quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Dois

 




Venero o dois dono da dúvida e da vida

Aquele, aquela, isto, aquilo, amanhã, jamais?

Sabes que nasceste. Tens a parida

Sabes que morreste? Não terás os anais

Fingir é a dúvida namorar ou a certeza trair?

Enganaste-me? Estás certo disso? Tens dessa certeza os sinais?

Certeza e fé não se bicam e são desafetas do porvir

Se tens fé por que falar em ter certeza? Irritar mais?

Se tens certeza por que falar em ter fé? Só pra bulir?

Certeza e fé chamam o mistério de pai 

Mistério abraça suspense e começam a rir


Rir ou chorar?

Mas quem ousa dizer que não pode chorar de rir?

É dando que se recebe?

Mas quem ousa dizer que não pode receber pra dar?

Ama-se alguém ou a ideia do que se faz do alguém?

Mas quem ousa dizer que é preciso idealizar pra amar?

Muita paciência ou muita tolerância?

Mas quem ousa dizer que paciência é o mesmo que tolerância?

A lógica é previsível?

O previsível é lógico?

O erro é sempre errado?

O acerto é sempre certo?

A certeza é sempre verdade?

A certeza começa na dúvida

A certeza é o dois da dúvida

A dúvida é o dois do mistério

O mistério é o dois da origem

Morrer é o dois do nascer

Amar é o dois do viver

Gastar é o dois do ganhar

Chegar é o dois do partir

 

O dois é ex da acomodação. Virar a chave é decidir pelo dois

És pau-mandado do dois

És dois.

Um é só a tua vontade, outro

é a vontade de muitos dois

És dois.

Um no consciente do um; outro no inconsciente do dois

És dois.

Um na lucidez decente, outro na estupidez demente.

O dois divindade é dono de tudo e de todos. E da mente

Todos te incluem, é evidente

Ainda tens teus dois donos, decente?

Então não tenhas dúvidas. Zela pelos teus dois entes

Na função de teus donos, nada lhes deves na vida

Mas com eles tens divinal dívida

Isso não é contraditório. É tão só o teu dois mostrando a natureza agradecida.

 

Um brinde a dois?

Tim-tim

No 2 do 25

O dois do TC

 

 

 

 

 

 

 

 





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