O DILEMA DE FÁTIMA
Naturalmente
bela e brincalhona, Fátima estava se achando feia e ranzinza. A culpa pelo
desconforto era daquele praga.
“Aquele praga”
era como Fátima se referia ao ex, conquanto ela própria relutasse em se
considerar ex, porquanto ficara dependente do praga sedutor. Qualquer sinal de
contrariedade e lá estava o solícito aos seus pés. Daí que cinco dias de
separação eram insuficientes para vê-lo somente na memória, pela boca do povo,
como se diz.
Fátima
decidira passar a semana santa na fazenda da avó. Via no sossego do campo
emplastros para a inquietude. Encharcara-se com a água da cisterna, vestira uma
roupa levíssima,