Prezado anônimo, excluí seu
comentário sobre a postagem “Ufa! A valorização do professor”. Inadvertidamente,
juro. Mas julguei tão agressivo o comentário que resolvi me defender publicamente
com esta publicação. “Anônimo”, pessoal, é como o Pocilga chama o comentarista que
preferiu não se identificar. Não, anônimo – ou seria anônima? -, não desrespeitei
nossos mestres. Você me esculhambou porque fiz linda professora e bela ex-aluna
se assarem na cozinha ao mesmo tempo em que o marido da professora e uma assanhada
aluna dele corriam para um quarto a fim de apagar fogo. E amplificou a
esculhambação ao ler o escrito da assanhadinha na porta do quarto: “NÃO
PERTUBEM. VALORIZANDO O PROFESSOR”. Essa sentença é desrespeitosa, casto anônimo?
(Postagem abaixo desta, pessoal).
Sua cachola cognitiva, anônimo, foi
incapaz de inferir o contexto da irônica espezinhada no poder público, que fica
dando tempo ao passado com a promessa de valorizar o professor. É certo que,
publicada, toda peça literária passa para o domínio do leitor. Daí que não
questiono a sua avaliação de texto prolixo e promíscuo. Mas essa prerrogativa
não lhe concede o direito de me rotular de idiota, carnal e abre-alas da laia
dos pervertidos.
Agora preciso comentar a forma
de seu atabalhoado comentário. Misturou tudo, anônimo. Imprecisão lógica e analfabetismo
conceitual deram na canela do atabalhoado:
“Não me leve a mal, TC”. Disse você. Você, anônimo, fala cobras e lagartos de mim e ainda pede que não o leve a mal. Me poupe. “Quem sou eu pra julgar. Minha crítica é construtiva, TC”. Porra, anônimo. Você não julga. Não julga, mas critica. Já viu alguém criticar sem antes julgar? Todo mundo julga, anônimo. Só e unicamente um ser não julgou. E permanece
não julgando: o criador. O criador, anônimo, criou o universo com o conceito de liberdade e a deu aos humanos sem se importar como usaria ela quem a recebesse. Seria liberdade se houvesse obrigação? Classificar a liberdade de legítima ou ilegítima é tarefa dos humanos. Jesus teria peitado o império romano se não o tivesse julgado opressor? Crítica construtiva! Porra, anônimo. Essa CC é o orgasmo da presunção. Quem é você pra saber o que me é construtivo? É presunçoso o crítico que invalida o ato de alguém sem sequer conhecer o estado de ânimo e os pré-requisitos – mentais ou materiais – que levaram esse alguém a agir da maneira criticada.Não me recordo de todas as estultices,
mas a seguinte ficou na memória. Esta foi de lascar o cano, como diria um
estimado colega: “Sua libertinagem, TC, não é aceita por Jesus. É um obstáculo
para quem precisa escolher Jesus, a exemplo do que fiz”.
Porra, anônimo! Você escolheu
Jesus? Sério isso? Isso é analfabetismo religioso, filosófico, gramatical, lógico.
Não escolheu Jesus, anônimo. Nada se escolhe quando o impasse surge de
alternativas. E a resposta do impasse é obrigatoriamente sim ou não. Você não
escolhe amar ou odiar; andar ou correr; viver ou morrer. Você decide por um
desses caminhos. Entre seguir Jesus ou ficar indiferente, você decidiu
segui-lo. Escolha é precisão e interesse. Decisão é confiança e vontade.
Siga-me. A imaginação, onde tudo
começa, lhe dá um leque de escolhas, então você vai descartando opções conforme
seu grau de interesse até decidir por uma delas. Essa sobra é a sua vontade. Quem
faz você escolher é a precisão. Quem o faz decidir é a vontade. Quem lhe dá a
vontade é a confiança. E quem supervisiona todo processo é a imaginação. Aí você
diz que a minha prosa libertina não é aceita por Jesus e que é obstáculo para
quem precisa escolher Jesus, a exemplo do que fez. Ignorava, anônimo, que Jesus
é meu leitor. Mas a sua divagação é o de menos. O “de mais” é a imprecisão
vocabular. Repito: você não escolheu Jesus. Você decidiu segui-lo. Entenda de
uma vez por todas. Jesus não é escolha de quem precisa. É decisão de quem confia.
Confiar ganha do precisar. Quer que eu desenhe coisinhas de escolher e decidir?
Então tá.
Vou imaginá-la uma mulher linda
e desenhá-la lendo. Então. A supervisora imaginação pede que eu a convide para
jantar (só janto com mulher linda, anônimo). Convite feito, você responde sim
ou não. Isso não é escolher, linda. É decidir conforme a sua confiança e vontade.
Dado o sim, você se põe a analisar o cardápio no restaurante. Isso não é
decidir, linda. É escolher conforme a sua precisão e interesse. Análise feita,
você decide por certo prato. Isso é a imaginação lhe dando confiança para decidir.
É isso, anônima linda. O convite
da de pé, viu? Podemos papear sobre precisão à vontade. Podemos até chamar Jesus
para resenhar literatura com a gente. Chamar, não. Jesus já vive no meio de
nós. Jesus se expressará saboreando uma taça de vinho. Acho até que você vai
cair durinha com a fala dele. Como conhece bem a sua cognição, Jesus não usará
parábolas:
“Filha amada, você não precisa
de mim. Sou eu quem precisa de você. Preciso que você seja íntegra, caridosa,
compassiva, solidária, amorosa, grata,.. E compreensiva com escritores”.
Perdi sei imeio, linda anônima. Mas
você pode me dar o sim do jantar no campo dos comentários. Decida. Pode escolher
o restaurante. Beleza?
No 10 do 25,
TC
2 comentários:
Hahahahaha!
Gostei demais da reposta sobre a diferença entre escolha e decisão: "escolha é precisão e interesse. Decisão é confiança e vontade".
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