quarta-feira, 28 de maio de 2025

O teste do porco

 

Olá, gente

O Jornal do Porco contratou um grupo de especialistas a fim de elaborar um teste sobre a vivência de seus leitores. O objetivo é conhecer o intelecto deles e assim melhor direcionar as postagens desta Pocilga de Ouro. Façam o teste, por gentileza.

1.      Recente pesquisa mostrou que 70% dos adultos brasileiros não gostam de cebola, seja crua, seja doutra forma. E que 90% gostam de manga. Infere-se que:

a)      Cebola não deve ser bom legume;

b)      Manga deve ser boa fruta;

c)      Gosto não se discute. Aceita-se

2.      Liberdade é agir de acordo com a vontade (vou beber porque tô com vontade). Liberdade é contrariar a vontade e não agir (tô com vontade de beber, mas não vou beber). Infere-se que:

a)      As duas proposições estão corretas;

b)      A segunda tem mais cheiro de verdade;

c)      Liberdade não se discute. Pratica-se

3.      Você tem quatro irmãos. Chamam-se Polegar, Indicador, Médio, Anular. Infere-se que:

a)      Seu nome é Você;

b)      Seu nome é Mindinho;

c)      Não sei

 

4.      Chama-se de cética

a pessoa que precisa ver para crer. Chama-se de crendeira a pessoa que só precisa crer para ver. Para crer em Deus, o cético precisa ver um corcunda barbudão andando dum lado pro outro. Quiçá coçando o queixo e resmungando. O crendeiro não carece disso. O crendeiro não só crê em Deus, como o sente. O crendeiro sente o dedo de Deus em dois princípios presentes na humanidade inteira. Não existe humano que não sinta esses princípios. E não me refiro a dia, noite, vento, frio, ar, oceano, rio. Refiro-me a fenômenos exclusivamente humanos. O profundo amor pelos humanos são evidenciados pela dupla:

a)      Abraço e beijo;

b)      Xixi e xuxo;

c)      Liberdade e sexo;

d)      Prazer e Frustração;

e)      Não sei

5.      Menopausa significa:

a)      Uma pausa menor;

b)      Uma pausa no já pausado;

c)      Uma pausa na pauta;

d)      Não sei

6.      “Murucututu ela é...”.  Li essa coisa e me deu brutal coceira no cotovelo. Virou praga na linguagem escrita e falada usar pronomes depois do sujeito. Faço cara feia pro mostrengo, sim. Não é preciosismo. É consideração pelo nosso imaterial segundo bem maior, a língua portuguesa. Basta o “Murucututu é”, porra. Isto posto, como diria o outro, pergunto:

a)  Murucututu é uma pessoa feia;

b) Murucututu é uma cobra;

c) Murucututu é algo acontecido com certo tu num certo muro;

d) Murucututu é uma coruja;

e) Vou perguntar ao Google

7.  Existe uma palavra determinante no dia a dia dos humanos. Nada acontece na ausência dela. Nada, nadica de nada e nadinha. Do bom, do ruim, do bem, do mal. Aqui, ali e alhures. No português, a propulsora palavrinha é:

a) Sexo;

b) Amor;

c) Tecnologia;

d) Interesse;

e) Nem o Google tem a resposta

 

7.      “É dando que se recebe” é o mesmo que “É recebendo que se dá?”

a)      Não. Isso é troca;

b)      Sim. Se for em cima da bucha;

c)      Sim e não. Depende. Muito pelo contrário;

d)      Tô fora

 

8.      A vida é feita de processos, contextos, princípios. Deus criou dois princípios e fez de você o que você é. Doisinho só. Estes. Liberdade e sexo. Ao conceder a liberdade, Deus escancarou o mais profundo amor pela vida. Florestas, oceanos, rios, animais, tudo que tem vida foi posto no mundo com a liberdade plena. Deus bolou a liberdade e o sexo e falou. “Haja luz. Amai-vos uns aos outros”. Com “haja luz”, Deus supria os humanos de bravura, autoridade e inteligência. Consciência, enfim. Com “amai-vos uns aos outros, Deus supria os humanos de fraternidade, piedade e irmandade. Deus anunciou a criação e pediu amizade. Deus não exigiu nada. Nem devia. Dar a liberdade com exigência não seria dar. Seria negociar. O recebimento do “é dando de Deus” é a esperada harmonia entre os recebedores. A merecidíssima gratidão a Deus não deve ser transformada em gratificação, sob pena de ser vista como manipulação. O profundo amor de Deus fica mais exposto no segundo princípio da criação, o de preservar a espécie humana: o princípio da procriação, ou do sexo.

Com base no texto acima, marque com “V” a opção verdadeira e com “F” a falsa:

a)      Tomar uma cervejinha ou fazer uma fezinha no bicho significa pecar, já que tais atos não são amorosos;

b)      Deus rege o consciente. O impulso rege a liberdade;

c)      Ao conceder consciência e autoridade, Deus deu ao homem a capacidade de julgar e punir aquilo que ao próprio homem constituir pecado;

d)      Deus sabe de todas as coisas, mas as coisas não sabem de Deus;

e)      Deus não tem casa de moeda. Daí que pedir dinheiro em nome de Deus é coisa do satanás;

f)       O que se convencionou chamar de livramento é um somatório de circunstâncias, já que amar por igual elimina o motivo de Deus livrar um dos filhos e deixar outros pra trás.

g)      Deus não pede adoração e submissão. Deus pede compaixão e compreensão.

 

9.      Há quem diga que a religião - involuntariamente ou não – impõe aos fiéis o medo do inferno. Já que o inferno fica nas alturas, marque a opção que se encaixa em você:

a)      Tenho medo de avião;

b)      Tenho medo de andar pelo avião;

c)      Tenho medo de viajar de avião;

d)      Tenho medo de trepar no avião;

e)      Depende do avião

10.  Conservador é:

a)      Quem conserva a dor da mesmice;

b)      Quem conversa com a dor da inércia;

c)      Quem teima em conservar a direita numa conversão de trânsito;

d)      Quem conserva reservas de ardor e pudor

11.  “O mundo anda de cabeça pra baixo”. Essa é uma citação popular bastante usada nos dias de hoje. Reflete a estupidez, estresse, intolerância e polarização presentes no cotidiano das pessoas. De tão verdadeiras, essas coisas – e outras - foram capazes de mudar conceitos enraizados. Chique, por exemplo. Assinale a opção que mostra o verbo conjugado pela pessoa chique:

a)      Pensar;

b)      Seguir;

c)      Turbinar;

d)      Ignorar;

e)      Rolar

12.  “A esperança de X ao quadrado menos o quadrado da esperança de X” significa:

a)      A esperança do amostrado X de se meter no quarto de certa hipotenusa;

b)      A vontade da esperança de tomar uma média com o disperso X;

c)      A exibição da amostrada variância;

d)      Não entendo bulhufas de medicina;

e)      Vou consultar a IA, já que ela é assim com o X

13.  Considere as seguintes premissas (verdadeiras, sim). 1. Liberdade é o grau de independência (legítimo) que a pessoa elege como valor supremo. 2. Lucro é qualquer vantagem (legítima) que se pode tirar de alguma coisa (mas o mais famoso é o econômico). 3. O capitalismo se pauta pelo lucro. É a busca dele que estimula a pesquisa, o experimento, a inovação, a concorrência. É a incessante busca que supriu, supre e permanece suprindo o mundo de modernidades. Com base nessas premissas, marque com “V” a opção verdadeira e com “F” a falsa:

a)      O sistema capitalista é sanguinário explorador da mão-de-obra, pois a obsessão pelo lucro retira direitos do trabalhador;

b)      O sanguinário é o empresário, pois é ele que se vale de uma liberdade ilegítima para explorar o trabalhador;

c)      O sanguinário é o Estado, pois faz vista grossa para ilegitimidade – e até incentiva - do empresário;

d)      O sanguinário é o Estado, pois sou de direita. De esquerda, desculpe;

e)      O sanguinário é o empresário, pois sou de esquerda. De direita, desculpe

14.  Indivíduos desatentos correm o risco de ser tachados de cu-doce, haja vista a desatenção os impedir de um sagrado preceito cristão: o do cumprimento. Considere conhecida a pessoa do seu círculo de amizade, a que você apertou a mão ao menos uma vez, a que atendeu você em qualquer estabelecimento e a que cumprimentou ou foi cumprimentado com imperceptível balançar de cabeça. Considere 28/5/20 como termo inicial e assinale a opção correta:

a)      De lá pra cá, salvo engano, conheci 2527 pessoas;

b)      De lá pra cá, pelo que me lembro, conheci 1111 pessoas;

c)      De lá pra cá, se a memória não me falha, conheci 389 pessoas;

d)      De lá pra cá, deixe-me ver, conheci 318 pessoas;

e)      MISERICÓRDIA!

 

Eita, porra! Hoje é dia de federal. Vou jogar esses números tomando uma cervejinha. Né pecado, não, né?

No 5 do 25,

TC

 

 

 

 

 

 

 

 

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