terça-feira, 2 de março de 2021

AGLOMERAÇÃO – DE PRONOMES E DE NOMES

 

                            Meu pé de romã
                            


AGLOMERAÇÃO – DE PRONOMES E DE NOMES

A aglomeração do título, porque literária, é isca para a leitura. A da leitura, porque contextual, é chamariz para a reflexão. Ambas são neutras. Mas com viés de conforto. Mas a do conforto, mesmo, até porque medicinal, é a aglomeração da foto acima, a das romãs. O pé fica no meu jardim. São delas que produzo vinho. Santa bebida. Aglomera consciência na cachola que é uma beleza.

Tim-tim

 Aglomeração? Quais? Quem?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida pra extinguir pigarro. Pigarro pra não virar tosse. Tossir. cuspir. Escarro. Escárnio.

Quem são eles? Quem eles pensam que não são?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida pra coisar as coisas. Coisas, choros, caos, casos concretos. Baladas. Botecos. Bizarrices. Bitolados. Bastantes.

Quem são eles? Quem eles pensam que são?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida pra vender, comprar, vendar os olhos. Jogar a rede... Contra a parede. Jogar o laço... Contra a carcaça.

Quem é ele? Quem ele pensa que é?

 

Corrida, corrida, corrida...

Ele quer te deixar com sede. Ele não quer te deixar pensar.

Ele quer te vender (e não é a um zeus). Ele quer te comprar (e não é de um deus). Ele quer te sedar (e não é de prazer). Ele quer te matar (e não é de rir).

Ele te quer podre. Ele te quer fedido.

Ele já te fez chorar? (de aflição). Ele já te fez rir? (de nervosismo). Ele já te fez ruborizar? (de vergonha).

Ele já te deixou chateada? (por distorção). Ele já te deixou amofinada? (por desaprovação). Ele já de deixou envergonhada? (por mentira).

Já, não já?

Não? Nunca? Juras? Sabes o que quer dizer tirano, insano, desumano?

Não? Então quem és tu? Humana não és, não é?

Quem és tu? Quem pensa que és? Que pensas o que ele pensa que és?

Quem é ele? Quem ele pensa que é?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida pra esquerda do ambiente. Pra direita do recinto. Pra prover a consciência. Pra perder-se de desatinados destinos.

Quem são eles? Quem eles pensam que não são? Quem elas pensam que não são?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida contra o cronômetro. Corrida pra coisar as coisas. Coisas, carinhos, caridades, casos concretos. Devoção garantida. Consciência programada. Vão ganhar a corrida. Mesmo depois de largada.

Quem são eles? Quem eles pensam que não são? Quem são elas? Quem elas pensam que não são?

 

Corrida, corrida, corrida...

Corrida na carona da consciência.

Corrida contra cês. Canalhices combinadas. Camaradagens casadas. Calamidades. Catástrofes. Comoções. Cadáveres. Cemitérios, Covas, Caveiras.

Corrida a favor de efes. Festas familiares. Feições faceiras. Fraternidades. Finezas. Fidalguias. Felicidades.

Quem são eles? Quem são elas? Quem eles pensam que não são? Quem elas pensam que não são?

Somos nós. Aqueles que eles pensam que não somos. Aqueles que eles pensam que não pensam? Somos quem queremos ser.

Pensamos e construímos. E nos indignamos. E agimos. Já que indignação sem ação é o protocolo de ações indignas. Somos da cozinha da consciência e do ateliê da empatia. Cozinhamos afinidades. Costuramos entendimentos.

Somos perseverantes pensadores. Somos plurais. Somos engenheiros. Pegamos trabalho lá, aqui, ali. E até no Hawaii.


Março de 21. Março de machos e machas maricas. Mas mulherengos e maridengos (ops).


Té mais,

TC

 


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