“Francisco se
foi um dia após a Páscoa. Não acredito que isso seja coincidência. Agora é hora
de reerguer os pilares que foram sendo esfarelados. Que venha um papa
conservador, que coloque Cristo – e não o comunismo – no centro”.
“Menos um comunista na terra. E já vai
tarde”.
“Mais duas idiotices brasileiras. E já
chegam podres”.
Existem mais falas fedorentas sobre o
papa Francisco na Folha de São Paulo, mas bastam essas duas podres
para o que pretendo desenvolver. A primeira estragada é de uma vereadora de
Porto Alegre, Mariana Lescano (Progressistas). A segunda bichada é de dois
policiais paraenses. A terceira, a cheirosa da creolina, é deste escrevinhador.
É bom dizer que a vereadora tem completa liberdade de expressar idiotices num
contexto de política partidária. E os eleitores/ leitores, por óbvio, de contestá-la
com base na fidedigna história cristã.
E o que diz essa história? Diz que incomodado
com a opressão de sua gente pelo império romano, Jesus saiu dizendo aos
patrícios que eles tinham a capacidade de fazer escolhas conscientes. Com isso,
Jesus dava propósito de vida e poder à sua gente. Jesus sabia que não devia
fazer concessões, passar pano, essas coisas, para o autoritarismo do império
romano. Precisava ser firme. Então Jesus usou a parábola “Não convém usar pano
novo como remendo para vestes velhas, já que o remendo logo ficará imprestável”
e enfrentou a tirania romana com destemor.
Chama-se de revolucionário o indivíduo
que é favorável a transformações radicais no campo político e social. Chama-se de
subversiva a pessoa que subverte uma ordem estabelecida. Daí que Jesus foi
revolucionário e subversivo. Contudo, certas lideranças do cristianismo fazem
beicinhos para as duas palavras. Mas predicativos não são dados pelo que querem,
e sim pelo que requerem as atitudes. Jesus, na linguagem de hoje, foi esquerdista,
socialista, comunista, progressista. Istas
esses que a nobre vereadora (progressista?) não quer do novo papa. Mas quer
Cristo no centro do poder religioso. Cristo conservador? Contradição ou
idiotice?
Convém