Venero o dois dono da dúvida e da vida
Aquele, aquela, isto, aquilo, amanhã, jamais?
Sabes que nasceste.
Tens a parida
Sabes que morreste?
Não terás os anais
Fingir é a dúvida namorar
ou a certeza trair?
Enganaste-me? Estás
certo disso? Tens dessa certeza os sinais?
Certeza e fé não se
bicam e são desafetas do porvir
Se tens fé por que falar
em ter certeza? Irritar mais?
Se tens certeza por
que falar em ter fé? Só pra bulir?
Certeza e fé chamam o mistério de pai
Mistério abraça suspense e começam a rir
Rir ou chorar?
Mas quem ousa dizer
que não pode chorar de rir?
É dando que se recebe?
Mas quem ousa dizer
que não pode receber pra dar?
Ama-se alguém ou a
ideia do que se faz do alguém?
Mas quem ousa dizer
que é preciso idealizar pra amar?
Muita paciência ou
muita tolerância?
Mas quem ousa dizer
que paciência é o mesmo que tolerância?
A lógica é
previsível?
O previsível é
lógico?
O erro é sempre
errado?
O acerto é sempre
certo?
A certeza é sempre verdade?
A certeza começa na
dúvida
A certeza é o dois
da dúvida
A dúvida é o dois
do mistério
O mistério é o dois
da origem
Morrer é o dois do
nascer
Amar é o dois do
viver
Gastar é o dois do
ganhar
Chegar é o dois do
partir
O
dois é ex da acomodação. Virar a chave é decidir pelo dois
És
pau-mandado do dois
És
dois.
Um é só a tua vontade, outro
é a vontade de muitos doisÉs
dois.
Um
no consciente do um; outro no inconsciente do dois
És
dois.
Um
na lucidez decente, outro na estupidez demente.
O
dois divindade é dono de tudo e de todos. E da mente
Todos
te incluem, é evidente
Ainda
tens teus dois donos, decente?
Então
não tenhas dúvidas. Zela pelos teus dois entes
Na
função de teus donos, nada lhes deves na vida
Mas
com eles tens divinal dívida
Isso
não é contraditório. É tão só o teu dois mostrando a natureza agradecida.
Um brinde a dois?
Tim-tim
No 2 do 25
O dois do TC
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