Que título esquisitão é esse,
gente? Vou explicar a esquisitice.
Jakeline - escritora potiguar.
Voltaire – escritor e filósofo francês. Morreu em 1778. Dostoiévski – escritor
e filósofo russo. Morreu em 1881. Nietzsche – escritor
e filósofo alemão. Morreu em 1900.
Pensamento marcante do Voltaire:
“Se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo”. Pensamento marcante do
Dostoiévski: “Se Deus não existe, então tudo é
permitido”. Pensamento marcante do Nietzsche: “Deus está morto”.
Há diversos pensamentos marcantes
na literatura de J Santiago, mas ela não está aqui em razão deles, mas de uma
resenha que escrevi sobre o seu histórico Jumento Fantasma (post Emblemático
julgamento STF, abaixo deste. Recomendo a leitura). Na resenha, repito o meu
clichê predileto, que julgo em sintonia com os marcantes pensamentos desses festejados
filósofos. Apreciem o clichê:
“Liberdade não é um conceito
humano. É o preceito divino criador do universo. Tudo de bom no mundo é fruto
da liberdade. E tudo de ruim é fruto da distorção da liberdade”.
Pois é. Deus criou o universo –
e não só o mundo dos humanos – a partir do amor infinito e incondicional, cuja
palavra síntese chama-se liberdade e cujo veículo propagador chama-se espírito.
Acontece que a distorção da liberdade vem ganhando de goleada da divina
aplicação dela. É preciso entender que Deus colocou o livre-arbítrio – a alternativa
de o ser humano abandonar atitudes inconsequentes - no pacote da liberdade. Sabia
Deus do risco de confundirem liberdade com ilegitimidade. É preciso entender,
ainda, a complexidade do termo liberdade. A genuína liberdade, atentem pra
isso, consiste em você não fazer o que quer fazer. Uso a liberdade quando quero
fumar e não fumo, por exemplo.
Agora vejamos o que disseram os
caras ali de cima:
“Se Deus não existisse, seria
necessário inventá-lo”. Se Deus não existe, então tudo é permitido”. “Deus está
morto”.
O que esses caras disseram é que sem as diretrizes e a crença num legislador universal, Deus, o mundo
seria uma baderna de vontades. Os caras falavam de dinâmico sistema ético existente no espírito humano. Os caras só não usaram “livre-arbítrio e liberdade” porque sabiam que eu usaria essas palavras séculos depois. Nietzsche foi incisivo:. “Deus está morto” quer dizer que a permanente distorção da liberdade vinha matando a bendita diretriz de Deus. É lógico que a frase é força de expressão, já que a liberdade – ou Deus - vive nos abraçando em todos os lugares. Mas também é lógico que a distorção da liberdade está ganhando espantosa velocidade. Distorce o líder religioso quando pede dinheiro aos seguidores a fim de lhes dar a salvação. Distorce o líder político governante quando nega aos governados a decência do bem-estar. Distorceu o eletricista do Jumento Fantasma, o livro da Jakeline Santiago que descreve a morte do Juquinha. E distorceu o motorista que deixou o carro obstruindo a garagem daqui de casa.Pensaram que eu tinha esquecido
a garagem do título, não pensaram?
Esqueci não. Não podia esquecer.
Foi ela, a garagem, que me mandou escrever este textinho. Começou assim. Alguém
achou que tinha a liberdade de deixar o carro obstruindo a garagem da Buscapé. Cadê
Bruno poder sair? Da distorção do motorista restou apenas contrariedade, é
certo, mas não é incomum esse tipo de distorção terminar com canela sangrando,
dente quebrado, maca de hospital, vela de cemitério e macacão de presídio.
Tudo de ruim.
Convém lembrar de que o bíblico “imagem
e semelhança” significa a liberdade divina espelhada nos humanos. Daí que o ser
humano é cocriador da obra suprema.
A liberdade – ou criador, ou
Pai, ou Deus - precisa ser reverenciada e regada segundo a segundo.
No 12 do 25,
Libertário TC
Um comentário:
A história da garagem foi inspiradora mesmo. Kkkkk
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