A PROSA DOS NOVE
Faz quinze dias que não entra sujeira
aqui. Pensei em postar alguma coisa acerca do horário eleitoral, mas acabei
dando preferência a outro escrito. Vejam como as palavras são traíras. Escrevi
“não entra sujeira aqui” querendo ser engraçado com o Pocilga. Depois disse que
tinha pensado no horário eleitoral, mas que dera preferência a outro escrito. Não
ficou parecendo que tachei de sujo o horário eleitoral? Ficou, sim. Longe de
mim tal intenção. Julgo importante e limpo aquele momento, podem acreditar. Às
vezes ele se mostra limpo de bom senso, mas não há de se exigir perfeição em
tudo.
Ah, o outro escrito. Que também não é
sujeira, diga-se.
Ou é?
Sujeira pode até não ser, mas
idiotice certamente o é. Seguinte. O Pocilga tem 135 postagens. Então cismei de
transformar em livro
algumas prosas. Imbecilidade completa. Raciocinem. Escrevi
três livros. A Senhora 2 e o Senhor 2 é o mais velho. Depois veio o
Intuitor Bião. QUÊ?! foi o último. Pela aceitação
pública, os três não dão um. Então por que escrever outro? É ou não é uma
idiota imbecilidade? Ao contrário das pessoas que dizem escrever tão somente em
virtude da íntima satisfação, faço meus rascunhos pensando no leitor. Escrevo e
fico na torcida de que ele goste e me elogie. Não vou mentir! É evidente que
sinto prazer no ato da criação, divirto-me à beça, mas isso não me basta.
Ou basta?
Se basta não sei, porquanto sou
contraditório de nascença. Verdade é que as 21 postagens acabam de formar um
livro. Agora vem a definitiva prova da estupidez. Pensei assim. Formar uma fila
de textos e classificá-la de livro não fica legal. Mas o padrão é esse. O
normal é enfileirá-los, sim, falava-me aquela voz chata. Como não sou normal,
dei uma banana para a chatinha voz e contextualizei as prosas. Resultado. Os 21
textos somaram 50 páginas do word. O livro ficou com 105. Ou seja, 55 páginas
são contextos, miolos de quartinha. Verdadeiro mostrengo.
Ou não?
Mostrengo ou não, certo é que estou
fazendo uma faxina no bicho na tentativa de torná-lo menos monstruoso. Depois é
só mandar publicá-lo. Quando? Aí são outros quinhentos. Vai depender, depender,
depender. Ah, vocês sabem. A menos que vossa senhoria seja editor, doido
varrido, e queira bancá-lo. Se se interessar, entre aqui nos comentários ou use
o tcarneirosilva@gmail.com.
O nome do danado é A
Prosa
dos Nove. O que que tem? Tem as gêmeas K, Kílvia e Kélvia. Duas
louraças, não digo estonteantes, porque detesto lugar comum. Mas são
estonteantes. Tem o papagaio Chicó. Tem o Toinho, pegador todo. Tem um fim de
semana na praia. Tem... Tem, sim,
senhor. Tem cada uma!
Setembro/14
TC
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