Parte da culpa é dela - mas sou puto com ele
Por que parte? Porque lhe
faltou vivacidade para antever distorções de sua atitude imprudente.
Convido-os, então, para uma
viagem nas particularidades deste texto. Vamos por parte (mas não nas sanguinárias
do Jack, o esquartejador inglês).
Primeira parada. Suntuoso
palácio brasileiro. Palácio do planalto. Que curiosa esta sala. A plaquinha na
porta é surreal. “Sala do tosco, velhaco e cretino”. A sala do presidente
Bolsonaro, não? A plaquinha quer dizer, por certo, que ali se acomoda um rapaz de
intelecto desajeitado e sem jeito de presidente. E né não, é?
Tosco é o sujeito inculto,
grosseiro. E o que o presidente faz com a imprensa - sobretudo com as mulheres?
Velhaco é o sujeito que
se faz de autêntico, ingênuo, mas age com malícia ou esperteza. E o que o
presidente faz Brasil afora, com o pretexto de assinar ordem de serviço de uma
estrada, numa descarada campanha eleitoral fora do tempo?
Cretino é o sujeito que sofre de cretinismo, o
que o torna inapto para certas atividades, já que apresenta elevados níveis de
idiotice e estupidez. E o que o presidente deixa de fazer para abrandar o
sofrimento brasileiro em razão da pandemia?
E surreal é aquilo que
denota estranheza, transgressão da verdade, prevalência do absurdo. Daí que não
destorci nadica de nada. Se existe culpada no pedaço é a língua portuguesa.
Agora paremos no
Ministério da Educação. Aqui a plaquinha (tá até enferrujada) é de filho da
puta, filhos da puta e filhas da puta (assim pra não deixar ninguém de fora) dos
governantes que deixaram e deixam milhões de brasileiros saberem o que é um “A”
e um “O” tão somente porque um é cangalha e outro é bola.
Filho da puta, gente, é o nome de um cavalo do Sir. William Barnett. Barnett... Seguinte.
Sir. Barnett é um inglês criador de cavalos. Quando nasce uma potranca linda, o Sir. dá a ela o nome da consorte, por quem é apaixonadíssimo. Temos assim duas Mrs. Barnett. Tempos depois, Mrs. Barnett, a potranca que virou égua, pega barriga de um garanhão escocês. O que acontece. 11 meses passados, Sir. Barnett janta, acende um charuto, chega a notícia: Mrs. Barnett tem parido formoso potrinho. Barnett corre pro haras e correndo volta pra dar a notícia à Mrs. Barnett, a esposa. É tarde. A amada Mrs. Barnett tem pegado o beco com um garanhão da Marinha inglesa. Daí o galhudo Barnett começa a chamar o potrinho, o filho da Mrs. Barnett, a égua, de filho da puta.É compreensível a revolta
do Sir. Barnett, pois o chifre aplicado em si (si é Barnett, viu) foi realmente
espetacular.
Entenderam, né? A
expressão fdps deste textículo não tem nada a ver com as digníssimas mães dos
mandatários brasileiros. Mas o “puta” é de traição, sim. Puta traição dos
filhos da égua governantes que assumiram e assumem o poder jurando dar educação
de qualidade ao povo. Deram? Dão? A educação brasileira é de dar dó, né não? Os
caras são traíras ou não são?
Estou por ver presidentes
tratarem a educação com sangue nos olhos e faca nos dentes. As galhas da
traição vivem espetando mentes, já que é normal os traídos brasileiros assimilarem
que prometer é executar e confundirem alhos com bugalhos. Questionar é tremendo
palavrão nas ouças deles. Falta-lhes o pensamento crítico adquirido na educação.
Falta-lhes a perspicácia adquirida no pensar de excelência. Por isso, os
“últimos a saberem” vivem copiando atitudes de certos governantes, ficam
defendendo o discurso desses certos governantes e matam o tempo aplaudindo as
insanidades dos ditos governantes.
Chamam isso de efeito
manada. Mas prefiro efeito maria vai com as outras.
Sabe, gente, vou tomar um
folegozinho aqui a fim de lhes falar sobre a estupidez das pessoas que rezam na
cartilha dos dementes governantes. Tenho medo, gente. Do mundo se acabar.
Imaginem uns besourinhos
escapando da Amazônia brasileira. Eles invadem as ventas da humanidade, entram na
imaginação e estraçalham o tesão. O mundo começa a se queixar das broxadas. Mundo,
porque, ao contrário do Homo sapiens, em que a indiferença é a tônica, a
espécie dos besourinhos é solidária. Daí que besourinhos de todas as florestas do
mundo também voam a procura de ar fresco.
Bom. A OMS diz que bastam
30 segundos para que homens e mulheres vejam fedorentas carniças de repulsa
onde antes viam famintas carnes de refeição. Então implora para que indivíduos sexualmente nos trinques
não mantenham contato físico e usem máscaras. Contato físico não é só transar.
É ficarem distantes um do outro em pelo menos 5 metros, visto que a partir de 5
metros o tesão vira simples traço erótico, atributo ignorado pelos besourinhos.
A imprensa escancara: E O MUNDO BROXOU. A OMS solta um comunicado assustador:
“Se não ficarem em casa, seremos
extintos em pouco tempo. A produção de cópias sapiens está em 22% para a
prevista no mês. Recomendamos que os casais façam as devidas combinações com
outros casais, de forma que possibilitem a produção de cópias sapiens”.
É óbvio que não há que se
falar de chifre neste contexto de aflição. Cada um precisa fazer a sua parte.
Mesmo assim, a estupidez sapiens pode ensejar que a parte broxa de certo casal impeça
que a parte sadia pratique o tão desconfortável ato com a parte sadia de outro
casal.
Meu medo 1 é de que a
estupidez daqueles governantes diga que estão querendo espalhar o pânico, que o
povo precisa trabalhar a fim de que o país não quebre, que tudo não passa de
uma broxadinha, que quem fica em casa é maricas e que todo mundo vai broxar um
dia.
Meu medo 2 é de que a
estupidez dos alienados apoiadores/seguidores daqueles insanos presidentes
formem o efeito manada na trilha do discurso deles. Aí, como diz o outro, adeus
tia chica pro mundo.
Verdade é que vivemos sob
esse risco. E parte da culpa, como disse na saída do texto, é dela. Viajemos
pra França?
Lembram do Voltaire?
Voltaire, só pra lembrar, foi um dos mais importantes pensadores do iluminismo
francês. Defensor da ciência, defendia, sobretudo, a liberdade de expressão.
Pois bem. Uma senhora francesa, cujo nome a preguiça está me impedindo de
perguntar ao Google, escreveu a biografia dele e, cheia de boas intenções,
botou isto na boca do filósofo:
“Posso não concordar com
nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de
você dizê-las”.
Ora, Voltaire era doutor
em perspicácia, gente. Não falaria desse jeito de jeito nenhum, porquanto sabedor
de que tamanha ênfase podia dar merda. E se tivesse falado, teria posto travas,
tipo “exceto se, desde que, a menos que”: “Defenderei até a morte, exceto se
forem de negação à ciência. Defenderei até a morte, desde que não sejam para
jogar lama na honra alheia. Defenderei até a morte, a menos que não sejam
deliberadamente seriadas e criminosas”. Fake News, na linguagem da moda.
Buchudas de falsidades, digo eu.
Então, a sentença da
biógrafa foi distorcida. Virou dogma pra muita gente ruim. Esse povo, inclusive
presidentes, se escancham numa suposta liberdade de expressão para subir numa
escada de malfeitos.
Querem tolher a minha
liberdade de expressão. Falam assim e assado os sacripantas.
Liberdade de expressão uma
ova! Liberdade de expressão que pode matar? Não pode, gente. Vejam. Falei em
falar, verbalizar, e não em se mostrar, ainda que o dia a dia desse povo seja
de mortais exemplos. Falei em eles se apoiarem no pseudoaforismo do Voltaire
para espalhar carnificina. Por isso acho que ela tem parte da culpa de certas
coisas ruins que estão acontecendo no Brasil. Mas sou puto com ele. Ele, viu?
Agora, a parte do povo
fora do efeito manada bem que podia usar uma autêntica proposição do Voltaire
para eliminar a iminência das mortes brasileiras. Disse o filósofo:
“Se o homem nasceu livre,
deve governar-se; se ele tem tiranos, deve destroná-los”.
Mas como tirar a coroa?
Voltemos ao Brasil?
Com um paletó de madeira?
Nem pensar. Com um pijama de listas verticais? Talvez. Com uma camisa de força?
Voto nessa.
Ufa! Cansei.
São João do 21,
TC
TIM-TIM
CUIDEM-SE
Um comentário:
Valeu, Tião. Louvável a preocupação de demonstrar que a alcunha fdp, de forma assim generalizada, não esconde misoginia. Sugiro, por via das dúvidas, chamá-los FELAPUTISTAS, termo que é gênero, não predicativo.
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