Vitório lendo a SISI CONFIDENCIAL
Oi,
gente,
Vou transcrever, abaixo, uma
entrevista concedida por Toinho Silva à jornalista Jane Dias. Toinho Silva, o
TS, é um bilionário brasileiro que quer ser presidente do Brasil. Jane Dias, a
JD, é mundialmente famosa por ser coautora de Por
uma Taça de Vinho, livro que descreve a
origem do broxantevírus, a pandemia que ameaçava extinguir a raça humana em
razão da falta de sexo. Por sinal, a JD ajudou a descobrir o infeliz do
broxante. A Sisi Confidencial (Coisinhas) e Por uma Taça de
Vinho encontram-se no WhatsApp (84)98800-1610, no e-meio tcarneirosilva@gmail.com
ou e-book Amazon, Loja Kindle, Tião Carneiro.
Importante: Sugiro não ler a entrevista do candidato TS se pretender continuar
votando no Lula ou no Bolsonaro. O TS pode mudar seu voto.
Ah, gente, uma leitora da
Sisi Confidencial enviou um áudio para o editor da coletânea. O áudio
é sinceridade pura. Você vai morrer de rir. Você escuta o áudio no meu
Instagram: @tiãocaarneiroescritor, publicação SISI Confidencial.
Vejamos a entrevista:
JD – Bom dia, Dr. TS. Prazer
recebê-lo no Jornal do Porco. A um ano da eleição, e mesmo sem
ser filiado a um partido político, o senhor está presente em todas as mídias divulgando
as suas ideias de governança. Repasso pro senhor a pergunta que me fazem
diariamente. O senhor não teme a Justiça, já que estaria havendo um
desequilíbrio de forças em relação aos outros candidatos?
TS – Bom dia, JD. Você respondeu por mim. Não tenho filiação partidária. Nem sei se algum partido me acolherá. Posso muito bem estar jogando dinheiro no lixo. A Justiça não pode punir a minha liberdade de gastar.
JD – O que tem a dizer,
Dr. TS, sobre a alegação de que o senhor está tão só fazendo uma campanha
publicitária para a sua empresa, a Vobel, já que a Vobel estaria quebrada. Tese
com expressiva aceitação em boa parte do eleitorado, segundo as pesquisas.
TS – Esse disparate
reflete a inquietação do LL e do JB, meus potenciais adversários. Podia
responder assim, JD. Mas a resposta ficaria capenga. Preciso de alguns
minutinhos para fundamentá-la.
JD – Fique à vontade, Dr.
TS.
TS – Está faltando
leitura do mundo para esses pesquisados. Leitura do mundo, JD, se faz lendo
interesse, contexto, costume, num livro chamado razão. Razão, que nada mais é do
que a faculdade de raciocinar, de apreender, de compreender, de ponderar, de
julgar. Leitura do mundo é checar palavras ditas ou escritas com a realidade.
Leitura do mundo é sentir que sentimentos falados batem com comportamentos
mostrados. Leitura do mundo é, sobretudo, exercitar a razão. Mas idiotas e
imbecis vivem matando a razão. O idiota mata a razão toda vez que joga nas
redes sociais uma narrativa dissociada dos fatos. Veja. A leitura do mundo dizia
que um desequilibrado mental tinha metido a faca na barriga do Bolsonaro. Mas não
faltou idiotas para dizer que tudo não passava de armação do Bolsonaro para atrair
votos. A leitura do mundo dizia que a vacina contra o coronavírus era segura.
Mas não faltou idiota para afirmar que mulher podia ficar barbuda e homem podia
virar jacaré se se vacinassem. A leitura do mundo diz que o presidente da
Venezuela é ditador e que fraudou as eleições. Mas não falta idiota para dizer
que não vê nada de grave nesses fatos. Respondendo a sua pergunta, JD, a
leitura do mundo diz que a minha empresa, a Vobel, é a mais sólida do mundo nos
segmentos hotelaria e engenharia. Mas idiotas dizem que a Vobel está quebrada.
Daí eu pretender me candidatar a fim de ser falado e assim aumentar a clientela
do grupo. Jogada de marketing, dizem. É de chorar ou de rir, JD? Respeitem a inteligência
alheia, por favor. É muita falta de leitura do mundo dessa gente. Seu
desempenho na descoberta do broxantevírus, JD, leva-me a desconfiar de que é
boa em leitura do mundo.
JD – Sou, sim, Dr. TS.
TS – Qualquer dia farei
um teste com você, minha linda
JD –Estarei pronta pro
dez. Dr. TS, o que faz um bilionário de 39 anos, um dos mais laureados
economistas do mundo, querer ser presidente do Brasil? O que o leva a entrar no mundo sujo da
política, Dr. TS?
TS - Tudo de bom no
contexto administrativo de um país nasce no mundo da política. A política não é
um mundo sujo. Sujo, minha linda, é o verme criatura que vive enlameando a
política. O que me faz querer ser presidente, lindíssima JD, é o amor pela
Sylvia e pelas Ciências Econômicas. Minha mulher é obcecada por Educação. Quero
ser presidente da República a fim de que possamos implantar o sonho dela de
acabar com o analfabetismo no Brasil. Quanto a mim, não aguento mais assistir às
pauladas na Economia. Minha missão consiste em desmascarar vermes criaturas e
criaturas vermes que ficam distorcendo conceitos para alimentar com infortúnios
a barriga do povo. Desmascará-los-ei, como diria certo ex, minha linda JD.
JD – Quem é criatura
verme e quem é verme criatura, Dr. TS?
TS – Criatura verme é o executivo/empresário
que fica explorando o trabalhador – ironicamente chamado de colaborador - a fim
de aumentar o lucro dele. Verme criatura é o político/governante que faz vista
grossa para a exploração do verme privado a fim de obter lucro político. São
especialistas em conluio. Entendeu, nobríssima linda?
JD – Mas num sistema
capitalista como o nosso, Dr. TS, é assim que a coisa funciona. O capitalismo
sempre foi explorador da mão-de-obra, concentrador de renda e cheio de arrumadinhos.
Isso está nas entranhas do sistema, Dr. TS. Vamos adiante. O senhor disse há
pouco que iria desmascarar certas criaturas que vivem distorcendo conceitos. O
senhor pode falar sobre algumas dessas distorções?
TS – Posso, minha linda. Citarei
duas bem corriqueiras. Retrocesso inaceitável é a primeira. O empresário
criatura verme adora essa expressão. Quem é a favor de retrocessos, lindíssima
JD? Agora, precisa ver se o que a pessoa chama de retrocesso não é a correção
de algo ilegal. Precisamos de segurança jurídica para continuar criando emprego
e renda, reforça o dito cujo. São expressões de inquestionáveis verossimilhanças.
Não devemos conviver com retrocessos, tampouco com insegurança jurídica, é
verdade, mas é bom ficarmos atentos para saber se tais locuções não estão sendo
usadas por criaturas vermes a fim de justificar ilegalidades quando um órgão
fiscalizador os flagra na ilicitude. Ah, minha linda, estou me babando pra
falar do ápice da distorção econômica que é o tal e estúpido teto de gastos.
Mas não vou falar. Também não vou falar do mito de comparar gastos das famílias
com gasto público. Não falo e ponto final..
JD – Dr. TS, não veja provocação
no que vou lhe perguntar, mas, assim, é, é, mesmo que a sua campanha cresça
bastante, como, aliás, vem crescendo em certos estratos da população, todo o mundo
sabe que a polarização entre o presidente Leandro Lucas, o LL, e o ex-presidente
Jorgel Bezerra, o JB, prevalecerá na hora de o eleitor votar. Polarização que,
e com o respeito que devemos ter aos dois, parece do interesse deles. Quero
dizer com isso, é que a possibilidade de um intruso sair vitorioso contra essa
dupla é bastante remota. O que o senhor acha, Dr. TS?
TS – O que acho? Acho que
está errada, minha linda. Como acabou de falar, nossa campanha vem crescendo em
alguns estratos da população. Então já somos vitoriosos, visto que parte do eleitorado
está ficando ciente de que o país pode sair do secular marasmo do muito do mais
do mesmo dos dois fãs da polarização. Nobríssima JD, vi provocação, sim, na sua
pergunta. Agora, há uma maneira de se redimir. Segundos atrás, você deu
tremenda paulada na economia. Peço-lhe uns minutinhos para fazer a defesa dela.
JD – Concedo, Dr. TS, embora
não tenha ideia dessa paulada. Mas, já que falou em provocação, pergunto ao
senhor. O senhor é um dos homens mais ricos do mundo. O senhor é um empresário
criatura verme?
TS - Terá a resposta se
fizer leitura do mundo a respeito de meus negócios. Ou perguntar a qualquer
empregado Vobel como se sente trabalhando nela. Sabe, minha linda, tudo leva a
crer que esta entrevista está sendo feita para eu discordar de você. Falou mais
ou menos assim, nobríssima: “Polarização que, e com o respeito que devemos ter
aos dois, parece interessar a ambos”. Deixe-me fora desse “devemos respeitar”,
nobríssima. Na acepção de estimar ou considerar alguém, não tenho um pingo de
respeito por essa dupla. Veja a justificativa JB. A leitura do mundo vive
dizendo que o JB adora o autoritarismo e que venera a truculência. E quem ama
essas coisas é ditador, linda JD. Como ditador não respeita ninguém, já que
retira do ninguém a sagradíssima liberdade, de ninguém deve esperar respeito. Justificativa
LL. A leitura do mundo, já lhe falei, linda, deu o certificado de ditador ao
presidente venezuelano. Aí chega o LL e diz que não vê nada de grave numa
eleição em que a leitura do mundo atesta que o ditador a fraudou. Sabe, linda,
quem passa pano pra ditador está deixando reluzente o assoalho da ditadura. E
basta ser conivente com ditador para não merecer respeito. Tem mais uma, minha linda.
Quem fica subindo e descendo pestanas pra ditador está traindo a fidelidade dos
democratas.
JD - Dr. TS, nosso tempo
está acabando e o senhor não falou da minha suposta paulada na economia. Não
temos mais tempo. Nesses minutinhos finais, preciso fazer uma pergunta que está
bombando na minha tela: o senhor é de direita, esquerda, ou de centro?
TS – Suposta, não. Real,
lindíssima JD. Você afirmou que o capitalismo sempre foi explorador da
mão-de-obra e que isso está nas entranhas do sistema. Não é verdade. Provarei isso
no decorrer da campanha. Bom. Não sou de direita, nem de esquerda, nem de
centro. Sou de senso. Entenda, minha linda, o diálogo político alimenta a
democracia. Dez pra civilidade, pois. Agora, a discussão irracional entre
destros e canhotos abestalhados significa tão somente mais um aparelho na
intubação de nossa amiga RITA. Arguta leitora do mundo que se diz ser, minha
linda, deve conhecer bem a RITA - razão, inteligência, tolerância, amizade -,
não é, nobríssima? Agora, não resta dúvidas de que a discussão sociológica do
tema cai bem numa roda de boteco. Ou num descontraído jantar a dois. Testemunhado
por taças de vinho, naturalmente. Convite feito, convite aceito, minha linda?
JD – Não acredito no que
acabo de ouvir, Dr. TS. Já estava cheia – e o telespectador também, acho - de
tanto o senhor me chamar de minha linda, nobríssima, linda, lindíssima, essas
coisas afetadas, ridículas, aí o doutor acha pouco e me convida para tomar
vinho num jantar descontraído. Estou me sentindo extremamente assediada. É
sério que o doutor está me cantando de público?
TS – Você preferiria privado?
JD – Quê?! E o doutor ainda
fica rindo da minha cara? Misericórdia. Eu, eu, eu...
TS – Ah, desculpe,
querida JD. Tudo não passa de uma brincadeira. Lembra que você disse que era
boa em leitura do mundo, que avisei que faria um teste com você e que você
respondeu que estaria pronta pro dez? Pois comecei a testá-la com ridículas
afetações a partir daquele ponto. Não exercitou devidamente a razão, JD. Foi
reprovada. Não assediei você. A leitura do mundo não diz que tratar alguém com
afetação é assediar. Leitura do mundo é sentir que sentimentos falados batem
com comportamentos mostrados. É bem verdade que a afetação exagerada podia
induzi-la a desconfiar de assédio, assim como a incompatibilidade de tocá-la
num ambiente de entrevista podia fazê-la pensar em que eu consumaria a intenção
no jantar. Mas essas coisas seriam apenas especulações. Jantar a dois é demonstração
de consideração e carinho. Só isso. É claro que pode rolar olhar pidão de parte
a parte, mas aí não seria assediar. Seria assemelhar. Olha só, querida JD. Fui
playboy internacional dos 17 aos 34 anos. É provável que o JB e o LL explorem
esse fato para fazer o eleitorado me rejeitar. Espero, porém, que o leitor faça
a correta leitura do mundo na hora de votar. É isso. Renovo o pedido de
desculpas, querida JD.
JD – Ah, TS. Tô sem chão.
Você é um danado. Minha nossa. Perspicaz, lindo e sedutor. Tudo o que uma
mulher quer do homem dela.
TS – Está me assediando,
jornalista JD?
JD – Não, meu presidente.
Nenhuma leitura do mundo diz que sinceridade seja assédio.
Pelo visto, a JD votou no
TS. Será que o TS ganhou dos cobras criadas LL e JB?
Perguntemos à Sisi
Confidencial?

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