O Bião reapareceu, gente. O
azoreta adora pegar no pé de escritores. Já azucrinou o Veríssimo, o Braga, o
Drummond. Hoje ele trouxe belíssima crônica do Fernando Sabino. “Sabino, Tião,
distorceu os fatos. Aquela história não foi bem assim. Sabino foi ingênuo. Vou
falar pra você como se deram os acontecimentos”, disse o Bião. Imagina, chamar
o Sabino de ingênuo. Vejam até aonde vai a cara de pau do bicho.
Vou transcrever a crônica do
Sabino e em seguida a versão do Bião, está certo?
O Senador ainda estava na cama, lendo calmamente os
jornais, e eram dez horas da manhã. Súbito ouve a voz do netinho de quatro anos
de idade por detrás da folha aberta, bem junto de sua cabeça:
– Vovô, eu vou te matar.
Abaixou o jornal e viu, aterrorizado, que o menino empunhava com as duas mãos o revólver apanhado na gaveta da cabeceira. Sempre tivera a arma ali ao seu alcance, para qualquer eventualidade, carregada e com uma bala na agulha.
– Vovô, eu vou te matar.
Abaixou o jornal e viu, aterrorizado, que o menino empunhava com as duas mãos o revólver apanhado na gaveta da cabeceira. Sempre tivera a arma ali ao seu alcance, para qualquer eventualidade, carregada e com uma bala na agulha.