto dos botões, ao ouvirem etcetera e tal como base para explicação. Entro nos comentários do vídeo e me deparo com o que está me fazendo escrever estas tolices. Curtinho o comentário: “É só pôr o pingo nos is e veremos que o deputado acha que somos pacóvios”. Desconheço o vocábulo pacóvio, mas o contexto me leva