segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Você não escolheu Jesus

 


Prezado anônimo, excluí seu comentário sobre a postagem “Ufa! A valorização do professor”. Inadvertidamente, juro. Mas julguei tão agressivo o comentário que resolvi me defender publicamente com esta publicação. “Anônimo”, pessoal, é como o Pocilga chama o comentarista que preferiu não se identificar. Não, anônimo – ou seria anônima? -, não desrespeitei nossos mestres. Você me esculhambou porque fiz linda professora e bela ex-aluna se assarem na cozinha ao mesmo tempo em que o marido da professora e uma assanhada aluna dele corriam para um quarto a fim de apagar fogo. E amplificou a esculhambação ao ler o escrito da assanhadinha na porta do quarto: “NÃO PERTUBEM. VALORIZANDO O PROFESSOR”. Essa sentença é desrespeitosa, casto anônimo? (Postagem abaixo desta, pessoal).

Sua cachola cognitiva, anônimo, foi incapaz de inferir o contexto da irônica espezinhada no poder público, que fica dando tempo ao passado com a promessa de valorizar o professor. É certo que, publicada, toda peça literária passa para o domínio do leitor. Daí que não questiono a sua avaliação de texto prolixo e promíscuo. Mas essa prerrogativa não lhe concede o direito de me rotular de idiota, carnal e abre-alas da laia dos pervertidos.

Agora preciso comentar a forma de seu atabalhoado comentário. Misturou tudo, anônimo. Imprecisão lógica e analfabetismo conceitual deram na canela do atabalhoado:

“Não me leve a mal, TC”. Disse você. Você, anônimo, fala cobras e lagartos de mim e ainda pede que não o leve a mal. Me poupe. “Quem sou eu pra julgar. Minha crítica é construtiva, TC”. Porra, anônimo. Você não julga. Não julga, mas critica. Já viu alguém criticar sem antes julgar? Todo mundo julga, anônimo. Só e unicamente um ser não julgou. E permanece

não julgando: o criador. O criador, anônimo, criou o universo com o conceito de liberdade e a deu aos humanos sem se importar como usaria ela quem a recebesse. Seria liberdade se houvesse obrigação? Classificar a liberdade de legítima ou ilegítima é tarefa dos humanos. Jesus teria peitado o império romano se não o tivesse julgado opressor? Crítica construtiva! Porra, anônimo. Essa CC é o orgasmo da presunção. Quem é você pra saber o que me é construtivo?  É presunçoso o crítico que invalida o ato de alguém sem sequer conhecer o estado de ânimo e os pré-requisitos – mentais ou materiais – que levaram esse alguém a agir da maneira criticada.

Não me recordo de todas as estultices, mas a seguinte ficou na memória. Esta foi de lascar o cano, como diria um estimado colega: “Sua libertinagem, TC, não é aceita por Jesus. É um obstáculo para quem precisa escolher Jesus, a exemplo do que fiz”.

Porra, anônimo! Você escolheu Jesus? Sério isso? Isso é analfabetismo religioso, filosófico, gramatical, lógico. Não escolheu Jesus, anônimo. Nada se escolhe quando o impasse surge de alternativas. E a resposta do impasse é obrigatoriamente sim ou não. Você não escolhe amar ou odiar; andar ou correr; viver ou morrer. Você decide por um desses caminhos. Entre seguir Jesus ou ficar indiferente, você decidiu segui-lo. Escolha é precisão e interesse. Decisão é confiança e vontade.

Siga-me. A imaginação, onde tudo começa, lhe dá um leque de escolhas, então você vai descartando opções conforme seu grau de interesse até decidir por uma delas. Essa sobra é a sua vontade. Quem faz você escolher é a precisão. Quem o faz decidir é a vontade. Quem lhe dá a vontade é a confiança. E quem supervisiona todo processo é a imaginação. Aí você diz que a minha prosa libertina não é aceita por Jesus e que é obstáculo para quem precisa escolher Jesus, a exemplo do que fez. Ignorava, anônimo, que Jesus é meu leitor. Mas a sua divagação é o de menos. O “de mais” é a imprecisão vocabular. Repito: você não escolheu Jesus. Você decidiu segui-lo. Entenda de uma vez por todas. Jesus não é escolha de quem precisa. É decisão de quem confia. Confiar ganha do precisar. Quer que eu desenhe coisinhas de escolher e decidir?  Então tá.

Vou imaginá-la uma mulher linda e desenhá-la lendo. Então. A supervisora imaginação pede que eu a convide para jantar (só janto com mulher linda, anônimo). Convite feito, você responde sim ou não. Isso não é escolher, linda. É decidir conforme a sua confiança e vontade. Dado o sim, você se põe a analisar o cardápio no restaurante. Isso não é decidir, linda. É escolher conforme a sua precisão e interesse. Análise feita, você decide por certo prato. Isso é a imaginação lhe dando confiança para decidir.

É isso, anônima linda. O convite da de pé, viu? Podemos papear sobre precisão à vontade. Podemos até chamar Jesus para resenhar literatura com a gente. Chamar, não. Jesus já vive no meio de nós. Jesus se expressará saboreando uma taça de vinho. Acho até que você vai cair durinha com a fala dele. Como conhece bem a sua cognição, Jesus não usará parábolas:

“Filha amada, você não precisa de mim. Sou eu quem precisa de você. Preciso que você seja íntegra, caridosa, compassiva, solidária, amorosa, grata,.. E compreensiva com escritores”.

Perdi sei imeio, linda anônima. Mas você pode me dar o sim do jantar no campo dos comentários. Decida. Pode escolher o restaurante. Beleza?

 

No 10 do 25,

TC


2 comentários:

Anônimo disse...

Hahahahaha!

Damião dfs disse...

Gostei demais da reposta sobre a diferença entre escolha e decisão: "escolha é precisão e interesse. Decisão é confiança e vontade".