Não me toque. Estamos em
sala de aula, sabia?
Não.
Não. Esse estranho título não se reporta à rejeição de alguém a toques de
natureza erótica. Conquanto ocorra num ambiente escolar, a advertência é feita por
um celular para o dono dele e diz respeito ao debate que se faz no país sobre o
uso do celular em sala de aula. Prós e contra ao indefeso têm pra dar e vender
nos meios de comunicação. Um dos contra ao uso – e o que me faz estar aqui – foi
este falacioso aspeado cuja autora me abstenho de citá-la:
“Embora a liberdade seja um
direito fundamental garantido pelo artigo 227, essa liberdade deve ser exercida
com responsabilidade, especialmente no contexto escolar, onde o uso de
celulares pode interferir nos direitos dos outros alunos ao aprendizado e ao
bem-estar. A regulamentação do uso de celulares nas escolas não visa restringir
a liberdade dos estudantes, mas sim equilibrá-la com a responsabilidade de
preservação do ambiente educacional e do bem-estar coletivo”.
Aspas com cheiro de autenticidade, não? Mas só o cheiro. O miolo é falácia pura. Preciso desmascará-la, ainda que