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A LIÇÃO DE JL
(Duas mil e cem palavras, doze
minutos de leitura. Vai? Então vamos. Se não for, a amizade é a mesma),
Ainda bem que eram aparas de grama.
Algo mais sólido teria machucado o pé e adeus o joguinho de futsal.
Idiota. Se enxergue, menino. Nunca viu
mulher não, moleque?
Desculpe, moça. É que...
O humilhado travou a explicação, já
que a deseducada não o ouvia: mal calçou a arrogância e já saiu pisando a urbanidade,
como se o gesto de encantamento do moleque fosse fugitivo de uma mente maligna.
Que anta é uma, avaliava o moleque,
despejando as sobras do jardim numa carroça de entulhos e dirigindo-se para a Sede
dos Campeões. Idiota! Idiota se a sacola tivesse caído nos pés dela. Mas seria compreensível,
pois dava para ela imaginar que eu não tinha tido a intenção. Foi meu olhar
bater nela e a sacola cair junto com o queixo. Fazer o quê? Mas fui idiota por
ter pedido desculpa sem necessidade. Mulher ignorante da bexiga. Quem será?