quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O Julgamento

 



A palavra síntese deste conto é liberdade. Daí eu ter optado pela foto do Bião para ilustrá-lo. O Bião habituou-se a tomar banho no chuveiro daqui de casa. Chega, começa a tomar banho e tome zoadeira comigo. Joga vários “Bem” (Bião me chama assim) e se dana a dizer que me viu (te vi, te vi, te vi), como a insinuar ter me visto nas gandaias da vida.

                Assistam ao julgamento

Esperam a assistente para começar o julgamento.

“A colega Verdade costuma se atrasar, doutor juiz”, disse, em tom de troça, o assistente Senso Crítico.

Acomodado numa mesinha típica de boteco, o juiz Povo faz um arzinho de riso. Mas, ao mexer no celular, substitui o riso por uma careta. Pelo visto, dera-se mal numa aposta dessas bets da vida.

O juiz emborca uma pinga, dá leve mordida num gomo de laranja e tira o boné-peruca para coçar a cachola.  A indumentária, cheia de números, harmoniza-se com uma bata, vermelha dum lado e amarela do outro, mas que acaba nos joelhos. O conjunto revela risível detalhe. Melhor, não revela. Quando cruza as pernas, e desprovido da íntima proteção, fica a dúvida se a judicial genitália é masculina ou feminina.

E eis que a Verdade chega e se acomoda ao lado do magistrado.

É oportuno informar que o juiz Povo tem três assistentes: a Lyberdade, a Verdade e o Senso Crítico. Ocorre que a Lyberdade está de licença médica em razão de constantes estupros.

Com a voz já meio pastosa, o juiz Povo se pronuncia:

Diz respeito a perlenga em tela a uma ação de calúnia pedida pelo eminente Poder Público contra o laborioso Segmento Empresarial. A alegada aleivosia nasce de uma declaração do expedito Segmento Empresarial dada a um periódico natalense no bojo da eleição para prefeito no ano da graça de 2024. Clama o sobranceiro Poder Público por uma retratação do castíssimo Segmento Empresarial. Vou ler a declaração alegada pelo impoluto demandante:

            “O debate público acerca de temas relevantes para a economia, seja em qual esfera for, muito interessa ao segmento empresarial, posto que medidas de ordem pública interferem diretamente – positiva ou negativamente – na vida empresarial. Aliás, quanto menor a interferência, melhor para todos, inclusive, para a sociedade”.

            Com a palavra a representante do Poder Público, a Dra. Parola - ordenou o juiz:

            Meritíssimo juiz

, o Segmento Empresarial deixa claro no autoritário artigo a intenção de inibir a legitima intervenção do Poder Público nas disfunções empresariais que porventura venham a ocorrer. Inadmissível tamanho disparate. Obrigada, juiz Povo.

            Com a palavra o representante do Segmento Empresarial, o Dr. Palanfrório - ordenou o juiz, passando um século para pronunciar o Palanfrório. E não só pela atipicidade do nome.

            Estou por presenciar semelhante bobagem jurídica, magistrado Povo. Destarte, permita-me o silêncio diante da nefasta intenção de tolher a liberdade de expressão do meu cliente. Sinto-me envergonhado. O Segmento Empresarial vai entrar com uma ação por danos morais e imorais contra o Poder Público.

            O que me diz, meu amigo Senso Crítico – fala o juiz, a Marvada já o mandando abandonar os ritos jurídicos. (agora o juiz Povo toma uísque com tripa fritada.

            Também estou envergonhado. Mas com o migué aqui presente. Veja, Meritíssimo Povo. Na véspera da eleição, e querendo atrair votos para o seu candidato, o Segmento Empresarial escreve tendencioso artigo a fim de mimar indecisos e partidários. Tendencioso, haja vista a ausência do Estado na economia – o desejo do querelante - acarretar consequências impiedosas para a população dependente da proteção estatal. Mas o Segmento Empresarial tem o direito de agradar a sua bolha. Aí, para não perder votos, o Poder Público esboça chinfrim reação para igualmente mimar os seus. Migué dos grandes, juiz Povo. De toda forma, opino para negar a pretensão do Poder Público.

            O que me diz, lindíssima e charmosíssima Verdade – indagou o juiz, chutando pra escanteio o rito institucional e fixando o olhar nas balizas da assistente.

            Obrigada, Meritíssimo Povo. Acompanho o parecer do assistente Senso Crítico. O Segmento Empresarial tem todo o direito de ancorar sua defesa na liberdade de expressão, assim como o tem o Poder Público. Só lamento que outra liberdade, a de ação, seja rotineiramente violentada pelos dois oponentes. Por um lado, o acusado - e não só ele - vale-se de ilegítima liberdade para explorar o trabalhador, ludibriar o fiscalizador e manipular o consumidor. De outro, o Poder Público, a quem compete combater essa bandida sequência, faz de conta que não a vê. E até a incentiva, no mais das vezes.

            Resultado desse tácito conluio, Meritíssimo Povo, é um país líder em concentração de renda, o que impede regras de convivência social inclusiva. O assistente Senso Crítico foi certeiro ao classificar de ordinária simulação, de chinfrim, afinal, essa escaramuça do Poder Público contra o Segmento Empresarial. Enquanto houver jejunos eleitores no país, o jejum do bem-estar coletivo permanecerá. Este julgamento, aliás, resta prejudicado, porquanto a eleição municipal – o motor da denúncia, no frigir dos ovos - já ter ocorrido.

A propósito, Meritíssimo Povo, visitei as cidades onde houve eleição no domingo e comprovei o que há anos venho provando: parte do eleitorado brasileiro é masoquista. Adora desnudar-se em ambientes secretos a fim de avivar as marcas de chicotes e de trocar os selos de desdéns. Vi bandos deles em êxtase, a aplaudir eleitos cuja história política e atitudes sinalizam para contumazes estupradores da confrade Lyberdade. Não falo de achismo. Falo de atitudes. Refiro-me a eleitos com carteira assinada no egoísmo, além de viverem na cozinha do autoritarismo. Reporto-me aos discípulos do sedutor Mefistófeles. Então...

            “Já chega! A senhora quer tirar a liberdade de o eleitor votar e de aplaudir os seus eleitos? Chega de fala empolada e de metáforas vazias. Chega de combater o empresariado. A senhora quer tirar a liberdade de alguém empreender? É o empresário quem paga o imposto que paga o seu salário. A senhora é contra o emprego, o lucro, o progresso? Se no meio desse caminho acontece algo que deixa a senhora desconfortável, a culpa não é do empresariado. É do sistema capitalista. É ele que tem a natureza maligna. Fazer o quê? Esse papo de o capital explorar a mão-de-obra não cola mais. Se a senhora é esquerdista, socialista, esses istas, mude-se pra Venezuela. Sua soberba quer ser a dona da razão. Essa é a verdade”.

            Quem assim se expressa é a Imprensa. Boca aberta é o que não falta para a intromissão. A assistente Verdade consulta com o olhar o juiz Povo. Mas o juiz não está nem aí. Continua embevecido com a beleza dela.

            A Verdade faz um risinho para o colega Senso Crítico e... E começa a se despir. Peçona por peçona, peça por peça, pecinha por pecinha. Começa e começa o martírio do juiz Povo. O copo de uísque estaciona nos lábios. Lambe as bordas do copo, sente o cheirinho e dá o goto em seco. Até que o Senso Crítico fala baixinho:

“Não esquente, amigo Povo. Não está traindo a sua consorte, a Digníssima. População, pois o desejo nascido da contemplação não é pecado”.

A Verdade fica se despindo e se explicando:

Não vejam este ato como exibicionismo, provocação, essas coisas. Não, senhores. Não costumo usar enfeites, adornos, disfarces para me expressar. Neste momento, contudo, preciso me valer do simbolismo da nudez a fim de que a fidelidade suprema responda à incivilizada Sra. Imprensa. De mais a mais, e considerando que as redes sociais estão transmitindo este julgamento, minha nudez dá ao público a oportunidade de me imaginar, posto que até ontem só o fez me visualizar. Entenda o ilusório paradoxo, juiz Povo. Imaginar é visualizar alguma coisa ausente e nunca vista. Já visualizar é imaginar alguma coisa ausente e já vista. Como o público me conhece – mas nunca tinha me visto nua -, por certo passava o tempo me imaginando. Agora o público tem a chance de me visualizar e de me imaginar. Em termos filosóficos, é claro.

Por fim, a Verdade fica nua:

Meritíssimo Povo, suponho que esteja ansioso para encerrar este julgamento. Mas lhe peço dois minutinhos a fim de responder a Sra. Imprensa.

Supôs errado, lindíssima Verdade. A senhora terá quantas eternidades quiser.

Obrigada, juiz Povo – agradece a Verdade, rindo. Mas é crua com a Imprensa:

Estou passada com a grosseria da senhora, Sra. Imprensa. Divergimos em certas questões, é certo, mas a cordialidade sempre imperou em nossas conversas. Entretanto, sua manifestação me leva a acreditar que tal cordialidade não passava de hipocrisia. Mas isso não me é tão mal assim, já que ter me decepcionado hoje pode ter me livrado de algo pior amanhã.  Não a reconheço. Eu podia ficar caladinha agora, e assim matá-la de ódio por não lhe dar atenção, mas essa postura não seria a que o país aguarda de mim. Bom. Pelo visto, a senhora perdeu o discernimento. Daí que vou enumerar as minhas respostas. Espero que a numeração lhe seja útil.

Um. Se quero ser a dona da razão?

Não. Razão é assunto das confrades Lógica e Filosofia. O meu é a paz.

Dois. Se sou esquerdista, socialista, esses istas?

Não. Istas assim não combinam com quem persegue a paz. Matute: o lado direitista caminha na trilha da individualidade e do conservadorismo. O lado esquerdista caminha na trilha da coletividade e da liberalidade. Ambos os lados podem caminhar lado a lado numa boa. Mas, não. Caminham rosnando e dando o dedo. Um lado utiliza seu grau de independência, julgando-o legítimo, para atacar o outro lado. Aí vem o vice-versa e o versa-vice. Mas atacar honra não é independência legítima. É legítima estupidez. A bem da precisão, um humano querer que outro humano pense igual a ele em tudo não é estupidez. É apologia do absurdo. Daí, Sra. Imprensa, que tomar partido pelo absurdo não se encaixa numa promotora da paz. Mas se encaixa em mesas de botecos. E na sua receita empresarial, já que vive amamentando a polêmica ideológica parida pelos interesses da classe política e de outras menos votadas.

Três. Se quero tirar a liberdade de o cidadão votar, aplaudir e de empreender?

Tá maluca? Como danado um ser que tem a missão de promover a paz pode querer tirar liberdade de alguma coisa? A senhora, Sra. Imprensa, sabe o que significa liberdade, ou grau de independência legítimo, sobre o qual falei há pouco? Como muita gente, imagina, por certo, que liberdade é fazer o que lhe der na telha. E é. Mas apenas se a telha for legítima. Do contrário, a Justiça vai puni-la. O que é legítimo? O que a sociedade consente, aceita, concorda.

Vou passar pra senhora o que a minha confrade Lyberdade não cansa de ensinar aos humanos. Entenda:

A liberdade autoriza a senhora fazer o que quer, mas não querer o que quer.

Quer tomar banho na chuva nua no seu quintal? Tome. Quer tomar banho na chuva nua zanzando na rua? Tome. Tome, mas a senhora vai ser punida por atentado ao pudor (ou ao ridículo). Quer tomar banho na chuva mas não tem chuva. A senhora não vai tomar. Por mais que deseje, a senhora não pode querer o que quer. A senhora não pode querer aquilo que pertence a liberdade de outro ser. Ou a senhora pensa que querendo que chova a chuva chega? A senhora pode fazer chover? Falar em querer, quer o desenho disso? Acho até bom, pois só assim a senhora vai captar em qual acepção o verbo querer foi empregado.

É boa de lábia, Sra. Verdade, mas, me diga: sua liberdade autoriza ficar peladona num tribunal?

Não. O juiz Povo pode me punir por atentado ao decoro.

Em absoluto – discorda o juiz. Não vejo nada de couro na senhora. Só vejo carnes. E bem sedosas, diga-se de passagem.

O juiz Povo é seu fã. A senhora saiu no lucro.

Tenho fãs no mundo inteiro, Sra. Imprensa. Mas tenho inimigos também. A senhora, por exemplo.

Não entendi. Não sou sua inimiga.

É não, é? A senhora não perde por esperar.

Mas, já que falou em lucro, veja a resposta quatro.

4. Se sou socialista e contra o lucro?

Não. Sou extremada defensora do capitalismo. E do lucro, é lógico. Deixe-me contextualizar o porquê. O socialismo se pauta pela busca da igualdade na produção e na distribuição de bens e serviços. Já o capitalismo se pauta pela busca do lucro máximo.

Entenda, senhora. Eu, Verdade, pertenço a milenar confraria chamada FILHA. Formam-na a Filosofia, promotora da sabedoria; o Intelecto, promotor da inteligência; a Lyberdade, promotora da consciência; a Honra, promotora da ética, e eu, Autêntica, promotora da paz. Meu nome de batismo, não custa lembrar, é Autêntica, mas, como o achava feio, pedi que me chamasse de Verdade.

A FILHA tem por fim auxiliar nossa mentora, a Economia, na espinhosa luta de transformar recursos em bem-estar coletivo. E a ela não importa se o bem-estar coletivo chega pelo socialismo ou pelo capitalismo. Acontece que só se pode alcançar esse abençoado por meio do pesquisar, investigar, perquirir, perseguir, inovar, desejar. E sabe, Sra. Imprensa, qual palavrinha acorda esses verbos e que faz os agentes econômicos viverem sonhando com eles? Não? Lucro, Sra. Imprensa. Lucro. É a busca pelo lucro máximo, a menina dos olhos do capitalismo - mas que fora dos olhos do socialismo - que lhe forneceu, fornece e fornecerá, o carro, a geladeira, a TV, o celular, a Alexa, a IA e outros representantes da face esnobe do bem-estar coletivo. O que deixa o capitalismo frustrado em muitos países é o escasso fornecimento da face nobre: o salário justo, a educação de qualidade, a saúde de excelência. Recorde, Sra. Imprensa, sua longa pergunta 5 e a resposta:

5. Sra. Verdade, a senhora é contra o emprego, o lucro, o progresso? Se no meio desse caminho acontece algo que deixa a senhora desconfortável, a culpa não é do empresariado. É do sistema capitalista. É ele que tem a natureza maligna. Fazer o quê?

Fazer o quê? A primeira coisa é tapar as narinas por causa de sua ruma de merda - desculpem o termo, senhores. Meu desconforto está no fim do caminho, sua idiota. É a brutal desigualdade advinda da brutal concentração de renda concentrada no bolso de certos empresários, perfeitos sacripantas. Sacripantas, porque se valem da ilegítima liberdade, ilegítima, entenda, sua idiota, para tratar como reles números os empregados, mas ironicamente chamados de colaboradores. Boa parte do lucro desses sacripantas não pertence a eles. Vem da subtração de salários justos, de contadíssimos minutos para os afazeres intestinais dos “colaboradores”, de camuflados assédios funcionais, de unhadas nas obrigações tributárias, de dribles na legislação trabalhista...

Preciso voltar ao lucro, mas só vou me sentir confortável se lhe der o desenho dele:

Lucro é qualquer benefício, vantagem, essas coisinhas, que se pode tirar de alguma coisa. Existem dois tipos de lucros. O empresarial e o social. No empresarial, o “alguma coisa” é a atividade econômica. No social, o “alguma coisa” são as circunstâncias do cotidiano. Desse, aliás, você fez referência há pouco tempo, quando disse que saí no lucro em razão da benevolência do juiz Povo. Continue apreciando o desenho:

Assim como existem dois tipos de lucros, existem dois tipos de empresários. Um, social, usa o tino e a liberdade – legítima – para empreender. Esse obtém o lucro máximo. Outro, venal, usa o desatino e a liberdade – ilegítima – para perverter. Esse obtém o lucro excessivo.

Entendeu, sua pilantra, a distinção entre lucro máximo e lucro excessivo?

Aí você vem me dizer que o empresário sacripanta, pervertido, esses troços, é inocente e que a culpa é do maligno sistema capitalista. Misericórdia.

Quem tem a natureza maligna é o empresário escravizador ou o capitalismo produtor?

Você, imbecil, acha que o sistema religioso tem a natureza maligna?  Não, né? Mas não é incomum religiosos serem flagrados com falcatruas nas vestes. O que pensaram? Pensaram que tinham a liberdade para obter o lucro excessivo.

É dever da religião vigiar esses religiosos “empresários”. É dever do Estado vigiar esses empresários “santos”. É dever do Estado interferir, interferir e interferir, sim, na economia. Não é salutar o Estado empreendedor, mas Estado mínimo na economia é o máximo da ignorância cultural.

Nossa mentora, a Economia, persegue o bem-estar por intermédio da justeza na remuneração dos intermediários produtivos, é certo, mas justiça social foge da alçada dela. Não é justo confundir Justeza com justiça social. Justiça social é da competência do Estado.

“Agora, sua infeliz da costa oca, me diga por que achou por bem se passar pela Imprensa para invadir este tribunal”, quis saber a Verdade, vestindo-se.

“Como descobriu, Verdade?”, respondeu a Mentira, desfazendo-se dos apetrechos de disfarces.

Tá de sacanagem, né, Mentira? Pensa mesmo que pode me enganar, criatura? Quando falei de eleição e usei as palavras provando e provado, você se sacudiu todinha. Não pode ouvir a palavra prova, criatura. Além do mais, você é burra. Veja seu crachá. Está escrito IMPRENSA com ç. Aí fiquei lhe dando corda. Agora me diga: por que veio aqui?

Por isso, responde a Mentira, tirando de uma bolsa o livro Sisi Confidencial.

Foi você que enviou esta bostinha, não foi? Adora me provocar, não é?

A Mentira não espera a resposta e sai estirando o dedão para Verdade. Mas bota o livro na bolsa.

Bom. Falta o juiz Povo encerrar o julgamento. Mas não encerra. Foi a Verdade se vestir pra ele pegar no sono. Restou ao assistente mais velho, o Senso Crítico, encerrar o julgamento:

Lamento, mas, como sabem todos, o sono do juiz Povo é pesado. Daí que só em 2026 é que vamos saber se quem ganhou a causa foi o Segmento Empresarial ou o Poder Público.

 

No 11 do 24,

TC

 

 

 

 

 

 

 

 

 


2 comentários:

Anônimo disse...

meritíssimo povo... bora julgar!

Anônimo disse...

"E a ela não importa se o bem-estar coletivo chega pelo socialismo ou pelo capitalismo"; "(...) Imaginar é visualizar alguma coisa ausente e nunca vista. Já visualizar é imaginar alguma coisa ausente e já vista". Mais uma vez, Tião, você arrasa cara! Parabéns!