UM TEXTO SINCERO
Não que os textos anteriores tenham sido insinceros.
Nada disso, meus nobres. Mas ficção é ficção, concordam? E a presente postagem
trata de informação. Seguinte. Em março passado, informei-lhes que havia posto
o ponto final num romance. “QUÊ?!” é nome do bicho, lembram? E por que esse
título? Porque, e lhes dei a informação, o texto, de 66.301 palavras, foi
escrito sem o “que”. Comuniquei-lhes, ainda, que havia mandado os originais
para algumas editoras. Cinco, pra ser específico.
Pois bem, três editoras aceitaram publicar o bicho,
desde que eu pague os custos. A tal produção independente. Aí é moleza.
Qualquer editora publica, né não? Descartei-as de imediato. Uma editora não me
deu resposta. Outra, até grande e famosa, propôs esta parceria: imprime 1500
exemplares. Pago 500 e ela distribui 1000. É uma aposta, pois segundo a
avaliação dela, o livro tem potencial. Se precisar de mais exemplares, então
corre tudo por conta da editora. Só que cada exemplar sai por 25 paus. Talvez
até seja bom negócio, mas não pra quem tá matando cachorro a grito.
Pois bem de novo. A fim de que a prosa não ficasse
se espreguiçando no computador, hospedei-a (palavra feia, não?) no Clube de
Autores. A matuta está dormindo lá. Nas versões impressa e e-book. Chique toda,
a beradeira. A versão impressa custa R$ 88,52 e a digital, R$ 8,85. Agora me
diga. Quem danado vai desembolsar 100 reais (tem o frete) por uma brejeira
dessas? Só se o sujeito for daqueles doidos amassador de merda.
Sugiro, então, o e-book, que além de baratinho é
prático. Aqui, logo acima, criei uma guia, o atalho MEUS E-BOOK, SEU DANADO (só Deus sabe como) que leva você direto pra livraria do Clube.
Vá lá, apresente-se à Sandrinha, leia as dez primeiras páginas do livro e
compre. Também se não quiser comprar, a amizade continuará a mesma. A amizade,
mas que você será tachado de mão de vaca, ah, isso é certo.
Por último, talvez estejam se perguntando por que
não procurei uma editora daqui de Natal. Procurei, sim.
Pois bem, (esse é o último, juro) procurei um editor
conhecidíssimo. No meio literário, é certo, de mim, não. O cara nem me deu
bola. Parecia aéreo. Em seguida mandei os originais pra uma editora, também
conhecida. Já fez três meses e nadica de nada de resposta. Não gostaram, é
evidente. Daí eu ter ido bater em portas interestaduais. Ocorre, fazendo
parêntesis, que não tenho cara – nem traquejo - de escritor. O cara que me viu,
o aéreo, viu logo que eu não tinha pinta de prosador. Os que não me viram, mas leram a sinopse,
viram logo a brejeirice do texto e o deletaram.
É isso. Mas não tô nem aí. Não quero ficar rico
mesmo! Ah, tenho uma esperança. O Jânio da CJA. Fiquei de bater um papo com
ele. Se a coisa for pra frente, e ele me editar, falo pra vocês, porquanto o
impresso deve ficar bem mais em conta. Mas, vejam, não nos conhecemos. Não sei
se a conversa fluirá quando ele apertar minha mão.
É isso de novo, meus nobres.
Valeu pelo plá. Agora vá ao MEUS E-BOOK (levante a vista que virá a guia). Tá vendo? Vale a pena ver o tigre da capa. Criei a capa, acredita?
Fui!
Tião
Fui!
Tião
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