UM LÍDER, POR FAVOR – UM MURRO NA MESA, PELO AMOR DE DEUS
Isso mesmo. Esta postagem
é sobre o presidente Jair Bolsonaro no contexto da pandemia do novo
coronavírus. Mostrarei a prova de que a administração dele é genocida. E
exibirei os seus certificados de indecente, fascista e sociopata. Atentem para o fato de que
não escrevi “provarei”. Escrevi mostrarei e exibirei. A opção verbal é simples:
ele próprio deu a prova e os certificados dessas coisas à sociedade brasileira.
Já sabíamos, é lógico. Mas o presidente, num rasgo de franqueza, julgou por bem
nos mostrar o protocolo de suas sandices.
É óbvio que os fanáticos
bolsonaristas vão querer me enterrar vivo. Paciência. O fanatismo, seja por
alguém, seja por aquilo, revela que certas pessoas nasceram desprovidas do genes
que nos faz humanos. Nasceram sem a CONSCIÊNCIA. Devemos ter pena delas.
Imagine uma manhã de céu
azul, bem-te-vis em festa. Você escuta o espocar de balas. Precavido, não vai à
rua. Por isso não vê o sujeito de metralhadora, sorriso aberto, atirando a esmo. Não vê correrias. Não vê
pessoas jogando-se no asfalto. Não vê pessoas fechando portas. Não vê crianças
procurando braços. Não vê corpos agonizando.
Misericórdia, dirá você.
É o jeito dele. Ele é
assim mesmo, dirá o fanático pelo sujeito.
Ao sujeito e aos seus fanáticos
nada dizem as desesperadas mãos na cabeça. As descontroladas lágrimas nos olhos.
Os desvairados olhos de súplica. Os suplicantes gritos de socorro. Os corações cortados.
Os desorbitados espantos.
A pergunta é: o que
poderia ter sido feito para diminuir a matança. Pedir, argumentar, demover? Conversar
com megafone, enfim? Não me parece razoável, pois o impiedoso estava
ensandecido. Abatê-lo, então? É lógico que sou contra, já que terrivelmente
cristão. Um disparo paralisante dos sentidos, em que o tirano quedasse de
joelhos, babas a lhe escorrer pela boca, parece-me o procedimento correto. Porque
aí os bombados de branco não teriam dificuldades em agarrá-lo pelos sovacos.
Direi agora quando o
presidente Bolsonaro se confessou indecente, fascista e sociopata. E provou que
sua administração é genocida. Não atino, aliás, o porquê de a imprensa não ter
repercutido o fato. A confissão era pra ser manchete mundial. Na verdade,
esperei por isso até hoje. Como não
repercutiram...
Antes, preciso
A pessoa vive dizendo que
adora ler, mas ninguém a vê com um livro na mão, tampouco se expressa como a
média de leitores assíduos. A leitura do mundo certifica que essa criatura não
é leitora. É embusteira. Porque é com esse nome que outras leituras - os registros
da língua portuguesa - classificam quem vive se valendo de mentira ardilosa e
logro para se mostrarem o que não é. A leitura do mundo, afinal, serve de salvo-conduto
para a pessoa que usa adjetivos para condenar atitudes alheias.
Bom, a certeza de que o
presidente era indecente, fascista e sociopatia tínhamos com pouco tempo da
pandemia. Porque notório, abstenho-me de repetir os desdouros com as
jornalistas, as frases desdenhosas com as mortes pela Covid-19, os descréditos
com as medidas sanitárias contra a pandemia, os deméritos contra as vacinas. Refiro-me
aqui e tão somente à confissão do presidente Jair Bolsonaro.
A confissão aconteceu na
semana passada, numa reunião, e – incrível isso – numa única frase. A reunião era
sobre a pandemia. O presidente queria trocar o comando do Ministério da Saúde. Sondava
a médica Ludhmila Hajjar. Conversa vai, conversa vem, o presidente faz a
bombástica revelação pra médica:
“VOCÊ
NÃO VAI FAZER LOCKDOWN NO NORDESTE PARA ME FODER E EU PERDER A ELEIÇÃO, NÉ?
O presidente pisoteava o
cargo. Usava expressão típica de quem não se dá ao respeito. E escancarava o
que também a leitura do mundo já alardeava: está em campanha pela reeleição a
dois anos do pleito.
O presidente confessava
que quem estava falando com a médica era:
Indecente - Pois é com
essa palavra que os registros da língua portuguesa denominam o sujeito
inconveniente, licencioso, que fere o pudor, os bons costumes. “Para me foder” é ou não é inconveniência? E ele é fã ou não é desse
linguajar? É. E é por isso que suas palavras pegaram o certificado da leitura
do mundo. O presidente provou que vive testando positivo para a indecência.
Genocida – Aqui dou um desconto. Não diria ser o presidente genocida,
Mas o seu Governo está sendo, sim. Pois é com essa palavra que os registros da
língua portuguesa denominam o sujeito ou Governo que promove o
aniquilamento de grupos humanos, ainda que não em massa, ou que leva esses
grupos à submissão a condições insuportáveis de vida. Ora, lockdown, conquanto
prática extrema, é fórmula recomendada pela ciência para estancar a
disseminação do novo coronavírus e assim evitar mortes. Deixar de fazê-lo
apenas porque o chefão pode perder votos é de uma insensatez que faz o bom
senso chorar. Isso é ou não é aniquilamento de grupos humanos? É ou não é submeter indivíduos a condições insuportáveis de
vida? É. E ele é líder ou não é desse contexto tétrico? É. E é por isso que o
comportamento governamental pegou o certificado da leitura do mundo. O Governo
do presidente Jair Bolsonaro provou que vive testando positivo para o
genocídio.
Fascista - Pois é com essa palavra que os registros da língua
portuguesa denominam o sujeito que exercita o controle autocrático,
ditatorial. Impedir que o órgão responsável pela saúde pública brasileira, o
Ministério da Saúde, apoie atos contrários ao que pensa o chefão é irretocável
autoritarismo. Lockdown? Nem pensar, ministro ou ministra. Isso é ou não é
submeter subordinados aos humilhantes humores desse chefe? E ele é líder ou não
é desse contexto ditatorial? É. E é por isso que seu comportamento pegou o
certificado da leitura do mundo. O presidente provou que vive testando positivo
para o fascismo.
Sociopata - Pois é com
essa palavra que os registros da língua portuguesa denominam o sujeito de
comportamento antissocial ou desprovido de consciência. Tem comportamento
antissocial o indivíduo que passa o tempo transgredindo as regras da vida em
sociedade. Na frase da confissão, o presidente não diz, é certo, que vive
transgredindo regras. Mas promover aglomerações e fazer pouco de máscaras constituem
transgressões às regras sociais, sim. Agora, desprovido de empatia ele é.
Quando não aceita o lockdown com matador da morte de seus governados, o
presidente repete os seus calafrios prediletos: “E daí? Não sou coveiro. Todo o
mundo vai ter que morrer um dia”. Isso é ou não é descomunal falta de empatia?
E ele é líder ou não é do contexto da indiferença? É. E é por isso que seu
comportamento pegou o certificado da leitura do mundo. O presidente provou que vive
testando positivo para a sociopatia.
É isso. Surreal bolha
tóxica aquela reunião. Sentado, o presidente da República. Falando, o candidato
a presidente da República na eleição de 2022. Ouvindo, a aterrorizada médica.
Mas ela furou a bolha e caiu fora. Por isso, e que nem em sonho o presidente
saiba, mas comecei a chamá-lo de PPB. Pseudo Presidente Bolsonaro.
Então, provei tudo ou não
provei? Querem o registro em cartório? Ao menos da postura genocida do Governo
e do perfil ditatorial do presidente? Ocorreu três dias depois da reunião com a
médica Ludhmila. O presidente convidou o médico Marcelo Queiroga para ministro
da saúde. Enquanto a médica disse tô fora, o médico disse tô dentro. Aceitou. E
logo na primeira entrevista falou mostrando o registro e o carimbo do cartório:
A POLÍTICA DA SAÚDE É DO
GOVERNO BOLSONARO. O MINISTRO EXECUTA.
Essa foi de lascar o
cano, perdoem-me a expressão. Precisa comentar? Estão lendo a leitura do mundo?
O Ministério da Saúde, a quem cabe, a quem cabe, a quem cabe, a quem cabe... O ministro
vai executar aquilo que o Governo Bolsonaro quer. E o Governo Bolsonaro - já
vimos, estamos vendo e vamos ver – quer, quer, quer... O governo Bolsonaro é a
vontade do PPB: mais mortes, mais choros, mais angústias? Vamos continuar sem
articulação, sem orientação, sem coordenação? Vamos continuar remendando amanhã
o que devia ter sido costurado ontem? É isso? Ninguém merece.
Até que eu alimentava uma
fezinha com o novato ministro.
Mas devemos continuar na
mesma mesmice do Ministério da Economia. Ministério que segue a política do
Governo PPB, é claro. Insensível com os donos de pequenos negócios e
indiferente com aqueles que, por motivos diversos, precisam sair de casa a fim
de ganhar o pão de cada dia. Indiferente, não. Infame e amarrado. Porque, vamos
combinar, um auxílio entre R$ 150,00 e R$ 375,00 é infâmia pura. Nem esmola é.
É escárnio e humilhação. É judiação. E o argumento pra não dar mais é
pateticamente desavergonhado: dívida interna, contas públicas, responsabilidade
fiscal. Medo de quê? Do capital externo? Esses conceitos são ficcionais. É tão
somente moeda escritural. Ninguém paga a ninguém. Deem um auxílio decente e
pronto. O Brasil é visto hoje como pária mundial em razão de como trata os seus
cidadãos na pandemia e não por causas de estatísticas econômicas. Bah!
Acabei saindo do
Ministério da Saúde. Mas volto com outra fala do ministro. No dia seguinte à
daquela, salvo engano. Se aquela foi claríssima, esta foi enigmática.
Enigmática pra algumas pessoas. Mas, pra mim, especialista em entrelinhas, foi
tão clara quanto a luz solar. Num dia sem nuvens de chuva, entendam. A fala foi
esta:
PRECISAMOS FAZER UM
DISTANCIAMENTO INTELIGENTE.
Distanciamento
inteligente, matutei. Será que existe distanciamento burro? É lógico que o
ministro falava do distanciamento como medida sanitária. Então caiu a ficha.
Cuidadoso com a língua, e contra intrigas, o ministro evitou certo eco. A frase
seria esta: “Precisamos fazer um distanciamento inteligente do presidente, gente”. O ministro
é aliado do povo. Pede que nos afastemos do PPB. Ou que o PPB se afaste de nós.
Só vejo uma maneira de fazer isso. Um congressista, líder nato (existe?), ir a tribuna
do parlamento e fazer um discurso duro, verdadeiro, direto contra o descaso do PPB em
relação à saúde pública brasileira. Terminado o discurso, o líder deve dar um
murro na mesa, seguido de sonoros “chega, basta, acabou”.
Aí o PPB vai pegar ar. Vai rodar a baiana, vai começar a babar baba pela boca e vai sair atirando em todo mundo.
Nisso os bombados de
branco chegam e seguram ele pelos sovacos.
Revelador e angustiante 3
de 21,
TC
Cuide-se. Sobretudo da espiritualidade. E não se descuide da mente.
Té mais
Um comentário:
Discordo completamente do texto. Não sou Bolsonarista. Sou brasileiro e torço pelo meu país. Noto que o presidente está agindo corretamente. A pandemia é um estado de guerra.temos que enfretala com as armas que temos. O governo Federal,por sua vez, enviou verba para todos os Estados se prepararem para o enfrentamento a pandemia na compra de respiradores, hospitais de campanha, EPIs, etc.Fez programas sociais para proteger as micros e pequenas empresas,incluiu os trabalhadores informais no programa de auxio emergenciais(isso a Globo e outros órgãos de imprensa não mostram).O STF determinou que Estados e municípios ficassem com responsabilidade de cuidar e controlar a pandemia. Mais de um ano se passou,várias medidas foram tomadas e de nada adiantou até o momento. UTIs sempre foram um problema nacional. Os Hospitais sempre estiveram lotados, com falta de medicamentos,equipamentos,médicos etc. E isso já vem de governos anteriores. Na minha opinião esse "genocidio" está sendo praricado na desde que o comando do País foi entregue aos políticos corruptos que só pensam em cargo e dinheiro. Quem está praticando genocídio de verdade, são governadores e prefeitos, visando as eleições de 2022. Grande abraço.
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