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Olá,
gente,
Para
saber o porquê desta carta, seria interessante que lesse a postagem anterior, a
PARTEIRINHAS SACANAS, de 20/7. Mas como conheço a preguiça... Ah, desculpa. Vou
dar umas dicas a fim de que se enamore pela carta. Trata-se de um livro que
estou escrevendo e postando aqui. Ocorre que as parteirinhas malucas me
obrigaram a parir dezenove textos esdrúxulos. Alguns sem vogais, outros sem o
que, se, sua, minha, vários sem adjetivos, advérbios e loucuras mais. Elas dizem
que escrevo mal e estão me punindo, entenderam? Mas me darão um prêmio se eu me
sair bem.
Este
é o texto sem o “A”, portanto.
É
sério?
É.
Comprove.
(E
aí, meus quatros leitores cativos. Cadê o comentário sobre a abertura do livro,
a postagem das Parteirinhas Sacanas? Apenas dois de vocês comentaram, meu? Misericórdia).
CARTA DE AMOR –
ESCRITA SEM O “A” DE AMOR
Respeitosos
cumprimentos, modelos do Olimpo,
Modelos pelo óbvio, pois
exibem deleite, requinte, meiguice, esplendor. Do Olimpo, porque
produzir seres divinos é privilégio dele. Vênus, sim. Vênus de pele, osso, ouvidos,
olhos, peitos, pescocinho, colinho, joelhinhos, pezinhos, dedinhos. E de complementos
íntimos como libido, desejo, ciúme, enlevo, gosto, ledice. Tudo e todos mexendo
comigo. E com outros homens, por evidente. Nossos suores e frios eróticos provêm
de seus sorrisos libidinosos, Vênus. Percebem esse poder e os consequentes mexidos?
Olhem só, no último
domingo, o dos insólitos pedidos linguístico, fez cinco meses que nos
conhecemos. No boteco 891, quero dizer. Porque em sonhos... Sonhei muito com
vocês, Vênus.
Escreve bem, meu nobre. Que
início, que fim, que lirismo. Tirou-me o sono. Precisei me entupir de certos doces,
legítimos substitutos dos doces certos. Deixou-me de pelos erguidos, TC. Esses
e idênticos