domingo, 27 de junho de 2021

Parte da culpa é dela - mas sou puto com ele

 


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Parte da culpa é dela - mas sou puto com ele

 

Por que parte? Porque lhe faltou vivacidade para antever distorções de sua atitude imprudente.

Convido-os, então, para uma viagem nas particularidades deste texto. Vamos por parte (mas não nas sanguinárias do Jack, o esquartejador inglês).

Primeira parada. Suntuoso palácio brasileiro. Palácio do planalto. Que curiosa esta sala. A plaquinha na porta é surreal. “Sala do tosco, velhaco e cretino”. A sala do presidente Bolsonaro, não? A plaquinha quer dizer, por certo, que ali se acomoda um rapaz de intelecto desajeitado e sem jeito de presidente. E né não, é?

Tosco é o sujeito inculto, grosseiro. E o que o presidente faz com a imprensa - sobretudo com as mulheres?

Velhaco é o sujeito que se faz de autêntico, ingênuo, mas age com malícia ou esperteza. E o que o presidente faz Brasil afora, com o pretexto de assinar ordem de serviço de uma estrada, numa descarada campanha eleitoral fora do tempo?

 Cretino é o sujeito que sofre de cretinismo, o que o torna inapto para certas atividades, já que apresenta elevados níveis de idiotice e estupidez. E o que o presidente deixa de fazer para abrandar o sofrimento brasileiro em razão da pandemia?

E surreal é aquilo que denota estranheza, transgressão da verdade, prevalência do absurdo. Daí que não destorci nadica de nada. Se existe culpada no pedaço é a língua portuguesa.

Agora paremos no Ministério da Educação. Aqui a plaquinha (tá até enferrujada) é de filho da puta, filhos da puta e filhas da puta (assim pra não deixar ninguém de fora) dos governantes que deixaram e deixam milhões de brasileiros saberem o que é um “A” e um “O” tão somente porque um é cangalha e outro é bola.

Filho da puta, gente, é o nome de um cavalo do Sir. William Barnett. Barnett... Seguinte.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

CLÓ O AMANTE E O MT

 

                                              Demi Moore - Proposta Indecente 


CLÓ O AMANTE E O MT

 

Desde dezembro do ano passado, 2020, que a Demi não falava comigo. Vivia emburrada porque eu me esquivava das investidas dela. Mas ontem um apitinho do  WhatsApp me informava que a insensata estava de volta:

Desculpa não ter falado contigo antes, MT. É que a impiedosa me pegou de jeito. Não tinha ânimo pra nada. Tinha receio até de digitar. Imaginava um corona mordendo-me os dedos, eu coçando os olhos sem querer e o infeliz querendo juntar-me os pés. Minha sorte foi a Fernanda. Ela deixou um saco de estopa cheio de dedais na porta de meu apartamento. Grampeado no sacão o bilhetinho:

Passei por isso, amiga. Digite com um dedal. Assim não vai coçar os olhos.

Segui os conselhos dela, MT. Fui perdendo o medo e com quinze dias estava boazinha. Boazinha, vírgula. Só saio do apartamento para exames médicos. Mas a clausura tem me trazido reflexão. Daí que te faço uma pergunta, MT.

Agora, gente, preciso explicar quem é a Demi.

Chamo a Clotilde de Demi porque ela é escritazinha a Demi Moore do filme Proposta Indecente. Cagado e cuspido, como dizia vó. A Demi de cá tem os mesmos 31anos de quando a Demi de lá estrelou a Indecente. De mais a mais, as duas são divertidíssimas, brincalhonas. Gozadoras por excelência, digamos assim. A Demi, a daqui, é viúva de meu primo Bião. Ela quer porque quer ter um caso comigo. Não quero:

Você só tem 1 ano e 3 meses de viuvez, Demi. Não vai rolar nada entre nós antes de 2 anos. Deixe de ser insensata, mulher. Essa conversa aconteceu em dezembro, mas a Demi começou a me chamar de Matuto Tião – MT - 22 dias depois de o Bião morrer. Bom, a pergunta dela:

Tu és não binário, não é, MT?