Parte da culpa é dela - mas sou puto com ele
Por que parte? Porque lhe
faltou vivacidade para antever distorções de sua atitude imprudente.
Convido-os, então, para uma
viagem nas particularidades deste texto. Vamos por parte (mas não nas sanguinárias
do Jack, o esquartejador inglês).
Primeira parada. Suntuoso
palácio brasileiro. Palácio do planalto. Que curiosa esta sala. A plaquinha na
porta é surreal. “Sala do tosco, velhaco e cretino”. A sala do presidente
Bolsonaro, não? A plaquinha quer dizer, por certo, que ali se acomoda um rapaz de
intelecto desajeitado e sem jeito de presidente. E né não, é?
Tosco é o sujeito inculto,
grosseiro. E o que o presidente faz com a imprensa - sobretudo com as mulheres?
Velhaco é o sujeito que
se faz de autêntico, ingênuo, mas age com malícia ou esperteza. E o que o
presidente faz Brasil afora, com o pretexto de assinar ordem de serviço de uma
estrada, numa descarada campanha eleitoral fora do tempo?
Cretino é o sujeito que sofre de cretinismo, o
que o torna inapto para certas atividades, já que apresenta elevados níveis de
idiotice e estupidez. E o que o presidente deixa de fazer para abrandar o
sofrimento brasileiro em razão da pandemia?
E surreal é aquilo que
denota estranheza, transgressão da verdade, prevalência do absurdo. Daí que não
destorci nadica de nada. Se existe culpada no pedaço é a língua portuguesa.
Agora paremos no
Ministério da Educação. Aqui a plaquinha (tá até enferrujada) é de filho da
puta, filhos da puta e filhas da puta (assim pra não deixar ninguém de fora) dos
governantes que deixaram e deixam milhões de brasileiros saberem o que é um “A”
e um “O” tão somente porque um é cangalha e outro é bola.
Filho da puta, gente, é o nome de um cavalo do Sir. William Barnett. Barnett... Seguinte.